<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615</id><updated>2011-08-28T22:49:59.391-02:00</updated><category term='área rural de Porto Alegre'/><category term='Clicar na foto para ampliar.'/><category term='RAFAEL COSTA'/><category term='Clique em cima da foto para ampliar'/><category term='JUCELENE LIMA'/><category term='Duas MEDAS. Assim o arroz terminará de secar...'/><category term='soberania alimentar'/><category term='JUCIELE LIMA'/><category term='JÚLIO LIMA'/><category term='Parque da Redenção em Porto Alegre'/><category term='Caso ainda faltem argumentos para radicalizar na indignação'/><category term='DÉBORA LEMOS'/><category term='Oficina de Compostagem Caseia e visita a propriedade do TIO JUCA'/><category term='JENIFER SILVA E TATI SILVA.'/><category term='EDIVANDO SILVA'/><category term='GEVERTON RODRIGUESHESTEVAN GONÇALVES'/><category term='segurança alimentar'/><category term='A PUHUTUKAWA e o CAPE REINGA'/><category term='veja esse Vídeo. Impossível manter-se indiferente...'/><category term='fome'/><title type='text'>Coletivo Desenvolvimento Sustentável</title><subtitle type='html'>"LUTAR pela sustentabilidade do Planeta, desencadeando junto à base do SEMAPI e do Movimento Social, processos que oportunizem uma reflexão crítica sobre o modelo de desenvolvimento hegemônico, construindo uma ponte para a adoção de práticas cotidianas capazes de inverter a lógica estabelecida e de constituir as bases para um modelo de desenvolvimento sustentável".

Esta é a missão do Coletivo Desenvolvimento Sustentável do SEMAPI Sindicato.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>191</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-1316199699501682559</id><published>2010-08-16T20:18:00.006-02:00</published><updated>2010-08-31T20:20:53.580-02:00</updated><title type='text'>O Passo da Helicóide</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/TGm5aszqS1I/AAAAAAAACr4/k3YdsGmwh9Y/s1600/DSCF0376.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 146px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/TGm5aszqS1I/AAAAAAAACr4/k3YdsGmwh9Y/s320/DSCF0376.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5506135887792720722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Iara Borges Aragonez&lt;br /&gt;Coletivo Desenvolvimento Sustentável&lt;br /&gt;SEMAPI/RS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando sobre o necessário ATO DE ENCERRAMENTO desse blog e suas razões, uma imagem recorrente vem povoando a minha mente. A de uma HELICÓIDE*. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Remeto-me então ao período em que participei de uma formação** na qual a figura helicoidal  fazia parte de nossas avaliações, representando nossos processo ou projetos. Indicadores como tempo transcorrido, avanços, contextos, velocidade e qualidade eram representados e relatados a partir desta figura. E era muito interessante quando cada um de nós desenhava no quadro a sua helicóide para identificar a situação ou estágio de seu processo ou projeto. O tempo passou e eu deixei para trás essa imagem que hoje insiste em me provocar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sou do tipo que não resiste a uma provocação, em especial quando vem da minha mente inquieta, voltei à figura e busquei utilizá-la para a leitura e avaliação desse momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A helicóide que utilizávamos, como é possível observar no desenho acima, recebia em suas laterais duas linhas verticais as quais delimitavam ou delimitam o “espaço projetual” no qual transcorre o processo ou projeto de cada um de nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vemos, a helicóide faz um movimento ascendente, sendo que cada volta representa uma nova etapa que agrega qualidade. Porém, ela é aberta e sujeita a entradas nem sempre previsíveis, com consequências também imprevisíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há momentos em que a ascendência é lenta, quase zero. Porém, um processo com baixa entropia, controlado, com pequenas dispersões acompanhadas de permanentes reajustes. Entretanto, quando há um "imput" externo significativo, seja ele positivo ou negativo,  o processo e/ou projeto pode entrar em entropia e sair do "espaço projetual".  A helicóide “engorda” mais, dispersa mais e ultrapassa as linhas laterais, exigindo re-arranjos, com novas táticas, novas interações, nova energia e novas sinergias. Pode ser uma oportunidade de um novo ciclo. De uma “volta” materializar-se, ou, então, do processo desorganizar-se a ponto de findar-se ou transformar-se  em outra coisa. Isto ocorre pela perda do controle. Seja por negligência, por falta de foco, por leitura equivocada de contexto ou por absoluta ingovernabilidade frente a outros fatores externos que entram e alteram as interações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que isso tem a ver com o momento atual? e com este blog? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três anos em que estive a frente do SEMAPI, integrando a diretoria colegiada, percebo que a minha helicóide não chegou a dar uma volta. O seu movimento, além de lento, quase inerte, foi quase nada ascendente. É importante destacar que quando falo de ascendência refiro- me a avanços significativos e de qualidade, representando mudança de patamar, “realidade mexida” de acordo com os desafios colocados. Destaco também que a helicóide inicia-se não necessariamente no momento avaliado. O presente já é resultado de helicóides anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento atual é de helicóide expandida, “engordada” por “entradas” que estão provocando alta entropia, afetando o movimento e exigindo reposicionamentos acompanhados de criteriosas re-leituras. Como a “volta” nesse período não ocorreu, os desafios continuam.  O risco é grande e urge ajustar as velas de acordo com os novos ventos, o que nem sempre é fácil, ou melhor, em geral é muito difícil...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, há um alento. Ao analisar a situação atual, constato que a estagnação vivida nesses três anos não foi necessariamente estagnação. Os avanços no diálogo social acerca da sustentabilidade, estabelecido seja com o movimento sindical, ambiental, marcha mundial das mulheres, via campesina, com a categoria e com os (as) trabalhadores (as) do SEMAPI, possibilitou acumular um conjunto de elementos, objetivos e subjetivos, os quais constituíram as bases para criar a possibilidade de iniciar uma “volta” significativa. Ou seja, aquela que não foi dada em três anos, mas que, nesses mesmos três anos, a passos lentos, foi possível semear as sementes.&lt;br /&gt;Re-arrumar para dar a ”volta’ é uma tarefa que vai além de uma pessoa, de um desejo, de um projeto isolado. Depende de um conjunto de forças articuladas. E há circunstâncias em que o conjunto de forças não é favorável. Re-arrumar nessa circunstância que vivencio agora, desafia e assusta. Voltar para um ambiente inóspito com projeto antagônico, fazer movimentos ascendentes, mesmo que lentos é (quase) impossível o que gera um efeito(quase) paralisador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como disse, sementes foram semeadas e poderemos ter logo ali na frente o grande “insumo” para iniciar um novo ciclo, ascendente, contínuo e capaz de dar a “volta” de acordo com os desafios que estão a esperar pela ação. Portanto, esperar é preciso, e, já aprendi que em muitos momentos, a “não ação é a melhor ação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, ESPEREMOS e, de preferência, com serenidade. A resposta chegará junto com a Primavera. Esperaremos as boas notícias as quais serão recebidas com flores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queridos (as) companheiros (as), não sei se compliquei, se criei imagens desnecessárias, se optei pela tão criticada “falta de objetividade”, mas essa forma de expressar-me quase se impôs. E meus companheiros (as) de formação e “maestros” que me perdoem se cometi alguma heresia..., mas os elementos da análise helicoidal que vieram a minha mente foram esses...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, o blog Coletivo Desenvolvimento Sustentável, de alguma forma embalou a minha vida nesse período. Muitos retornos que vieram, tenham sido eles pelo próprio blog ou pelo meu email, me realimentaram e me entusiasmaram a continuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazendo um passeio por ele desde a primeira postagem feita em 31 de outubro de 2007, convenci-me que valeu a pena. Considero-o uma boa “biblioteca”, com muita cor, flor, “aromas”, músicas e boas energias. Capaz de informar e provocar a reflexão acerca do tema da sustentabilidade e sobre o nosso papel nessa complexa teia que é a vida, seja enquanto indivíduos ou seres coletivos e políticos que somos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse tempo reafirmei minhas convicções, e, sobretudo, constituí em mim com muito mais força a convicção de que a única verdadeira saída é a mudança radical de paradigma. Outra lógica deve orientar a construção do desenvolvimento que queremos. Precisamos colocar em xeque os valores e princípios que organizam o modelo hegemônico e as nossas vidas.  Felicidade, bem-viver, realização pessoal e social são conceitos que deverão ser compreendidos a partir de outra perspectiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebo cada vez mais que nada mudará se a sociedade não “re-fundar” seus valores para, a partir deles, fazer a transformação. Mas, precisa de “insumos”, bons “insumos” para uma sólida e coletiva construção. Lembremos de Paulo Freire: “ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: os homens se libertam em comunhão”. Eis um campo fundamental de luta. Em comunhão fazer à “re-fundação dos princípios”, dos valores e da ética. Apenas assim, será possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, esse blog, que tratou sobre estas e muitas outras questões, foi constituído pelo Coletivo Desenvolvimento Sustentável do SEMAPI, sendo que todos os seus integrantes estão saindo do Sindicato. A atual direção definirá os novos integrantes os quais elegerão as suas formas de comunicação sobre esse tema. Certamente não permanecerá um vácuo por muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Paulinho, Pacheco e Lauro, companheiros do Coletivo, o meu grande, carinhoso e  afetuoso abraço. Embora nem sempre da forma mais coletiva, ideal, o fato é que nos apoiamos aqui e ali, andamos juntos na luta e assim executamos quase que integralmente o nosso planejamento estratégico. O que faltou... bem, aí é outra história...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, deixo para todos nós um vídeo que mostra alguns caminhos que trilhamos no período de 2007 – 2010 por entendê-los como estratégicos do ponto de vista de nossos objetivos e desafios políticos, sociais e ambientais. Não foi fácil organizá-lo. Precisei descartar muitas imagens igualmente importantes, pois o tempo exigiu que assim o fizesse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a vida é assim, feita de escolhas. A grande questão é fazer as escolhas certas e, para que a vida flua e “tenha uma boa finalização” como um bom vinho, arriscar é preciso, ou melhor, fundamental!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valeu companheiros (as)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande, forte e SUSTENTÁVEL abraço a todos (as) aqueles (as) que nos acompanharam até aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;* Compreendida como modelo isomorfo a “regulación dos sistemas vivientes”.  Del Titanic  a l  Velero. Fundación CEPA.&lt;br /&gt;** Especialización e Maestria en Desarrollo Sustentable – FLACAM. La Plata, Argentina.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-1316199699501682559?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/1316199699501682559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=1316199699501682559&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/1316199699501682559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/1316199699501682559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/08/blog-post_6198.html' title='O Passo da Helicóide'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/TGm5aszqS1I/AAAAAAAACr4/k3YdsGmwh9Y/s72-c/DSCF0376.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-235728852756266915</id><published>2010-08-16T20:05:00.004-02:00</published><updated>2010-08-16T20:11:56.425-02:00</updated><title type='text'>Um caminho feito de imagens ( 2007 - 2010 )</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/LRMYgUYYt_4?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/LRMYgUYYt_4?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-235728852756266915?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/235728852756266915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=235728852756266915&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/235728852756266915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/235728852756266915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/08/blog-post.html' title='Um caminho feito de imagens ( 2007 - 2010 )'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-3895313588928561417</id><published>2010-08-08T12:12:00.002-02:00</published><updated>2010-08-08T12:13:00.481-02:00</updated><title type='text'>Viva!</title><content type='html'>Bom mesmo é ir à luta com determinação,&lt;br /&gt;abraçar a vida com paixão,&lt;br /&gt;perder com classe&lt;br /&gt;e vencer com ousadia,&lt;br /&gt;porque o mundo pertence a quem se atreve&lt;br /&gt;e a vida é "muito" pra ser insignificante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já perdoei erros quase imperdoáveis,&lt;br /&gt;tentei substituir pessoas insubstituíveis&lt;br /&gt;e esquecer pessoas inesquecíveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já fiz coisas por impulso,&lt;br /&gt;já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, &lt;br /&gt;mas também decepcionei alguém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já abracei pra proteger,&lt;br /&gt;já dei risada quando não podia,&lt;br /&gt;fiz amigos eternos,&lt;br /&gt;amei e fui amado,&lt;br /&gt;mas também já fui rejeitado,&lt;br /&gt;fui amado e não amei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já gritei e pulei de tanta felicidade,&lt;br /&gt;já vivi de amor e fiz juras eternas,&lt;br /&gt;"quebrei a cara muitas vezes"! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já chorei ouvindo música e vendo fotos,&lt;br /&gt;já liguei só para escutar uma voz,&lt;br /&gt;me apaixonei por um sorriso,&lt;br /&gt;já pensei que fosse morrer de tanta saudade&lt;br /&gt;e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vivi, e ainda vivo!&lt;br /&gt;Não passo pela vida…&lt;br /&gt;E você também não deveria passar! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charles Chaplin&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-3895313588928561417?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/3895313588928561417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=3895313588928561417&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/3895313588928561417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/3895313588928561417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/08/viva.html' title='Viva!'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-2618058567489549415</id><published>2010-07-25T15:29:00.000-02:00</published><updated>2010-07-25T15:30:47.748-02:00</updated><title type='text'>Demanda firme eleva área plantada com orgânicos na União Europeia</title><content type='html'>20/07/2010 - Fonte: Valor Online&lt;br /&gt;Rudy Ruitenberg, Bloomberg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A indústria de produtos orgânicos da União Europeia está ganhando "massa crítica" à medida em que mais consumidores compram esses alimentos sem fertilizantes químicos e pesticidas, segundo um relatório do bloco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A área com produção orgânica na UE aumentou anualmente, em média, 7,4% entre 2000 e 2008, saindo de 4,3 milhões de hectares para 7,6 milhões de hectares.  A agricultura orgânica respondeu por 4,3% das terras agricultáveis em uso em 2008, segundo a UE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A demanda "tem efeito impulsionador na agricultura orgânica", diz a UE.  "Essa expansão deve permitir condições apropriadas para o desenvolvimento da agricultura orgânica no médio prazo e assegurar a manutenção dos prêmios sobre os preços que contribuem para a lucratividade do setor".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A UE tinha 22% da área de agricultura orgânica do mundo em 2008, de acordo com a Switzerland"s Forschungsinstitut fuer Biologischen Landbau.  Nos EUA, 1,95 milhão de hectares tinham manejo orgânico, ou 0,6% do total das áreas agrícolas e de pastagem do país, mostra a pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O setor agora se amplia além de uma mera "agricultura de nicho" e alcança uma certa massa crítica", diz firma o documento.  A demanda na UE por produtos orgânicos está ultrapassando o crescimento local da oferta.  Entre as culturas aráveis, os cereais são a mais importante categoria, com 1,2 milhão de hectares produzidos organicamente em 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Espanha tinha a maior área com produção orgânica na União Europeia, com 1,13 milhões de hectares.  Em percentual, o uso para produção orgânica das terras agrícolas era maior na Áustria, com uma fatia de 16% da área usada para agricultura.  O tamanho médio de uma fazenda orgânica na União Europeia excedeu o dos estabelecimentos não orgânicos em 2007, segundo o relatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"No setor de pecuária, isso não é surpreendente dados os níveis mais baixos dos estoques e o maior uso de pastagem extensiva", dizem os autores do documento.  "Em tais especializações, como lavouras permanentes e produção de vegetais, isso é mais surpreendente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fazendas orgânicas usaram menos mão de obra por área, mostram as estatísticas.  Isso contraria a percepção de que o segmento emprega mais mão de obra para compensar a ausência de insumos químicos e fertilizantes nitrogenados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Contrariamente ao que é frequentemente considerado, os estabelecimentos orgânicos usariam menos mão de obra intensiva do que os convencionais", dizem os autores do relatório.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-2618058567489549415?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/2618058567489549415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=2618058567489549415&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/2618058567489549415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/2618058567489549415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/07/demanda-firme-eleva-area-plantada-com.html' title='Demanda firme eleva área plantada com orgânicos na União Europeia'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-8931595671807828544</id><published>2010-07-22T19:41:00.019-02:00</published><updated>2010-07-23T16:20:23.243-02:00</updated><title type='text'>PLEBISCITO POPULAR pelo LIMITE DA PROPRIEDADE DA TERRA</title><content type='html'>Iara Borges Aragonez*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participei ontem do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;SEMINÁRIO ESTADUAL SOBRE O LIMITE DA PROPRIEDADE DA TERRA: em defesa da reforma agrária e da soberania territorial e alimentar&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, cujo propósito foi esclarecer sobre o PLEBISCITO POPULAR pelo LIMITE DA PROPRIEDADE DA TERRA e discutir formas de mobilização para garantir a efetiva participação da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Plebiscito acontecerá entre os dias 01 e 07 de setembro de 2010 e será uma oportunidade ímpar do povo brasileiro manifestar-se contra a concentração de terras no país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Organizou o Seminário a Comissão Pastoral da Terra e Cáritas/RS. Foram palestrantes o advogado popular e educador, Dr.Jaques Alfonsin e também o representantes do CEBI - Centro de Estudos Bíblicos,Edson Costa, da CPT, Terezinha Ruzzarin, da Cáritas/RS, Loiva de Oliveira e da CUT/RS, o sindicalista Celso Woyciechowski.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abordagem do representante do CEBI teve como eixo condutor a AGRICULTURA FAMILIAR X  AGRICULTURA NÃO FAMILIAR a partir dos aspectos econômicos, sociais e políticos. O Dr. Jaques Alfonsin trabalhou aspectos relacionados a Constituição brasileira no que se refere a posse e uso da terra, bem como em relação a consultas populares como o Plebiscito. Loiva Oliveira, apresentou uma retrospectiva histórica das diferentes edições do Grito dos Excluídos, detendo-se na organização do 16º Grito que ocorrerá no dia 07 de Setembro de 2010 e tem como tema ONDE ESTÃO NOSSOS DIREITOS? VAMOS AS RUAS PARA CONSTRUIR UM PROJETO POPULAR. A representante da CPT, Terezinha Ruzzarin, falou sobre a publicação do CADERNO de CONFLITOS SOCIAIS NO CAMPO, destacando que há  25 anos o Caderno vem revelando a trágica realidade brasileira nessa questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do Plebiscito, está em curso um abaixo assinado com vistas a pressionar o Congresso Nacional para que seja incluído um novo inciso no artigo 186 da Constituição Brasileira, que trata da Função Social da terra, para limitar o tamanho máximo da propriedade. Acessando este &lt;a href="http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/6322"&gt;link&lt;/a&gt; você pode agora mesmo fazer a sua adesão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como encaminhamento do Seminmário destaca-se a realização de seminários temáticos, até a data do Plebiscito, com o objetivo de sensibilizar e mobilizar outras organizações para engajarem-se no processo. Para planejar essas atividades ficou agendada para o dia 27 de Julho, 14h, reunião na CUT/RS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No &lt;a href="http://www.limitedaterra.org.br/videos.php"&gt;link&lt;/a&gt; é possível assistir o vídeo da Campanha Nacional que conta um pouco da história da propriedade da terra no Brasil, assim como mais informações acerca do tema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Coletivo Desenvolvimento Sustentável SEMAPI e Cooperativa GiraSol - Comércio Justo e Consumo Consciente. Porto Alegre/RS.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-8931595671807828544?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/8931595671807828544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=8931595671807828544&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/8931595671807828544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/8931595671807828544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/07/plebiscito-popular-pelo-limite-da.html' title='PLEBISCITO POPULAR pelo LIMITE DA PROPRIEDADE DA TERRA'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-6601475941005673075</id><published>2010-07-18T15:07:00.001-02:00</published><updated>2010-07-20T16:39:41.882-02:00</updated><title type='text'>Mundo al Revés - Eduardo Galeano</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/kXqOlOp40r4&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/kXqOlOp40r4&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-6601475941005673075?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/6601475941005673075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=6601475941005673075&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/6601475941005673075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/6601475941005673075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/07/mundo-al-reves.html' title='Mundo al Revés - Eduardo Galeano'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-5277300300937779197</id><published>2010-07-12T23:32:00.002-02:00</published><updated>2010-07-13T00:16:22.565-02:00</updated><title type='text'>Entendendo o vazamento de petróleo nos EUA</title><content type='html'>Por Redação IHU&lt;br /&gt;Entrevista concedida em 08/07/2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As informações que chegam à população são de que pelo menos cinco mil litros de óleo vazam diariamente do “buraco” do poço de petróleo que sofreu acidente no Golfo do México. Este volume é cinco vezes maior do que o estimado quando a plataforma que extraia óleo deste poço afundou. A IHU On-Line conversou com o professor de Geologia da Unisinos, Gerson Fauth, sobre as implicações técnicas para conter o vazamento e se há chances de ocorrer algo semelhante no Brasil, que, com o pré-sal, começa a investir pesado na extração de petróleo. A entrevista foi realizada por telefone. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Nesse final de semana, uma tormenta forte deve chegar à região e empurrará o óleo em direção ao litoral. Esse vazamento deve levar até dois meses para ser estancado, e isso causará uma série de consequências no litoral sul dos Estados Unidos, principalmente para a população da Louisiana. Como essa região é pantanosa, o problema é mais grave ainda. Isso porque, se o óleo entrar nessa região de pântano, será impossível retirá-lo”&lt;/span&gt;, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerson Fauth é mestre em Geociências pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutor em Geologia pela Universitat Heidelberg (Alemanha). Atualmente, é professor do PPG em Geologia da Unisinos, onde ministra as disciplinas de Bioestratigrafia e Ostracodes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira a entrevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IHU On-Line – Para entendermos a questão do vazamento do petróleo no Golfo do México. Porque o processo de contenção do óleo é tão demorado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerson Fauth – As condições de onde está sendo retirado esse óleo são de mar profundo. Existe uma série de dificuldades técnicas para se chegar a esse lugar e ter condições para pegar todo esse petróleo que está jorrando do poço. Este óleo, quando sai do “buraco” que se abriu, tende a migrar para a parte mais superficial, mais leve e, na medida em que sai do poço, se espalha bastante, impactando uma área gigantesca. A imprensa tem dito que eram cinco mil barris por dia, mas a conta pode ser muito maior do que essa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IHU On-Line – Que implicações técnicas são necessárias para a contenção desse vazamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerson Fauth – A implicação técnica exata ninguém sabe ao certo. Esses tipos de problemas que ocorreram agora não são muito comuns. Ainda assim, há uma série de precauções que devem ser tomadas quando se vai perfurar para extrair o óleo, é preciso ter muitas válvulas e portas que são trancadas caso exista um erro. Comenta-se que uma determinada válvula que precisava ser colocada, não foi. A British Petroleum não tomou certas precauções para evitar problemas que decorreram nessa catástrofe ecológica. Ou seja, houve uma economia que causou esse problema. Quando é uma empresa séria, esse tipo de situação não ocorre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IHU On-Line – Por quanto tempo se sofrerá com as consequências desse vazamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerson Fauth – Não se sabe ainda ao certo. Nesse final de semana, uma tormenta forte deve chegar à região, e ela deve empurrar o óleo em direção ao litoral. Esse vazamento levará até dois meses para ser estancado, e isso vai causar uma série de consequências no litoral sul dos Estados Unidos, principalmente para a população da Louisiana. Como essa região é pantanosa, o problema é mais grave ainda. Isso porque, se o óleo entrar nessa região de pântano, será impossível retirá-lo. Provavelmente, muitas gerações vão sofrer com as consequências desse desastre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IHU On-Line – Que danos ambientais, especificamente, esse vazamento pode causar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerson Fauth – Os mais prejudicados são os ambientes pantanosos no sul dos EUA. Dessa forma, o desastre atinge as aves que vivem sobre a água e a própria população ribeirinha que vive da pesca. Imagine um lugar pantanoso, muita água, pouca energia, poucas ondas, que é invadido por um óleo que bate nos troncos e nas folhas. Dificilmente ele vai ser retirado. A mesma coisa aconteceu no Alasca, só que num lugar pedregoso. Lá, as pedras foram “lavadas” e o problema praticamente solucionado. Como lavar um lugar pantanoso? Quando chega na areia é fácil de tirar, mas nos pântanos não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IHU On-Line – Algo parecido pode acontecer no Brasil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerson Fauth – É pouco provável. Bom, pode acontecer com qualquer sonda, qualquer plataforma no mundo em que não sejam tomadas as devidas precauções. As chances de isso acontecer no Brasil são pequenas, porque as empresas que trabalham aqui são mais sérias. No caso dos EUA, houve uma espécie de “quarteirização”, pois uma empresa cedeu à outra empresa, que cedeu para uma terceira. No final, ninguém se responsabilizou e assumiu a culpa. Mas a BP, que é uma das maiores petroleiras do mundo, está sendo culpada por ser a principal responsável por aquele poço, embora ela não estivesse naquele lugar, naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IHU On-Line – O Brasil teria condições de amparar um problema assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerson Fauth – Nenhum país tem condições. Os EUA são o país mais rico do mundo, com melhor tecnologia, com os profissionais mais capacitados, e não conseguem resolver o problema. O presidente Obama está sendo humilhado por não conseguir contornar a situação. Ninguém está preparado para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IHU On-Line – Esse vazamento no Golfo do México pode mudar de alguma forma a economia do petróleo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerson Fauth – Eu entendo que não, não muda nada. Agora, o que muda é que haverá maiores estudos a respeito de aperfeiçoamento de técnicas para evitar esse tipo de problema no futuro. Na história da extração do petróleo no mundo, existiram vários vazamentos, mas nenhum tão intenso, tenso e catastrófico para o meio ambiente como esse. E também este vazamento no Golfo do México só está na mídia porque é nos EUA. A Nigéria está vivendo o mesmo problema e não está na mídia. O que é lamentável, pois sempre que uma catástrofe como essa acontecesse, a população e o mundo deveriam ser alertados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Envolverde - HU On-Line&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-5277300300937779197?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/5277300300937779197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=5277300300937779197&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/5277300300937779197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/5277300300937779197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/07/entendendo-o-vazamento-de-petroleo-nos.html' title='Entendendo o vazamento de petróleo nos EUA'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-618552780478334443</id><published>2010-07-12T23:26:00.000-02:00</published><updated>2010-07-12T23:27:34.846-02:00</updated><title type='text'>Projetos podem prejudicar biodiversidade agrícola, dizem especialistas</title><content type='html'>Por Noéli Nobre e Verônica Lima, da Agência Câmara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em audiência pública, Nazareno Fonteles defendeu a inconstitucionalidade da proposta (PL 268/07) que permite a alteração genética de sementes, a fim de torná-las estéreis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Projetos de lei que tramitam na Câmara podem prejudicar os produtores e a biodiversidade da agricultura brasileira, segundo especialistas do setor. O assunto foi debatido nesta quinta-feira em audiência pública das comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as proposições criticadas está o PL 2325/07, que condiciona a venda de produtos agrícolas à autorização expressa do detentor da patente da cultivar utilizada para o plantio. Cultivar é a espécie vegetal certificada de acordo com a Lei de Proteção de Cultivares (9.456/97).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra medida contestada foi a proposta (substitutivo ao PL 268/07) que libera, em determinadas situações, o plantio, a comercialização e a pesquisa de sementes geneticamente modificadas para serem estéreis. Nesses casos, essas sementes não se reproduzem, impedindo que o agricultor possa utilizá-las em uma safra futura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apropriação de sementes&lt;br /&gt;Na reunião, a promotora de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) Juliana Santilli e a representante da Articulação Nacional de Agroecologia Larissa Packer afirmaram que os projetos incentivam a apropriação privada de sementes por grandes empresas multinacionais, impedindo o chamado “uso próprio” por agricultores. Com isso, o País tem de importar cultivares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra consequência, conforme Larissa, é a redução da biodiversidade, uma vez que o agronegócio baseado na tecnologia privilegia a monocultura. “Até 2030, poderemos ter 75% das espécies animais e vegetais ameaçadas de extinção. Hoje, esse número é de 36%”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santilli ressaltou que a agrobiodiversidade será essencial no enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas pelo País. “A diversidade permite que as espécies se adaptem às mudanças ambientais”, afirmou. A promotora sugeriu a criação de um fundo de apoio a programas de conservação da biodiversidade agrícola, formado com recursos da venda de sementes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedido de arquivamento&lt;br /&gt;O deputado Nazareno Fonteles (PT-PI), que sugeriu a audiência, pediu o arquivamento dos projetos. Fonteles disse que tem se reunido com autores e relatores para discutir o assunto. Caso as propostas sejam aprovadas pela Câmara, ele cogita apelar para a Justiça contra as medidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O parlamentar classificou as propostas como inconstitucionais, pois, segundo ele, qualquer prática que leve à redução do patrimônio genético e da diversidade de espécies está proibida pela Constituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anteprojeto&lt;br /&gt;O Ministério da Agricultura apresentou à Casa Civil um anteprojeto de lei que regula o acesso aos recursos genéticos, a fim de desenvolver novas raças de animais e variedades de plantas. “Esse projeto tem como foco promover o melhoramento genético, indistinto de onde ele ocorra (propriedade, empresa ou instituto de pesquisa), e principalmente resguardar as práticas tradicionais”, explicou o assessor de Propriedade Intelectual e Tecnologia da Agropecuária do ministério, Leontino Taveira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os críticos, no entanto, o anteprojeto, assim como as propostas em análise na Câmara, restringe o direito ao livre uso da agrobiodiversidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edição – Marcelo Oliveira&lt;br /&gt;(Envolverde/Agência Câmara)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-618552780478334443?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/618552780478334443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=618552780478334443&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/618552780478334443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/618552780478334443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/07/projetos-podem-prejudicar.html' title='Projetos podem prejudicar biodiversidade agrícola, dizem especialistas'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-4170542380594228308</id><published>2010-07-08T05:26:00.002-02:00</published><updated>2010-07-08T08:42:56.866-02:00</updated><title type='text'>Seminário Soberania Alimentar e Biodiversidade - O papel das Sementes Crioulas na construção da Segurança Alimentar.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/TDV_obLpbYI/AAAAAAAACnM/soqstDOd6Oo/s1600/Convite+Seminario+Soberania+Alimentar+e+Agrobiodiversidade.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/TDV_obLpbYI/AAAAAAAACnM/soqstDOd6Oo/s320/Convite+Seminario+Soberania+Alimentar+e+Agrobiodiversidade.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491435653116292482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-4170542380594228308?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/4170542380594228308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=4170542380594228308&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/4170542380594228308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/4170542380594228308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/07/blog-post.html' title='Seminário Soberania Alimentar e Biodiversidade - O papel das Sementes Crioulas na construção da Segurança Alimentar.'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/TDV_obLpbYI/AAAAAAAACnM/soqstDOd6Oo/s72-c/Convite+Seminario+Soberania+Alimentar+e+Agrobiodiversidade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-2543576523125309494</id><published>2010-07-02T21:03:00.012-02:00</published><updated>2010-07-23T16:26:58.823-02:00</updated><title type='text'>Candidatos assumem compromissos em defesa da Emater/RS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/TC5zRUuMz6I/AAAAAAAACnE/P0Vy7yotPeo/s1600/banner_sos_emater.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 134px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/TC5zRUuMz6I/AAAAAAAACnE/P0Vy7yotPeo/s320/banner_sos_emater.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489451737268670370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A Frente de Defesa da Extensão Rural realizou nesta quinta-feira (1º) o Seminário Estadual &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;SOS Emater – O presente e o futuro da Extensão Rural em Debate&lt;/span&gt;. Os trabalhadores da Casa atenderam ao chamado das entidades e lotaram o Teatro Dante Barone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entidades defendem maior investimento &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na abertura do seminário, os representantes das entidades que compõem a Frente de Defesa da Extensão Rural (ASAE, SEMAPI, SENGE, SINTARGS, FAZER, ASAPAS, AESR, AGC) destacaram a urgência de um plano de fortalecimento da empresa e a importância da união de todos em prol deste objetivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também participaram da mesa de abertura o diretor da Emater Romeu Rodhi, o delegado do MDA/RS, Nilton Pinho de Bem, e o presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo, deputado Edson Brum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depoimentos de agricultores emocionam &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início da tarde, após a entrega de alimentos trazidos pelos trabalhadores ao Banco de Alimentos, o seminário foi retomado com depoimentos de agricultores familiares. O produtor Eronito Vencato, de Tapes, ressaltou que sem a extensão rural os agricultores não sobreviveriam no campo. “Estamos vendo a falta de profissionais em muitos municípios. Os técnicos têm que se desdobrar. Muitas vezes deixam suas famílias de lado para estar lá nos atendendo. A Emater faz parte da família do produtor”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja matéria na íntegra e fotos no site do SEMAPI: &lt;a href="http://www.semapirs.com.br"&gt;www.semapirs.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, reveja vídeo que registra a já incansável luta dos(as) trabalhadores(as) da EMATER/RS, em 2007, em defesa da extensão rural e da agricultura familiar. Belo trabalho feito pela Engenho Comunicação e Arte. Meu destaque para a escolha da música.&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/m2nLkX4AaaU&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/m2nLkX4AaaU&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-2543576523125309494?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/2543576523125309494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=2543576523125309494&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/2543576523125309494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/2543576523125309494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/07/candidatos-assumem-compromissos-em.html' title='Candidatos assumem compromissos em defesa da Emater/RS'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/TC5zRUuMz6I/AAAAAAAACnE/P0Vy7yotPeo/s72-c/banner_sos_emater.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-3468371274532518206</id><published>2010-07-01T03:26:00.001-02:00</published><updated>2010-07-01T03:26:56.339-02:00</updated><title type='text'>Cooperativa opera pequenas centrais hidrelétricas com baixo impacto ambiental</title><content type='html'>Um sistema de geração de energia instalado no norte do Estado virou exemplo de prática sustentável para o mundo. O modelo de represas para abastecimento de hidrelétricas da Cooperativa de Distribuição de Energia (Creluz), de Pinhal, foi reconhecida por uma ONG britânica pelo uso adequado dos recursos naturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cerimônia de premiação será amanhã, em Londres, com o anúncio do projeto vencedor. A cooperativa gaúcha é a única finalista que produz energia por meio de usinas hidrelétricas, em um sistema que não necessita de grandes represas. São seis Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), movidas pela água dos rios, evitando alagar grandes áreas e retirar famílias de suas propriedades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Quando se fala em usinas hidrelétricas, as pessoas imaginam um ecossistema que se perde e famílias que precisam ir embora. Mas não é o que acontece aqui. A água do rio é aproveitada com o menor impacto possível – ressalta Joviano Perotti, assessor de gestão ambiental da cooperativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o sistema, a Creluz gera e distribui energia para cerca de 20 mil famílias em 36 cidades da Região Norte. Cerca de 70% dos associados da Creluz são agricultores, e o grupo também atende a reservas indígenas em Liberato Salzano e Iraí, em parceria com o programa federal Luz Para Todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Além do mínimo impacto ambiental, chamou a atenção da ONG o preço da energia, que não é reajustado há seis anos para o associado e até teve redução – explica Elemar Battisti, presidente do Grupo Creluz.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Modelo para o mundo&lt;br /&gt;O PRÊMIO&lt;br /&gt;- A distinção é concedida pela Ashden Awards, ONG fundada em 2001 que incentiva a geração de energia limpa, renovável e sustentável em países da América Latina, África e Ásia, além do Reino Unido. Nesta edição do prêmio, concorreram 104 projetos de 49 países.&lt;br /&gt;- Em fevereiro, um juiz do prêmio visitou as seis usinas e entrevistou associados. Em março, a ONG anunciou que a cooperativa gaúcha havia sido selecionada como uma entre as seis finalistas.&lt;br /&gt;- Em maio, um documentarista da BBC de Londres esteve na região para gravar um documentário de cinco minutos, que será apresentado amanhã, durante a cerimônia de premiação.&lt;br /&gt;OS OUTROS FINALISTAS&lt;br /&gt;- Índia, D. Light Design: projeto de lanternas solares com preço acessível.&lt;br /&gt;- Nicarágua, Tecnosol: energia solar em estabelecimentos médicos.&lt;br /&gt;- Vietnã,Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Rural: distribuição em larga escala da tecnologia de produção de biogás.&lt;br /&gt;- Quênia, Sky Link Innovators: popularização do uso de biogás para cozinha&lt;br /&gt;- África Sub-saariana (Uganda), Rural Energy Foundation: projeto de estimulo à prática sustentável para produção de energia solar.&lt;br /&gt;A CRELUZ&lt;br /&gt;- É uma cooperativa fundada em 1966, com sede em Pinhal, no norte gaúcho.&lt;br /&gt;- Até o ano 2000, operava apenas com a distribuição de energia de outras empresas.&lt;br /&gt;- Atualmente, tem seis usinas em Taquaruçu do Sul, Seberi, Palmeira das Missões, Erval Seco, Cristal do Sul e Novo Tiradentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-3468371274532518206?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/3468371274532518206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=3468371274532518206&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/3468371274532518206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/3468371274532518206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/07/cooperativa-opera-pequenas-centrais.html' title='Cooperativa opera pequenas centrais hidrelétricas com baixo impacto ambiental'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-8311632295484601715</id><published>2010-06-26T19:18:00.003-02:00</published><updated>2010-06-26T19:26:09.339-02:00</updated><title type='text'>Sete mitos fatais da agricultura industrial</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mito Um&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A agricultura industrial vai alimentar o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade&lt;br /&gt;A fome no mundo não é causada por falta de alimentos, mas pela pobreza e pela falta de terra que impedem o acesso à comida. Na realidade a alimentação industrial aumenta a fome ao aumentar o custo do cultivo, ao expulsar dezenas de milhões de agricultores de suas terras e ao cultivar principalmente colheitas lucrativas para exportação e luxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como alimentar um mundo faminto? Transformando cada terreno vazio em um canteiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mito Dois&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Alimentos industrializados são seguros, saudáveis e nutritivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade&lt;br /&gt;A agricultura industrial contamina vegetais e frutas com pesticidas e introduz hormônios de crescimento geneticamente manipulados no leite. Não é surpresa que o câncer, doenças provocadas pela alimentação e obesidade estejam alcançando picos nunca vistos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nada de seguro no uso rotineiro de fumigantes com brometo de metila e cloropicrim.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Milho consorciado com amarante e leguminosas em base de rotação dispensa pesticidas e adubos químicos para aumentar a fertilidade do solo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mito Três&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A alimentação industrializada é barata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade&lt;br /&gt;Se você acrescentar o custo real dos alimentos industrializados — seus custos para a saúde, o meio ambiente e os custos sociais — nem nossos cidad ãos mais ricos teriam meios de pagá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um coquetel químico cobre filas intermináveis de feijão. O "sucesso" comercial da industria de pesticidas exige um custo muito elevado em ecossistemas e saúde humana&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A orgia de cores e sabores atrai as pessoa para a feira dos agricultores. Amigos e vizinhos se reúnem para comprar, encontrar-se e celebrar as "estrelas" da estação. Estes são alimentos verdadeiros a preços verdadeiros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mito Quatro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A agricultura industrializada é eficaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Verdade&lt;br /&gt;Pequenas propriedades produzem mais alimentos por área do que as grandes fazendas. Além disso, fazendas maiores, não diversificadas, requerem maior quantidade de máquinas e produtos químicos. Esta quantidade crescente de insumos está destruindo o meio ambiente e, muitas vezes, levam o agricultor à falência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um campo de mil acres, &lt;br /&gt;sem uma única erva daninha à vista, indica o uso nocivo de pesticidas e herbicidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada paisagem contém uma história. Fileiras de colheitas variadas indicam que a roça é diversificada, em pequena escala, permitindo que os predadores e os polinizadores naturais realizem a sua tarefa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mito Cinco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os alimentos industrializados oferecem mais variedades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Verdade&lt;br /&gt;O que o consumidor realmente recebe no supermercado é uma escolha ilusória. A variedade de produtos nas prateleiras dos supermercados esconde na verdade uma perda trágica de dezenas de milhares de espécies causada pela agricultura industrial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;80,6% das variedades conhecidas de tomates foram&lt;br /&gt;perdidas entre 1903 e 1983&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mito Seis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Agricultura industrial beneficia o meio ambiente e a fauna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Verdade&lt;br /&gt;A agricultura industrial é a maior ameaça à biodiversidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mito Sete&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A biotecnologia vai resolver os problemas da agricultura industrializada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Verdade&lt;br /&gt;A biotecnologia vai destruir a biodiversidade e segurança alimentar e vai forçar os agricultores a deixarem suas terras, consolidando o controle da oferta mundial de alimentos na mão de algumas poucas corporações enormes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Resurgence nº 217, março/abril 2003. Extraído do livro Fatal Harvest&lt;br /&gt;editado por Andrew Kimbrell, Island Press, 2002 www.islandpress.org&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-8311632295484601715?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/8311632295484601715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=8311632295484601715&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/8311632295484601715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/8311632295484601715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/06/sete-mitos-fatais-da-agricultura.html' title='Sete mitos fatais da agricultura industrial'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-3895193790393948642</id><published>2010-06-25T19:09:00.001-02:00</published><updated>2010-06-25T19:13:15.251-02:00</updated><title type='text'>Dia 28 de Junho às 10h - História das Agriculturas no Mundo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/TCUbRWKoESI/AAAAAAAACms/6e46JVpRjXQ/s1600/Hist%C3%B3ria+das+Agriculturas+no+mundo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 226px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/TCUbRWKoESI/AAAAAAAACms/6e46JVpRjXQ/s320/Hist%C3%B3ria+das+Agriculturas+no+mundo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486821705842692386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-3895193790393948642?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/3895193790393948642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=3895193790393948642&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/3895193790393948642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/3895193790393948642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/06/blog-post.html' title='Dia 28 de Junho às 10h - História das Agriculturas no Mundo'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/TCUbRWKoESI/AAAAAAAACms/6e46JVpRjXQ/s72-c/Hist%C3%B3ria+das+Agriculturas+no+mundo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-4025761500578021734</id><published>2010-06-23T01:34:00.001-02:00</published><updated>2010-06-23T01:36:22.841-02:00</updated><title type='text'>Não aguento mais rúcula</title><content type='html'>Daniela Gomes Pinto*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas que credito à globalização – e sou grata a ela – é a combinação rúcula-tomate seco-muzzarela de búfala. O trio é banal hoje em dia. Você encontra os ingredientes em qualquer mercado e no cardápio de todo restaurante. Mas quem tem mais de 30 anos deve lembrar: quando éramos crianças, esses ingredientes não existiam nos supermercados. Tínhamos nossas alfaces, mas nada equiparado à rúcula. Tínhamos nossos tomates, mas nada igual ao tomate seco. O mundo globalizado colocou em nossa mesa a mesma comida dos pequenos vilarejos italianos. Mas não necessariamente diversificou nosso cardápio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia de que só a agricultura industrial poderia dar conta de alimentar o planeta todo é um dos grandes mitos da globalização. Seus defensores idolatram o avanço tecnológico da produção alimentícia em grande escala, que soube superar as limitações relacionadas às estações do ano, às localidades geográficas, aos riscos de pragas. O resultado? Você pode comprar sua rúcula em qualquer lugar, em qualquer época do ano. O problema? Ai de você se bater uma saudade das alfaces de antigamente. Daqui a pouco, elas não existirão mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A variedade conhecida no Brasil como “alface americana”, famosa pela sua absoluta falta de sabor na minha humilde opinião, foi responsável na última década por mais de 70% de toda a produção de alface nos Estados Unidos. No percurso, os americanos extinguiram uma centena de outras variedades, de amargas a doces, de roxaescuras a verde-claras. O mesmo acontece com as maçãs. Graças aos processos industriais, temos hoje acesso às maçãs vermelhas americanas o ano todo. Mas o preço foi alto. Não se encontram mais os milhares de variedades que existiam até o século passado. Apenas duas variedades são responsáveis por mais de 50% do mercado americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem levanta esses dados é Andrew Kimbrell, organizador do livro Fatal Harvest, que acusa a monocultura da agricultura industrial de ter reduzido a diversidade natural de praticamente toda produção agrícola em termos de tamanho, cor e sabor. De novo, resgatemos a memória dos trintões. Nós chegamos a conhecer o sabor verdadeiro dos morangos, pequenos e feios nas prateleiras. Hoje, o morango é igual em todo o lugar: tamanho acintoso, brilho ofuscante, sabor medíocre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A limitação trazida pela agricultura industrial globalizada não é apenas ruim para nosso cardápio. Ela reduz as escolhas das futuras gerações. Recentemente o jornal The New York Times relatou a expedição do cientista Andrey Sabitov à uma remota ilha na Rússia. Um lugar inóspito e frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de três dias de caminhada, ele atingiu o vulcão Atsonupuri, para encontrar o que foi buscar: o morango silvestre Fragaria iturupensis, uma variedade não domesticada, parte de um esforço internacional de proteção de sementes ligado às preocupações com as mudanças climáticas. O aquecimento global, as secas e o aumento da salinidade das águas devem extinguir muitas variedades agrícolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma operação importante, portanto, é salvar sementes de variedades com maior potencial de sobreviver às alterações climáticas. E adivinhe. Frequentemente, as variedades selvagens mostram muito mais adaptabilidade do que as domesticadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Colorido sem graça&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que, no passo que estamos, as variedades simplesmente não existirão para contar a sua história. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) estima que no último século perdemos 75% de toda a diversidade genética agrícola mundial. Segundo pesquisa da Rural Advancement Foundation International, em apenas 80 anos – entre 1903 e 1983 - os inventários de estoques de sementes diminuíram vertiginosamente. Perdemos 96% das variedades de milho, 95% das variedades de tomates e 98% da variedades de aspargos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, a paisagem do supermercado é traiçoeira. Aquele colorido todo não representa, na prática, tanta diversidade. A indústria alimentícia aperfeiçoou-se em variações sobre os mesmos temas: milho, soja, trigo e arroz. Dois terços de todas as calorias ingeridas pelo homem vêm deles. É uma simplificação radical das potencialidades da alimentação. Mas a matemática serve ao mundo moderno. Temos hoje variedade apenas dos alimentos que atingiram em escala mundial eficiência na plantação, colheita, distribuição e embalagem. E é possível contar nas mãos as empresas detentoras das marcas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ciclo é vicioso. Grandes empresas atingem um nível de distribuição em escala mundial que atende as grandes redes de supermercado, que, por sua vez, facilitam o trabalho das compras dos restaurantes. Alimentos mais regionais, peculiares e menos eficientes, não chegam às prateleiras. Comprar de pequenos agricultores dá trabalho, custa mais caro e impõe riscos. Mas o consumidor agradece. Acredite. Pode chegar o dia em que você, assim como eu, não vai mais aguentar rúcula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Pesquisadora do Gvces e mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela London Schoolof Economics and Political Science&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-4025761500578021734?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/4025761500578021734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=4025761500578021734&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/4025761500578021734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/4025761500578021734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/06/nao-aguento-mais-rucula.html' title='Não aguento mais rúcula'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-8595986238553046791</id><published>2010-06-15T22:38:00.003-02:00</published><updated>2010-06-15T22:42:51.230-02:00</updated><title type='text'>Sustentabilidade Humana</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/TBgd2Vhd1ZI/AAAAAAAACkQ/AnKhRjKdqQA/s1600/76202.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 211px; height: 220px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/TBgd2Vhd1ZI/AAAAAAAACkQ/AnKhRjKdqQA/s320/76202.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5483165365651232146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por Demétrio Sena (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saberes são sabores que advêm das vivências capazes de nos amadurecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria um sofrimento inexplicável não sofrer. Implicaria não ter ideia do que é sentir um alívio ou superar uma dor. São as sensações, boas ou ruins, que tornam o ser humano completo e o dotam de saberes que dão sentido à vida. Saberes são sabores que advêm das vivências capazes de amadurecer o espírito, a mente, o caráter, para que o corpo não passe pelo mundo como casca inútil cuja polpa nunca teve dulçor. Não teve, porque jamais amadureceu; foi de verde a podre, pulando estágios essenciais ao ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O alimento é precioso por existir a fome; a água, por existir a sede. O sono, porque há o cansaço. Logo, só existe o triunfo do soerguimento se houver antes a queda. Nenhuma dessas preciosidades valeria qualquer coisa sem a existência do seu oposto. E não é de coisas divinas que falo aqui. Sequer do próprio possível Deus. Falo das evidências que saltam aos olhos e quase sempre não queremos ver, porque nossa preguiça de viver está sempre à espera das facilidades que os vermes, os fungos e as bactérias também buscam. Com sucesso, porque é de suas naturezas e porque tudo apodrece, tornando-se nutrientes naturais de parasitas e afins. Também não me refiro aos autoflagelos nem aos sacrifícios e sofrimentos buscados como táticas artificiais e hipócritas de puruficação pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refiro-me à coragem, à determinação para lutar contra os percalços, adversidades, tristezas e muitas frustrações que são mesmo próprios do existir e não visam méritos ou escolhem nas classes, etnias e culturas quem sofrerá o quê. Sendo assim, devemos dispensar as desventuras evitáveis e combater os efeitos aviltantes daquelas que nada pode anular quando vêm. Isto se chama equilíbrio; sustentabilidade humana. E todo esse exercício deve ser empreendido não apenas com vistas ao eu, mas também (e principalmente) ao nós. O mundo não é um indivíduo. É um coletivo no qual todos podem se ferir de alguma forma, quando algo foge do rumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se todos nós aprendermos a fazer algo pelo outro ou por nós mesmos em razão do todo, seremos uma sociedade sadia; que sabe vencer os desafios e desafiar novos horizontes, mistérios e surpresas que nunca deixarão de surgir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Demétrio Sena é educador lotado no CIEP 327, Suruí - Magé - RJ, palestrante e membro da Academia Mageense de Letras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Envolverde/Pauta Social)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-8595986238553046791?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/8595986238553046791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=8595986238553046791&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/8595986238553046791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/8595986238553046791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/06/sustentabilidade-humana.html' title='Sustentabilidade Humana'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/TBgd2Vhd1ZI/AAAAAAAACkQ/AnKhRjKdqQA/s72-c/76202.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-5976459995578906034</id><published>2010-06-06T13:59:00.000-02:00</published><updated>2010-06-06T14:00:22.858-02:00</updated><title type='text'>Sabores em risco</title><content type='html'>por Priscilla Santos &lt;br /&gt;Revista Vida Simples    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só animais estão ameaçados de extinção. No Brasil, há diversos alimentos perigando desaparecer – levando junto tradições culturais e memórias gastronômicas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho para casa, Carlo decidiu parar no restaurante de um velho amigo com o intuito de se recuperar de uma extenuante viagem com o afago de um prato de peperonata, ensopado italiano salpicado por um pimentão doce e carnudo da variedade “quadrado d’Asti”. Para seu desalento, o que provou foi o empobrecimento do gosto daquela receita dos deuses, sendo que a qualidade do chef era inquestionável. Decepcionado, descobriu que aqueles pimentões perfumados e polpudos que povoavam sua memória gustativa quase não eram mais produzidos na região. No lugar deles, variedades insossas cultivadas em larga escala na Holanda haviam extorquido a originalidade da receita. “São mais baratos e ninguém compra os nossos”, lhe explicou, mais tarde, um ex-produtor dos pimentões de Asti, que sorriu ao dizer que agora cultiva bulbos de tulipas e os envia à Holanda para florescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A concorrência dos alimentos produzidos em larga escala é apenas uma das causas que colocam cerca de 800 produtos em uma lista mundial de alimentos em risco de desaparecer. Isso mesmo: assim como animais, ingredientes também podem estar em processo de extinção, afinal, são frutos da natureza. O catálogo internacional chama-se Arca do Gosto, numa referência à metáfora bíblica da Arca de Noé. Foi elaborado e é atualizado constantemente por chefs de cozinha, agrônomos, cientistas da alimentação, jornalistas e antropólogos, que se voluntariam em um projeto da Fundação Slow Food pela Biodiversidade, presidida por Carlo Petrini, o Carlo, que não se conformou com o sumiço dos pimentões de Asti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para entrar na lista, um ingrediente ou alimento processado precisa não só estar em risco de sumir do mapa mas ter sabor especial, ser produzido em pequena escala de forma artesanal e estar ligado à memória e à identidade dos habitantes de certa região. “Para mim, como italiano, perder um queijo é como amputar uma igreja gótica ou um castelo medieval, pois gerações de pessoas trabalharam com esse alimento, é um patrimônio identitário, sem ele somos pobres”, diz Petrini.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-5976459995578906034?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/5976459995578906034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=5976459995578906034&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/5976459995578906034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/5976459995578906034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/06/sabores-em-risco.html' title='Sabores em risco'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-6811972284566619463</id><published>2010-05-31T12:52:00.002-02:00</published><updated>2010-05-31T12:56:00.348-02:00</updated><title type='text'>Entidades lançam Rede pela sustentabilidade nas cidades nesta terça</title><content type='html'>Atividades de mobilização iniciam em 1º de junho, na Casa dos Bancários, em Porto Alegre.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mostra de vídeos, exposições, debates. Essas e outras atividades estão previstas para acontecer em Porto Alegre a partir do dia 1º de junho, antecedendo a Semana do Meio Ambiente. Os eventos devem ser realizados durante o ano, através da série de encontros Ciclo 21, organizado por ativistas sociais e ambientais. “Pretendemos formar uma rede permanente de mobilização pela sustentabilidade, discutindo o futuro que queremos para nossas cidades”, revela Paulo Mendes Filho, diretor do Semapi e secretário de Meio Ambiente da CUT/RS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VEJA MAIS EM: &lt;a href="http://www.semapirs.com.br"&gt;www.semapirs.com.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-6811972284566619463?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/6811972284566619463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=6811972284566619463&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/6811972284566619463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/6811972284566619463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/05/entidades-lancam-rede-pela.html' title='Entidades lançam Rede pela sustentabilidade nas cidades nesta terça'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-7884250934913549140</id><published>2010-05-27T21:28:00.001-02:00</published><updated>2010-05-27T21:31:50.074-02:00</updated><title type='text'>A História da Garrafa de Água</title><content type='html'>&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/KdVIsEUXIUM&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/KdVIsEUXIUM&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-7884250934913549140?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/7884250934913549140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=7884250934913549140&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/7884250934913549140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/7884250934913549140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/05/historia-da-garrafa-de-agua.html' title='A História da Garrafa de Água'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-5159786615428358019</id><published>2010-05-25T21:30:00.005-02:00</published><updated>2010-05-26T10:37:41.096-02:00</updated><title type='text'>Oficina Gastronômica - Rede EcoSindical</title><content type='html'>Dia 22 de maio de 2010 realizamos no SEMAPI uma “Oficina Gastronômica”, parte das atividades de formação do Projeto Cultura Ambiental, Consumo e Sustentabilidade, as bases para a formação de uma Rede EcoSindical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atividade contou com a participação do Ecólogo Felipe Amaral, do Instituto Biofilia, das nutricionistas Regina Miranda, Presidenta do CONSEA – Conselho de Segurança e Soberania Alimentar do RS e Cláudia Lulkin, eco-nutricionista vegana, que vem resistindo a homogenização dos alimentos e lutando por uma agricultura orgânica desde a Cooperativa COLMÉIA, década de 1980.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira fala da Oficina foi de Felipe Amaral. Sua abordagem foi sobre a BIODIVERSIDADE, considerando que no dia 22 de maio comemora-se o seu dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após, Regina Miranda fez a sua intervenção cuja abordagem destacou os aspectos nutricionais dos alimentos industrializados e sobre o seu impacto na saúde humana, além de demonstrar como podemos recolher em nossa cultura alimentar, livre de processamentos e agrotóxicos, os nutrientes necessários para a nossa saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sequência, o trabalho transferiu-se para a cozinha do SEMAPI. Cláudia Lulkin, a partir dos alimentos, criteriosamente selecionados, mostrou como podemos cozinhar em nosso cotidiano, atendendo nossas necessidades nutricionais, a baixo custo, ao mesmo tempo em que contribuímos para o desenvolvimento local e para o fortalecimento da agricultura familiar de base ecológica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos (as) com a mão na massa. Deliciosamente ouvimos, interagimos e elaboramos o nosso almoço. Foi um grande momento. Aprendemos que o prazer nas nossas refeições pode ser encontrado nos produtos mais tradicionais e ao nosso alcance. Produtos da época nos quais as nossas avós eram especialistas. E que essa é uma herança que não podemos e não devemos desprezar. Já dizia, e diz,  Michael Pollan, jornalista norte-americano, autor do “Dilema do Onívoro”, “não coma nada que sua avó não reconheceria como comida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendemos mais. Cozinhar, estarmos à volta da mesa e criarmos situações que envolvam nossos (as) filhos (as), nossos companheiros (as), nossa família na elaboração e degustação de uma boa comida regional, com produtos locais, tem um valor que ainda somos incapazes de dimensionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos pensar sobre isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo as fotos que retratam o nosso sábado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande abraço.&lt;br /&gt;Iara Aragonez.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/S_xclgW9hlI/AAAAAAAACj0/tVFD4W_BOD8/s1600/Oficina+Gastron%C3%B4mica+Rede+EcoSindical3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 256px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/S_xclgW9hlI/AAAAAAAACj0/tVFD4W_BOD8/s320/Oficina+Gastron%C3%B4mica+Rede+EcoSindical3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475353046386837074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-5159786615428358019?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/5159786615428358019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=5159786615428358019&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/5159786615428358019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/5159786615428358019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/05/oficina-gastronomica-rede-ecosindical_25.html' title='Oficina Gastronômica - Rede EcoSindical'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/S_xclgW9hlI/AAAAAAAACj0/tVFD4W_BOD8/s72-c/Oficina+Gastron%C3%B4mica+Rede+EcoSindical3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-4333693923157533402</id><published>2010-05-18T16:26:00.001-02:00</published><updated>2010-05-18T16:28:28.639-02:00</updated><title type='text'>Um mundo que ninguém viu e nem verá jamais, na RBS…</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;BRASIL RURAL CONTEMPORÂNEO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Durante quatro dias Porto Alegre foi palco de uma grande festa. A festa dos trabalhadores e trabalhadoras que produzem o alimento nosso de cada dia. Uma festa que representa uma realidade que ninguém viu, ninguém vê e ninguém verá nos meios de comunicação monopolizados.Quem têm alguma dúvida disso é só reler as edições de Zero Hora durante os quatro dias da feira Brasil Rural Contemporâneo, realizado no Cais do Porto. Isso porque esse Brasil Rural Comtemporâneo- titulo que reflete de forma inequívoca a realidade do Brasil que produz- não representa aquele “Brasil Rural Atrasado” baseado no grande latifúndio na monocultura exportadora, no deserto verde, das fumajeiras, da soja, do trabalho escravo e infantil. Modelo promovido como “moderno” pelos defensores dos monopólios privados de qualquer setor econômico, principalmente das comunicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continue a leitura: http://miud.in/4Wv&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-4333693923157533402?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/4333693923157533402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=4333693923157533402&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/4333693923157533402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/4333693923157533402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/05/um-mundo-que-ninguem-viu-e-nem-vera.html' title='Um mundo que ninguém viu e nem verá jamais, na RBS…'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-6989918270916190821</id><published>2010-05-13T14:44:00.001-02:00</published><updated>2010-05-13T14:51:53.567-02:00</updated><title type='text'>O MORRO É NOSSO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/S-wsvSKCxlI/AAAAAAAACjE/QxyOAABEWHo/s1600/banner.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 85px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/S-wsvSKCxlI/AAAAAAAACjE/QxyOAABEWHo/s320/banner.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470796838187746898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Para conhecer detalhes da luta contra a venda do Morro Santa Teresa e da falácia sobre a reestruturação da FASE condicionada ao "negócio" entre no site http://www.omorroenosso.com.br/# e venha junto nessa luta.&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-6989918270916190821?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/6989918270916190821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=6989918270916190821&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/6989918270916190821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/6989918270916190821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/05/blog-post.html' title='O MORRO É NOSSO'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/S-wsvSKCxlI/AAAAAAAACjE/QxyOAABEWHo/s72-c/banner.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-7338825878460873431</id><published>2010-05-11T20:31:00.005-02:00</published><updated>2010-05-11T20:48:00.904-02:00</updated><title type='text'>Felicity Lawrence denuncia a indústria mundial de alimentos</title><content type='html'>Substâncias danosas ao organismo geram lucros bilionários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A indústria mundial de comida nos alimenta mal, cria hábitos pouco saudáveis, nos entope de substâncias danosas ao organismo, enquanto acumula lucros bilionários. Grandes empresas multinacionais dominam o setor e fogem da transparência que revelaria suas práticas nocivas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O consumidor não tem tempo para fiscalizar o que compra no mercado e depois come, sem perceber quando é manipulado pela má informação nos rótulos e na publicidade. Estas e outras denúncias aparecem no trabalho investigativo da jornalista britânica Felicity Lawrence.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Para assistir vídeo com entrevista completa com Felicity Lawrence, acessar:&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1592313-17665,00-FELICITY+LAWRENCE+DENUNCIA+A+INDUSTRIA+MUNDIAL+DE+ALIMENTOS.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-7338825878460873431?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/7338825878460873431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=7338825878460873431&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/7338825878460873431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/7338825878460873431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/05/felicity-lawrence-denuncia-industria.html' title='Felicity Lawrence denuncia a indústria mundial de alimentos'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-6479871225856384698</id><published>2010-05-04T23:58:00.000-02:00</published><updated>2010-05-04T23:59:20.181-02:00</updated><title type='text'>Os enganosos números da desnutrição</title><content type='html'>Por Paul Virgo, da IPS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roma, 3/5/2010 – O fato de haver 1,02 bilhão de famintos em um mundo cheio de alimentos é má notícia. Mas há outra ainda pior: este número conta apenas uma parte da história da insegurança alimentar mundial. Isto não se deve somente ao problema de as estatísticas nunca mostrarem um panorama completo sobre as vítimas que este flagelo causa entre os que não têm comida suficiente. Também obedece ao simples fato de a quantidade de pessoas que sofrem insegurança alimentar, na realidade, ser muito maior do que esses números, por si só escandalosos. Quanto mais, ninguém sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mês de outubro, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) elabora as estatísticas sobre a fome que depois são citadas por líderes internacionais, políticos, organizações não governamentais e meios de comunicação quando falam do assunto. Devido à complexidade da tarefa e dos recursos que representa, não tem rivais nesta área. A FAO adota um enfoque conservador, presumivelmente para evitar ser acusada de exagerar o problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro analisa dados sobre comércio e produção alimentar de Estados individualmente, para avaliar qual a quantidade disponível de alimentos. Depois utiliza padrões de consumo interno para calcular o acesso a eles e que proporção de uma determinada população está desnutrida. O principal grande problema é que as estimativas sobre os alimentos necessários para atender as necessidades mínimas de energia se baseiam nos requisitos para um estilo de vida sedentário. Isto sugere que muitas pessoas não são contadas como desnutridas apesar de não consumirem calorias suficientes para levar uma vida saudável e ativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, um problema ainda maior seja que, embora as cifras da FAO sejam aceitas como representativas da população desnutrida, de todo modo isto não fala de quantos pobres estão mal alimentados por não poderem pagar uma dieta adequada. O provérbio de que “nem só de pão vive o homem” é verdadeiro, tanto literal quanto no sentido figurado. Uma pessoa pode atender suas necessidades de energia enchendo-se de arroz ou batata, mas se não pode realizar variações em sua dieta não obterá micronutrientes importantes como ferro, iodo, vitamina A e zinco, com efeitos dramáticos para sua saúde e capacidade de funcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este caso se refere especificamente à má nutrição induzida pela pobreza. Mas também se considera mal nutrida a população de países em desenvolvimento que é obesa por ingerir uma quantidade excessiva de calorias. O mesmo também ocorre com as pessoas que sofrem doenças que impedem que seus organismos se nutram adequadamente a partir dos alimentos, apesar de consumidos de maneira satisfatória. Mas estes grupos não são parte desta análise. Dados divulgados no ano passado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) sugerem que a má nutrição causada pela pobreza é um enorme problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes se chama de “fome oculta” e pode ter consequências irreversíveis, especialmente para menores de 2 anos e para fetos de mães mal nutridas. Segundo o Unicef, 129 milhões de crianças com menos de 5 anos nos países em desenvolvimento têm peso inferior ao que deveriam apresentar e, portanto, são mal nutridas. Mas a quantidade desses pequenos que sofrem raquitismo devido a dietas inadequadas é muito superior, situando-se em 195 milhões. “A quantidade estimada de pessoas com deficiências de ferro ou iodo é, na realidade, muito maior do que a de “desnutridas”, no sentido de deficiência energética na dieta”, disse à IPS a especialista em segurança alimentar Doris Wiesmann.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A FAO reconhece que também há outros elementos que não chega a cobrir. “As pessoas que estão adequadamente nutridas hoje, mas correm o risco de não estarem assim no futuro” devido à possibilidade de um desastre natural ou uma crise econômica que derive na perda do emprego também sofrem insegurança alimentar, disse David Dawe, economista da FAO. “Mas, não há estimativas confiáveis de quantas pessoas estão nessa situação”, acrescentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A FAO é a primeira a admitir que nenhum número pode representar plenamente a insegurança alimentar. Também tem pouco espaço de manobra porque, se mudar radicalmente seus métodos, suas estatísticas se tornarão inúteis aos efeitos de comparações históricas. Wiesmann ajudou o Instituto Internacional de Pesquisa sobre Políticas Alimentares, com sede em Washington, a desenvolver o Índice Global da Fome, que combina dados da FAO sobre proporção de desnutridos com indicadores sobre má nutrição e mortalidade infantis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora esse sistema chegue a um resultado que fornece um panorama mais amplo sobre a situação da fome em determinado país e seja útil para fazer comparações regionais, nacionais e mundiais, não serve para obter números absolutos sobre indivíduos que sofrem insegurança alimentar. E, mesmo se soubéssemos exatamente quantas são essas pessoas, ou mesmo que duplicam o número atual, há motivos para duvidar de que isso signifique alguma diferença para as vítimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Cúpula Mundial sobre Segurança Alimentar que a FAO realizou em novembro do ano passado em Roma, a comunidade internacional não chegou a um acordo sobre compromissos vinculantes em matéria de assistência, nem a estabelecer um prazo para erradicar a fome. E isto apesar de poucos dias antes a FAO ter dito que a quantidade de desnutridos havia superado, pela primeira vez, o limite de um bilhão. IPS/Envolverde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(IPS/Envolverde)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-6479871225856384698?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/6479871225856384698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=6479871225856384698&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/6479871225856384698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/6479871225856384698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/05/os-enganosos-numeros-da-desnutricao.html' title='Os enganosos números da desnutrição'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-4350893859553728872</id><published>2010-04-30T21:32:00.001-02:00</published><updated>2010-04-30T21:33:29.174-02:00</updated><title type='text'>MST propõe aliança com a cidade por agricultura sustentável</title><content type='html'>29/04/2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Vinicius Konchinski, da Agência Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo - Há cerca de 30 anos, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) começou a se organizar nacionalmente com um propósito: promover a reforma agrária no Brasil. Os anos passaram, o movimento se consolidou, milhares de militantes foram assentados, e o foco de atenção do MST se ampliou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, João Pedro Stédile, um dos líderes nacionais do movimento, afirmou que é hora de os sem-terra lutarem por um agricultura mais fraterna e sustentável. Segundo ele, os militantes devem agora buscar diferentes alianças, principalmente com a população da cidade, para alcançar dois novos objetivos: a redução do uso de agrotóxicos nas lavouras e o fim do domínio de empresas multinacionais sobre a agricultura nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O MST percebeu que não basta você ser contra o latifúndio e a favor da distribuição de terra. Você tem que lutar também pela mudança do modelo agrícola.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stédile disse que, atualmente, três ou quatro empresas de atuação global dominam o mercado nacional de sementes, insumos e fertilizantes. “Isso subordinou a agricultura brasileira. Elas controlam o mercado mundial, controlam os preço e impõem o que querem à nossa agricultura.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele disse também que poucas companhias incentivam os produtores rurais brasileiros a ser os que mais consomem agrotóxicos no mundo. São 720 milhões de litros por ano. “É impossível que isso tenha futuro. Os venenos destroem a fertilidade do solo, contaminam a água, ou então ficam nos alimentos que vão para o nosso estômago.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhe abaixo os principais trechos da entrevista concedida por Stédile à Agência Brasil:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência Brasil: O MST espera conseguir o apoio de outros setores da sociedade com essa nova política de atuação contra os agrotóxicos e multinacionais?&lt;br /&gt;João Pedro Stédile: Nós temos certeza de que a imensa maioria da sociedade brasileira também defende este programa. Já, agora, em movimentos pontuais, nós atuamos com o Greenpeace, com o movimento ambientalista e com os setores de defesa do consumidor. O próprio Idec [Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor] tem nos apoiado na questão dos agrotóxicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ABr: Essa nova política pode ajudar a mudar a imagem negativa do MST com alguns segmentos?&lt;br /&gt;Stédile: A ampla maioria da sociedade brasileira nos apoia. Se o MST não tivesse apoio já teria sido destruído. Agora, queremos dar um passo a mais. Temos que nos aliar ao povo da cidade. Veja a situação dos agrotóxicos: quem come os produtos cheios de venenos? O povo pobre da cidade. Então, quando nós vamos resolver isso? Quando as massas da cidade tomarem consciência desse problema e resolverem se mobilizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ABr: A mudança de foco de atenção significa a redução das ocupações de terra?&lt;br /&gt;Stédile: A ocupação faz parte da história da humanidade. Sempre que um território é apropriado apenas por uns poucos e nesse mesmo território convivem milhares de pessoas sem acesso à terra, é evidente que haverá ocupação. A política do MST é de organizar os pobres para que lutem por seus direitos. Em alguns lugares, serão passeatas. Em outros, ocupações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ABr: Essa nova política é consenso no MST? Não seria uma proposta de parte do movimento que já foi assentada e, por isso, não milita mais pela terra?&lt;br /&gt;Stédile: Consenso é a pior palavra. O consenso é burro. Em qualquer movimento social, há opiniões diferentes. Mas essa política que eu expressei aqui é da ampla maioria. Evidentemente, por causa da natureza da nossa luta, em cada região há um grupo que prioriza um aspecto. Se um sujeito está acampado, ele tem que lutar para conquistar terra o quanto antes. Se ele já está assentado há vinte anos e está enfrentando o problema do agrotóxico, é claro que o agrotóxico é o centro da luta dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ABr: O MST pretende apresentar essas propostas aos candidatos à Presidência?&lt;br /&gt;Stédile: Nós estamos pensando em apresentar essas propostas para todos os candidatos, não só a presidente como a governos estaduais. Daqui até maio, eu acredito que esse processo de discussão das sugestões já vai estar concluído e, quando começar a campanha, vamos contribuir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ABr: Já existem sugestões?&lt;br /&gt;Stédile: Sim. Nós achamos que temos de transformar a Conab [Companhia Nacional de Abastecimento] numa grande empresa estatal. Ela deve garantir a compra de produtos dos camponeses e abastecer mercados populares com produtos de qualidade. Nós também temos que controlar o ingresso de multinacionais no Brasil. Estes dias eu li no jornal que uma empresa chinesa quer comprar 100 hectares de terra aqui. Isso é um absurdo. Não pode acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Envolverde/Agência Brasil)&lt;br /&gt;http://www.envolverde.com.br/index.php?edt=3#&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-4350893859553728872?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/4350893859553728872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=4350893859553728872&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/4350893859553728872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/4350893859553728872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/04/mst-propoe-alianca-com-cidade-por.html' title='MST propõe aliança com a cidade por agricultura sustentável'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-4073082832473777477</id><published>2010-04-25T15:48:00.004-02:00</published><updated>2010-04-25T16:01:24.664-02:00</updated><title type='text'>Cochabamba: ausência de chefes de Estado não diminuiu importância da Conferência</title><content type='html'>23/04/2010 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Celso Dobes Bacarji&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com a presença de apenas um chefe de Estado estrangeiro – Hugo Chavez – o encontro de Cochabamba foi um marco na mobilização popular e na sistematização de alternativas para a luta climática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiquipya, Bolívia, 23 Abr - A Conferência de Cochabamba terminou nesta quinta-feira (22/04) com a reunião dos chefes e representantes dos governos que atenderam ao convite do presidente boliviano, Evo Morales, no melhor hotel de Cochabamba. Além do presidente da Venezuela, Hugo Chaves, e do vice-presidente de Cuba, nenhum outro chefe de estado compareceu, embora alguns, como Equador, tenham enviado representantes diplomáticos. À tarde, no estádio municipal Félix Capriles, de Cochabamba, Morales encerrou a Conferência dos Povos comemorando o Dia da Terra, com apresentações culturais e plantio de árvores.(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)O Acordo entre os Povos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As conclusões dos 17 grupos de trabalho oficiais da Conferência de Cochabamba se basearam no princípio de que o conceito de acordo climático deve ser ampliado para acordo entre os povos. Mais do que uma diferença semântica, o acordo entre os povos coloca em xeque o modelo capitalista e as suas formas de exploração dos recursos naturais e do trabalho humano e propõe um modelo de convivência harmônica entre a humanidade e o Planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documento final elaborado pela Conferência, diz que o acordo entre os povos deve rejeitar a “lógica do capitalismo de competência, progresso e crescimento ilimitado”. Para isso, “pleiteia aos povos do mundo a recuperação, revalorização e fortalecimento dos conhecimentos, saberes e práticas ancestrais dos povos indígenas, firmados na vivência e proposta do bem viver, reconhecendo a Mãe Terra como um ser vivo, com o qual temos uma relação indivisível, interdependente, complementar e espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, a Declaração Universal dos Direitos da Mãe Terra, cujo projeto foi elaborado por um dos grupos de trabalho, é peça fundamental. A começar pelo conceito de Mãe Terra, que foi brilhantemente abordado pelo teólogo e filósofo brasileiro Leonardo Boff, que participou do painel principal de discussão do tema. Para ele, o conceito de Mãe Terra, tem raízes ancestrais, encontradas inclusive na cultura da Grécia antiga, onde a deusa Gaia representava o caráter vivente do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Boff, depois de perder esse conceito a partir do racionalismo iluminista, a humanidade volta a reencontrá-lo, não apenas nas culturas indígenas, que nunca o abandonaram, mas também a partir das descobertas da ciência cosmológica e da física da energia. A partir dessas descobertas chegou-se à conclusão de que “tudo tem a ver com tudo em todos os instantes”, diz ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teólogo brasileiro acredita que chegou o tempo da bio-civilização. Ele explicou que a ciência tem descoberto que a matéria é mais do que energia. Ela tem informações que podem ser acumuladas e que em última análise as diferenças entre os seres são apenas de grau de complexidade. “A Terra possui dignidade e cabe a nós deveres e cuidados para amá-la. Se o século 20 foi o tempo dos direitos humanos, o 21 será o século dos direitos da terra”, complementou Boff.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em linhas gerais, o projeto de Declaração dos Direitos da Mãe Terra elaborado na Conferência dos Povos prevê:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•    Direito à vida e à existência;&lt;br /&gt;•    Direito de ser respeitada;&lt;br /&gt;•    Direito à continuação de seus ciclos e processos vitais, livre de alterações humanas;&lt;br /&gt;•    Direito a manter sua identidade e integridade como seres diferenciados, auto-regulados e interrelacionados;&lt;br /&gt;•    Direito à água como fonte de vida;&lt;br /&gt;•    Direito ao ar limpo;&lt;br /&gt;•    Direito à saúde integral;&lt;br /&gt;•    Direito a estar livre da contaminação e poluição, de dejetos tóxicos e radioativos;&lt;br /&gt;•    Direito a não ser alterada geneticamente e modificada em sua estrutura ameaçando sua integridade ou funcionamento vital e saudável;&lt;br /&gt;•    Direito a uma restauração plena e pronta pelas violações aos direitos reconhecidos nesta declaração causados pelas atividades humanas.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A íntegra dessa matéria você pode ler no site&lt;br /&gt;http://www.envolverde.com.br/index.php?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-4073082832473777477?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/4073082832473777477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=4073082832473777477&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/4073082832473777477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/4073082832473777477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/04/cochabamba-ausencia-de-chefes-de-estado_25.html' title='Cochabamba: ausência de chefes de Estado não diminuiu importância da Conferência'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-4625042336122183815</id><published>2010-04-25T11:26:00.005-02:00</published><updated>2010-04-25T15:45:01.912-02:00</updated><title type='text'>“Acabar com o uso de combustíveis fósseis”</title><content type='html'>Por Franz Chávez, da IPS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cochabamba, 20/4/2010 – A voz dos excluídos da cúpula de Copenhague, que defendem um desenvolvimento sustentável, será ouvida com força na Bolívia, em lugar da dos governos que ditam estratégias segundo seus interesses para enfrentar a mudança climática, como o mercado de carbono, afirmou Nnimmo Bassey. Este ativista nigeriano chegou à cidade boliviana de Cochabamba para participar da Conferência Mundial dos Povos sobre a Mudança Climática e os Direitos da Mãe Terra, iniciada ontem com presença de, aproximadamente, 15 mil representantes de organizações da sociedade civil, todas preocupadas com o rumo oficial na luta contra a variabilidade climática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bassey, o costarriquenho Isaac Rojas e o uruguaio Martín Drago são os portadores da posição da Amigos da Terra Internacional, rede composta por 77 organizações não governamentais. Com os objetivos de “mobilizar, resistir e transformar”, esta coletividade ambientalista promove a justiça econômica, a soberania alimentar, o uso de energias alternativas, a conservação da biodiversidade e uma aberta batalha contra a exploração inadequada de minerais e petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destacado entre outras coisas por sua luta tenaz contra as atividades extrativistas contaminantes das empresas de petróleo multinacionais em seu país, Bassey resumiu para a IPS o que considera virtudes de um encontro como o de Cochabamba, onde os povos podem se expressar e estabelecer um discurso real contra a mudança climática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IPS: Qual a diferença entre as cúpulas mundiais e esta de Cochabamba?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NNIMMO BASSEY: Aqui não prevalecem os governos, que habitualmente dizem o que se deve fazer. Agora é o povo que dirá aos governantes quais tarefas devem realizar em matéria de luta contra a mudança climática. Em dezembro, em Copenhague – na 15ª Conferência das Partes da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP-15) –, as organizações sociais, como a Amigos da Terra, foram excluídas dos debates, mas em Cochabamba ocorre o inverso, e participamos de todas as mesas de análises.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IPS: Quais as suas expectativas com relação a este encontro de organizações sociais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NB: Nesta conferência o mundo tem a oportunidade de ouvir as demandas do povo, conhecer os problemas e as soluções reais e autênticas. Nossa posição é contrária às compensações de emissões de carbono em troca da conservação das florestas. As selvas devem ficar fora das considerações do mercado. Rechaçamos a monocultura, a produção de alimentos geneticamente modificados, e exigimos manter os combustíveis de origem fóssil debaixo da terra. A indústria agrícola está se transformando na causa do problema climático e, em lugar disso, lutamos por uma atividade sustentável no campo, igual à demanda expressa pela organização Via Camponesa, o movimento mundial de camponeses que impulsiona a produção de alimentos sadios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IPS: Em que consiste sua proposta de manter o petróleo debaixo da terra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NB: Na Nigéria fizemos campanhas para manter o petróleo sob a terra e contra as multinacionais que causam a contaminação pelas emissões de carbono, promovem a destruição ambiental e a vida dos habitantes e das comunidades. Queremos mudar esta forma de geração de energia por um modelo de desenvolvimento sustentável para acabar com o uso de combustíveis fósseis e promover o investimento em energia renovável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IPS: Qual o papel dos povos indígenas nesta batalha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NB: O importante é expressar a reclamação pela destruição do meio ambiente onde vivem os povos, mas eles precisam ter o poder sobre as terras e adquirir capacidade para administrar seus recursos naturais. Trata-se de uma demanda por poder para a produção de alimentos em condições apropriadas com a natureza e com a preservação dos recursos naturais. Também se busca reduzir o poder das transnacionais, e o seu desmantelamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IPS: Essa meta parece muito ambiciosa, considerando o poder dos países industrializados e de suas empresas. Então, qual é o processo que vem a seguir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NB: Está claro que a batalha é muito grande, mas precisamos nos unir, compartilhar informação e experiências de lutas contra o poder multinacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IPS: A partir dessa postura, que opinião tem sobre o modelo boliviano que promove a defesa da Mãe Terra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NB: O governo da Bolívia é muito inspirador para os povos do mundo. É como um sonho ter um governo disposto a ouvir as demandas dos povos e cuidar da Pachamama (Mãe Terra). IPS/Envolverde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(IPS/Envolverde)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.envolverde.com.br/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-4625042336122183815?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/4625042336122183815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=4625042336122183815&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/4625042336122183815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/4625042336122183815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/04/cochabamba-ausencia-de-chefes-de-estado.html' title='“Acabar com o uso de combustíveis fósseis”'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-5000951629661834301</id><published>2010-04-21T12:04:00.001-02:00</published><updated>2010-04-21T12:06:00.297-02:00</updated><title type='text'>A vida secreta dos ingredientes - Pegue uma embalagem de biscoito e dê uma lida no rótulo</title><content type='html'>A vida secreta dos ingredientes - Pegue uma embalagem de biscoito em sua cozinha e dê uma lida no rótulo. Você conhece a origem e a função de todos os ingredientes? O jornalista americano Steve Ettlinger também não sabia, mas viajou o mundo para descobrir e relatou tudo no livro Twinkie, Deconstructed (Twinkie, Desconstruído, sem edição brasileira). A ideia surgiu durante um piquenique com a família. Seu filho perguntou o que é o polissorbato 60: “Dá em árvores?” Ettlinger não soube o que responder e decidiu descobrir e compartilhar esse conhecimento com outros consumidores. Foi pesquisar a origem de todos os ingredientes do famoso bolinho recheado Twinkie, vendido há mais de 70 anos nos Estados Unidos. Em alguns casos, a origem está em refinarias de química cuja localização é protegida por leis antiterrorismo. Noutros, nas fazendas de milho e soja do Meio Oeste americano. (Ah, sim: o polissorbato 60 de certa forma dá em árvores. Trata-se de um polímero derivado de milho e óleo vegetal. É um emulsificante: faz com que a água e a gordura se combinem. No caso do Twinkie, sua função é substituir a capacidade estabilizante dos ovos e do leite, que ajudam no crescimento das massas.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você continua a comer Twinkies depois de conhecer seus ingredientes?&lt;br /&gt;Não. Estou muito mais interessado em alimentos locais e integrais. É claro que eu já conhecia essas opções. Vivi na França por um tempo e trabalhei como cozinheiro, então eu gosto de comida de verdade. Mas agora definitivamente é algo de que preciso em minha vida. Após escrever o livro, fiquei ainda mais fã dos agricultores locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comida processada é mesmo tão ruim para nós?&lt;br /&gt;Essa pergunta exige uma resposta muito longa. O termo “comida processada” é amplo e pode designar muitos tipos de comida. Qualquer coisa salgada, como o bacalhau, é processada. Qualquer coisa cozida é processada, na verdade. Além disso, nós precisamos de alimentos industrializados para viajar. É por isso que a comida processada tem nos acompanhado por eras. É por isso que as pessoas inventaram o salgamento e a defumação. Isso nos deu maior liberdade de movimentação e é o que nos permitiu chegar ao século 21. No entanto, creio que há um problema quando as pessoas consomem muita comida de conveniência, especialmente salgadinhos e doces, porque elas não fornecem boas calorias, estão repletas de gordura, sódio e açúcar. O consumo desse tipo de “bobagem” deve ser diminuído. Outro ponto problemático é o grande aparato industrial necessário para produzir os ingredientes desse tipo de comida. No livro, eu exploro a origem de todas essas coisas e descubro que a maior parte da comida industrializada é feita com ingredientes que vêm de grandes petroquímicas e fábricas de químicos básicos. Veja só: 14 dos 20 produtos químicos mais usados nos Estados Unidos fazem parte direta ou indiretamente da receita do Twinkie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que isso é ruim?&lt;br /&gt;Primeiro, esses alimentos dependem de produtos químicos vindos do petróleo. A alta do preço do petróleo é um problema, mas não só: um dia, ele vai acabar. Segundo, esses produtos químicos são usados para produzir soja e milho, os principais ingredientes dos alimentos industrializados. De fato, oito dos ingredientes do Twinkie vêm do milho. Terceiro, é um problema depender da soja, que é importada, grande parte dela do Brasil, inclusive. Se esses produtos dependem de insumos que se tornarão mais caros ou mais raros no futuro, isso é um problema. Além disso, esse tipo de produção extensiva tende a degradar o solo. Provavelmente seria melhor para todos se usássemos menos químicos para produzir comida. Nós pagamos subsídios com nossos impostos, especialmente à indústria petroquímica, para fazer herbicidas, pesticidas e fertilizantes, que permitem produzir essa comida e vendê-la com o apoio do governo a preços artificialmente baixos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro, você afirma que diretores e funcionários do setor não quiseram dar declaracões. Por que a indústria alimentícia é avessa à transparência?&lt;br /&gt;Acho que eles tiveram muitos problemas no passado com pessoas apontando quanta ajuda o governo oferece a essa indústria e o quanto a comida produzida é ruim para a saúde, em contrapartida. Eles também sabem que, mesmo incentivando o consumo de novos produtos, como barras de cereais, aparentemente bons para a saúde, na verdade você pode comer castanhas e frutas e ficar bem satisfeito. Comida fresca não dá dinheiro para a indústria alimentícia. Então, a única maneira pela qual eles podem fazer dinheiro é adicionando algo pelo qual se tenha de pagar, como uma embalagem atraente. Veja os flocos de milho. As empresas ganham muito mais vendendo cereais matinais do que vendendo milho. Então, quanto mais nós discutimos e aprendemos sobre isso, pior é para a indústria. Não vale a pena para eles informar o consumidor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os governos estão fazendo esforços no sentido de informar o cidadão sobre a alimentação?&lt;br /&gt;Esse será um ponto interessante a observar com o nosso novo presidente. Ele está recebendo muita informação de pessoas que, como eu, estão envolvidas em educar o consumidor sobre comida e alimentação saudável. Em particular, pessoas que promovem o consumo de alimentos integrais e produzidos localmente, frutas e vegetais e assim por diante. Há gente pedindo a ele que plante um jardim orgânico no quintal da Casa Branca. Algo assim não aconteceria no governo Bush nem aconteceu em outros governos. Nixon e Reagan fizeram tudo o que puderam para dar apoio através de leis e dinheiro a grandes companhias de processamento de milho e soja. Essas companhias, por sua vez, encorajaram os agricultores a plantar apenas um ou dois tipos de grão em fazendas enormes. No passado, as fazendas produziam diversos tipos de vegetais e frutas. Alguns agricultores estão voltando a fazê-lo. É nesse sentido que Barack Obama ajudará a mudar o envolvimento do governo americano na agricultura. Por sinal, temos um ministro da agricultura, mas há um movimento para mudar o título da pasta para Ministro da Alimentação e Agricultura. Acho que essa é uma grande ideia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual foi a reação de seus filhos quando você explicou a eles de onde vem o polissorbato 60?&lt;br /&gt;Na verdade, eles nunca gostaram de Twinkie. Em todo caso, eles não ficaram nada animados com os processos industriais envolvidos. (risos) Acho que, sem ter de treinar muito, eles sempre vão preferir comer uma maçã ou um iogurte no lugar de uma bobagem dessas.&lt;br /&gt;LIVRO Twinkie, Deconstructed, Steve Ettlinger, Penguin/USA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Texto retirado do blog http://transnet.ning.com/profiles/blogs/a-vida-secreta-dos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-5000951629661834301?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/5000951629661834301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=5000951629661834301&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/5000951629661834301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/5000951629661834301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/04/vida-secreta-dos-ingredientes-pegue-uma.html' title='A vida secreta dos ingredientes - Pegue uma embalagem de biscoito e dê uma lida no rótulo'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-2449955425575537017</id><published>2010-04-21T11:48:00.003-02:00</published><updated>2010-04-21T11:49:27.943-02:00</updated><title type='text'>Campanha Carta da Terra 2010 - Começa com você!</title><content type='html'>Começa com você em se transformar para transformar o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 22 de abril a Carta da Terra lançará mundialmente a sua campanha nos meios de comunicação de massa em prol a conscientização da necessidade de um mundo melhor, mais cidadão e responsável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convidamos você a divulgar essa idéia na página ou blog da sua instituição ou empresa. Pois apenas trabalhando em conjunto conseguiremos mobilizar a sociedade a ver que somos uma única família na Terra e que a mudança do futuro está nas mãos de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é a Carta da Terra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “Iniciativa da Carta da Terra” é o nome dado a uma rede global de extraordinária diversidade de pessoas, organizações e instituições que participam da promoção e implantação dos valores e princípios da Carta da Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Carta da Terra é uma declaração de 16 princípios éticos fundamentais para a construção de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica. Ela é estruturada em quatro grandes tópicos: Respeito e cuidado pela comunidade da vida, integridade ecológica, justiça social e econômica, democracia, não-violência e paz. É uma visão de esperança e um chamado à ação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como posso difundir essa idéia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de falar da iniciativa da Carta da Terra aos seus amigos e familiares, você pode publicar no seu blog, site ou perfil nas redes sociais o comercial da campanha ou banner e logotipo da Carta da Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode também unir-se a Carta da Terra no Orkut, Facebook, Linkedin, Youtube e Twitter comentando, divulgando e convidando seus amigos a participar dessa iniciativa. No Twitter, lhe convidamos a usar o hashtag #cartadaterrabr para tentarmos assim alcançar o maior número de pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assista o comercial - http://www.youtube.com/user/ECInternational#p/u/6/Na58ssHw6jA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a campanha “Começa com você”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A campanha remete ao pensamento de Gandhi que lembra que a mudança que queremos ver no mundo começa por cada indivíduo. O objetivo é fomentar entre o grande público o conceito de “Cidadania Terra” onde os interesses pelo bem comum do planeta estão acima dos individuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme será veiculado a partir do dia 22 de Abril no Brasil e na América Latina e possivelmente na Europa, em espaços doados pelas principais emissoras de televisão por assinatura e redes aberta. A campanha conta também com anúncios impressos doados por diversas revistas e jornais, um spot de rádio e banners para veiculação na internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participe!&lt;br /&gt;Afinal, sonhamos com um planeta mais justo, sustentável e pacífico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carta da Terra&lt;br /&gt;Começa com você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Envolverde/Assessoria de Imprensa)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-2449955425575537017?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/2449955425575537017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=2449955425575537017&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/2449955425575537017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/2449955425575537017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/04/campanha-carta-da-terra-2010-comeca-com.html' title='Campanha Carta da Terra 2010 - Começa com você!'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-6726819761584208528</id><published>2010-04-15T23:14:00.002-02:00</published><updated>2010-04-15T23:18:12.782-02:00</updated><title type='text'>Brasil despreza sua biodiversidade alimentar</title><content type='html'>Valdely Kinupp&lt;br /&gt;do coletivo de comunicação Catarse&lt;br /&gt;Entrevista com Valdely Kinupp&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que de especial te motivou a trabalhar com as plantas alimentícias não-convencionais?&lt;br /&gt;Foi a questão econômica e de sustentabilidade, mas também o prazer de fazer um trabalho novo, praticamente inédito, da forma como foi feito. Pensando numa alternativa, desde a sobrevivência na selva, na lida do campo, mas também numa perspectiva de geração de renda, empregos, conservação da natureza, porque hoje a gente vive uma monotonia alimentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As PANCs [Nota do Viomundo: Plantas Alimentícias Não-Convencionais], e nossa biodiversidade como um todo, seja ornamental, medicinal, madeireira são, muitas vezes, negligenciadas. Especialmente as alimentícias aqui no Brasil – se a gente olhar a nossa mesa, no que existe de cardápio nos restaurantes, dos self-service ou nas gôndolas dos supermercados e nas feiras, praticamente tudo é exótico, pouco é local, com baixa importância regional, nacional e, muito menos, internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rio Grande do Sul, mesmo sendo considerado um dos celeiros do Brasil, não está adaptado a futuras mudanças climáticas – e vários estudos internacionais vêm mostrando que as plantas regionais, as ditas plantas “daninhas”, as plantas espontâneas, são muito mais adaptadas [até por rotas metabólicas e fisiológicas diferentes] ao aumento do gás carbônico e da temperatura no ar, em comparação com as commodities agrícolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estamos preparados para catástrofes e desastres ambientais, porque as pessoas não sabem mais o que comer do seu quintal. E isso é um ciclo vicioso. As crianças deveriam aprender desde cedo nas escolas que existem milhares de plantas que podemos comer. Isso deve ser rotineiro, para que as pessoas deixem de encarar como comportamento de pobre que está passando por carência ou comida para porco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes, nas saídas de coletas que realizamos periodicamente, sempre aparecem curiosos. Eu já aproveito para fazer uma educação informal, mostrando o que é comestível, e mesmo assim, alguns ainda pensam que sou uma pessoa que está passando necessidade, porque estou catando um frutinho qualquer ali no mato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos quebrar essa tabu. Sabendo que determinada planta é comestível, você não mais a verá como mato. É preciso aprender isso: tudo foi mato um dia, até as pessoas descobrirem que aquilo se poderia comer, com as plantas mudando de categoria e inaugurando um novo paradigma alimentar. Só existe preocupação da sociedade quando ocorrem secas drásticas e as pessoas ficam sem uma planta folhosa local para comerem e precisam trazer de outras regiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, por exemplo, estivéssemos plantando bertalha (e.g., Anredera cordifolia, A. krapovickasii – Basellaceae), como hortaliça aqui no RS e não o alface, os agricultores não estariam passando tantos problemas, porque são plantas que toleram o período de estiagem e co-evoluíram neste ambiente. A bertalha foi um dos carros-chefe na minha pesquisa, ou espinafre-gaúcho, como preferi registrar popularmente, que você pode comer as folhas, muito rica em zinco, ótimo para memória, uma planta perene, mas que possui outra boa vantagem: além folhas como verdura, há as batatinhas áreas e também os tubérculos subterrâneos na pequena batata que ela produz que são legumes, com usos similares a batata-inglesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destes órgãos amiláceos foi descoberta uma substância nova, em 2007, de proteção para cavidade gástrica, que inibe a ação de tripisina [“Ancordin”]. Alguns estrangeiros queriam comprar cerca de duas toneladas de batata. Cadê o produtor? Não há cultivos racionais desta espécie no Brasil. E continuamos falando da nossa biodiversidade, mas comendo a biodiversidade dos outros continentes/países. Criamos vaca e galinha que não são nossas. Plantamos trigo, arroz, café, laranja, eucalipto e soja, e nada é do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cadê a criação de anta, veado, mutum? Cadê o plantio de bertalha, ália, crem, jacaratiá… A domesticação do pêssego-do-mato? E tantas outras hortaliças e frutíferas silvestres com grande potencial agrícola e nutricional. Não existe. As pessoas valorizam tanto suas tradições em cada um dos nossos estados, falam bastante da biodiversidade, mas não a conhecem, e isso é riqueza abstrata. Se fala que a Amazônia vale trilhões. Vale nada. As pessoas estão passando fome lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente vivendo precariamente, como aqui, na famosa Porto Alegre, com sua periferia cheia de pessoas comendo mal, sentindo frio ao dormir. Não adianta termos uma biodiversidade imensa na Região Metropolitana se não a comemos ou a utilizamos de forma sustentável para outros fins. Muito menos geramos divisas e empregos, porque ninguém planta. Nós somos xenófilos, gostamos do que é de fora, aceitamos de pronto. Meu intuito é fazer a extensão, a popularização, dessas plantas nativas e subsidiar outras áreas do conhecimento, não ficar uma ação isolada. Que a Agronomia possa estudar isso no aspecto fitotécnico e horticultural; a Nutrição pesquisar a parte bromatológica; a Química, a Bioquímica, a Farmácia com a parte toxicológica e fitoquímica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém pesquisa aquilo que não se conhece. Trazer à tona, resgatar e propor novas plantas para serem incorporadas na dieta humana conduz aos estudos transversais. E aí a importância, num trabalho básico desse como o nosso, de detalhar as plantas nativas. Mas friso que não se pode entender isso como uma verdade absoluta. É uma proposta em construção, que começa desde as experiências individuais dos pesquisadores envolvidos, nos relatos de pessoas que fazem uso tradicional, por dados de etnobotânica antigos. E será apenas um segmento da pesquisa, que servirá como subsídio para outras áreas de conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, o mais importante disso o que é? Ponderar o uso e ter diversificação. Por isso a ciência é dinâmica. Todas as plantas têm seus prós e contras, seus modos de preparo adequados, períodos de consumo, com maior ou menor sensibilidade das pessoas. Mas nós não podemos blindar as plantas não-convencionais por acharem que são mais tóxicas que as comuns que você tem no dia-a-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há carência de pesquisa, pois o comum é pesquisar só aquilo que está badalado: o morango ou tomate. E não se pesquisa nosso juá nativo, que tem tanto ou mais licopeno que o tomate, porque nem se conhece. Por isso a necessidade da transdisciplinaridade e de fazer essa passagem para o uso real e efetivo da nossa flora diversa. Nós não sabemos nem quantas espécies temos no Brasil ainda – 50 mil? – ficando restrito à Botânica. Não há consenso, nem uma listagem garantida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há hipóteses, mas nem isso a gente sabe. Não só a biodiversidade vegetal, mas animal também, que é mais paradigmática e cheia de tabus, com legislação cada vez mais engessada, necessitando ser revista com urgência, para que a nossa fauna alimentícia possa e deva ser criada de forma ecologicamente correta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos em uma área muito boa de se trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pude fazer uma pesquisa aplicada e transferir isso para as pessoas. Esse é um tipo de trabalho que desperta bastante interesse, de compartilhar aquilo que você pode fazer no ponto de ônibus e dentro dele, na divulgação corpo-a-corpo, porque as pessoas entendem, sendo gratificante para o pesquisador poder conseguir explicar o que faz. Falo que trabalho com as plantas que existem por aqui no chão, em todo o lugar, que não são aproveitadas, mas que dá para comer, seja verdura ou frutíferas, condimentos e por aí vai. No entanto, uma área, infelizmente, carente de pesquisa e de editais de financiamento no Brasil. Nós temos uma biodiversidade muito grande, mas não a comemos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-6726819761584208528?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/6726819761584208528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=6726819761584208528&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/6726819761584208528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/6726819761584208528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/04/brasil-despreza-sua-biodiversidade.html' title='Brasil despreza sua biodiversidade alimentar'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-54367344873936293</id><published>2010-04-01T22:11:00.001-02:00</published><updated>2010-04-01T22:38:37.391-02:00</updated><title type='text'>Atualizar a Páscoa</title><content type='html'>Dom Demétrio Valentini*&lt;br /&gt;Adital&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Como sabemos, a páscoa remonta a tradições ancestrais. Seu primeiro contexto estava ligado à natureza. Celebrava o triunfo da vida, vencidas as ameaças do inverno ou da estiagem, quando parecia que a vida iria sucumbir. A exuberância da primavera, ou a estação das chuvas, revertiam o quadro, e a vida retomava sua forma exuberante e esplêndida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste primeiro contexto, guardamos até hoje o ritmo anual da páscoa, estreitamente ligado às condições da vida em nosso planeta terra. Quer queiramos ou não, a vida está associada ao planeta em que nos encontramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda expressão da páscoa é fruto da experiência do povo de Israel. Ele teve a intuição de associar sua saída do Egito, onde a vida estava sendo sufocada, exatamente num momento de celebração da páscoa natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta maneira, a páscoa passou a ter dimensão histórica. Introduziu a tremenda suposição de que, a partir de então, a vida depende da intervenção humana que sobre ela exercemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira expressão da páscoa é a mais profunda, e a que melhor recolhe as duas anteriores. É a celebração da páscoa a partir da tradição cristã. Seria um assunto inesgotável analisar com a atenção que merece a providência de Cristo, de inserir o testemunho de sua vida no contexto da celebração pascal dos judeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impressiona ver como ele tinha consciência de que, como profeta, "não podia morrer fora de Jerusalém", nem antes da hora, nem por motivos fúteis de episódios desconexos e circunstanciais. Ele queria colocar sua vida bem no cerne da dinâmica da história humana. Escolheu a páscoa para o confronto final, que lhe possibilitou dar seu testemunho definitivo em favor da vida plena e verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há fato mais surpreendente, do que ver a Igreja surgindo com Cristo do sepulcro onde seu corpo tinha sido depositado. A Igreja é essencialmente pascal. Por isto, quanto mais batem nela, e tentam sufocá-la ou inviabilizá-la, mais ela revela a força da vida, a serviço da qual foi convocada por Cristo, e incumbida de religar continuamente a história humana ao nascedouro da vida nova. "Façam isto em memória de mim".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta providência de instituir uma "nova e eterna" páscoa, no momento da celebração da páscoa antiga, foi a ação mais estratégica e mais radical de Cristo. Ele que tinha dito "não ser deste mundo", sabia captar mais do que ninguém a dinâmica deste mundo, e nela inserir a esperança de uma vida para além deste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem perder a centralidade cristã da páscoa, nos dias de hoje nos damos conta da validade permanente da primeira dimensão pascal. A natureza continua seu processo vital, com sucessivos ciclos de mortes e ressurgimentos. Para entender o que se passa hoje com as preocupantes mudanças climáticas, precisamos de um recuo de milhões de anos. A contribuição dos geólogos é muito preciosa para perceber a trajetória da vida em nosso planeta. Sem recorrer a muitos dados, basta o mais evidente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desaparecimento dos dinossauros, que dominaram o planeta por mais de cem milhões de anos, serve de alerta para a nossa espécie humana. Para permanecer viva, a terra é capaz de se desfazer de espécies inteiras, se passam a agir contra o senso da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como a páscoa nos ensina que a vida no planeta passou a depender também da ação histórica da humanidade, que pode se tornar a expressão consciente da própria natureza, ainda é tempo de sintonizar melhor nossa ação humana com a dinâmica da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tal modo que a páscoa pode comportar a mística cristã, renovar nossa consciência histórica, e despertar nossa sintonia com a natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim todos podemos ter uma boa páscoa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(www.diocesedejales.org.br)&lt;br /&gt;* Bispo de Jales (SP) e Presidente da Cáritas Brasileira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-54367344873936293?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/54367344873936293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=54367344873936293&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/54367344873936293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/54367344873936293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/04/atualizar-pascoa.html' title='Atualizar a Páscoa'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-988016379812024695</id><published>2010-04-01T18:10:00.002-02:00</published><updated>2010-04-01T18:16:20.649-02:00</updated><title type='text'>Pileque precoce</title><content type='html'>Frei Betto *&lt;br /&gt;Adital &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisas indicam que o perfil preponderante do jovem brasileiro de hoje é, ao contrário da minha geração, conservador, individualista, distante daqueles que, em meados do século XX, queriam mudar o mundo.&lt;br /&gt;Agora, ele se mostra mais preocupado em ter um bom emprego do que motivações ideológicas; menos propenso a riscos e mais apegado à família. A relação com a sociedade é mais virtual que real: fechado em seu quarto, ele nem precisa rezar "venham todos ao meu reino", pois tudo lhe chega através do telefone, da TV, da internet, do MP3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura consumista a todos nós oferece, em cálice dourado, o elixir da eterna juventude. Os jovens não querem deixar de ser jovens; adultos e idosos insistem em imitar os jovens. E o principal fator de afirmação é a autoimagem, a valorização da estética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem atual não quer se arriscar; anseia por experimentar. Na falta de motivação religiosa, experiência espiritual e ideologia altruísta, tende a buscar na bebida e na droga a alteração de seu estado de consciência. Sem isso não se sente suficientemente relaxado, loquaz, divertido e ousado.&lt;br /&gt;É óbvio que a mídia dita padrões de comportamento, hábitos de consumo e paradigmas ideológicos. A diferença é que tudo isso chega ao jovem de tal forma bem embalado em papel brilhante e fita colorida, que ele nem percebe o quanto é vulnerável à ditadura do consumismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, a ingestão de bebidas alcoólicas é legalmente proibida a menores de 18 anos (nos EUA, 21 anos). A fiscalização pouco funciona e o Estado permite a publicidade de cerveja a qualquer hora em rádio e TV -concessões públicas- e o estímulo ao consumo precoce. Inclusive a utilização publicitária de pessoas famosas das áreas de entretenimento, artes e esportes, para suscitar em crianças e jovens reações miméticas de consumo de álcool.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dados do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) informam que 42% das crianças brasileiras com idade entre 10 e 12 anos já consumiram bebida alcoólica, e 10% dos jovens de 12 a 17 anos podem ser classificados como dependentes de álcool.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os adolescentes acreditam que um copo de chope não implica risco à saúde. Talvez. O problema é que, ao se enturmar num bar, ele bebe oito ou dez. Ou apela para o mais barato, no duplo sentido da palavra - custo e efeito: uma garrafa de cachaça ou vodca custa menos que uma rodada de chope e provoca rápido "um barato"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ministério da Saúde já calculou quanto o alcoolismo custa aos cofres públicos? Quanto gasta o INSS com os alcoólicos afastados do trabalho por razões de dependência? De que adiantam as campanhas de prevenção se atletas de renome fazem propaganda de bebida alcoólica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A publicidade de bebida destilada -cachaça, uísque, vodca- obedece à restrição de horários, regulados pela lei 9.294/1996. Entre 6h e 21h é vetada a publicidade de destilados, embora muitas rádios burlem a proibição. A cerveja, que responde por 70% de todo álcool ingerido no Brasil, é livre de regulamentação. E é por ela que muitos jovens ingressam na dependência química.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela lei 9.294, bebida alcoólica é a que possui mais de 13 graus na escala Gay-Lussac. O Congresso Nacional assim determinou pressionado pelos produtores de cerveja e vinho. Normas internacionais consideram que é alcoólica toda bebida com 0,5º GL ou acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as demais leis do Brasil -de trânsito, de fabricação etc.- consideram alcoólica toda bebida com mais de 0,5º GL. A cerveja tem cerca de 4,8º GL. Verifique com lupa o rótulo de uma cerveja dita "sem álcool". Com exceção de uma marca, as demais possuem 0,5º GL, ou seja, fazem, com respaldo da lei, propaganda enganosa. Assim, pais desavisados deixam crianças ingerirem a cerveja "sem álcool" e alcoólicos em tratamento são vítimas do mesmo engodo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Código de Autorregulamentacao do Conar (Conselho de Autorregulamentação Publicitária) alerta que comerciais de cervejas não devem ser atrativos para o público jovem. O que se vê é o contrário. As peças publicitárias exalam jovialidade, bom humor, espírito de tribo, linguagem própria de jovens, sem que haja nenhum controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vêm aí a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Se permanecer liberado o direito de associar desportistas com bebidas alcoólicas a Lei Seca, com certeza, vai dar água...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em muitos países, como no Canadá, há regulamentação à publicidade de bebida alcoólica, visando à proteção do público infantil. Lá não se vende bebida alcoólica em supermercados, lojas, padarias e mercearias. Só se permite em bares e restaurantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Free Jazz, festival de música, foi cancelado por ser patrocinado por uma marca de cigarro. O mais badalado camarote do sambódromo exige que se vista a camisa de uma produtora de cerveja. Não existe o alerta: "Se fumar, não dirija". Já no caso da bebida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento de que regular a publicidade é censura ou fere a liberdade de expressão é mero terrorismo consumista centrado em sobrepor interesses privados ao interesse público, como é o caso da proteção da saúde da população, em especial de nossas crianças e adolescentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo retirado do site Adital &lt;br /&gt;http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&amp;cod=46494&lt;br /&gt;[Autor, em parceria com Marcelo Barros, de "O amor fecunda o Universo - ecologia e espiritualidade" (Agir), entre outros livros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-988016379812024695?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/988016379812024695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=988016379812024695&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/988016379812024695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/988016379812024695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/04/pileque-precoce.html' title='Pileque precoce'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-7836652096182425606</id><published>2010-03-16T21:38:00.001-02:00</published><updated>2010-03-16T21:42:27.909-02:00</updated><title type='text'>Para onde estamos fugindo?</title><content type='html'>Leonardo Boff - lboff@leonardoboff.com &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das característica principais do atual momento é a aceleração do tempo. O espaço terrestre praticamente o conquistamos. Mas o tempo continua sendo o grande desafio: poderemos dominá-lo? A corrida contra ele se dá em todas as esferas, a começar pelo esporte. Em cada olimpíada busca-se superar todos os tempos anteriores, especialmente na clássica corrida dos cem metros. Os carros devem ser cada vez mais velozes, os aviões e os foguetes têm que superar a velocidade da geração anterior. No agronegócio se utilizam promotores químicos de crescimento para encurtar o tempo e lucrar mais. A internet é  de altíssima fluidez e sem cabos, pois, para ganhar tempo, tudo é feito via satélite E a aceleração atingiu especialmente as bolsas. Quanto mais rapidamente se transferem capitais de um mercado para outro, acompanhando o fuso horário, mais se pode ganhar. Como nunca antes “tempo é dinheiro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logicamente, em todo esse processo há um elemento libertador pois o tempo foi, em grande parte, vivenciado como servidão. Não podemos detê-lo. Por outro lado produz um impacto sobre a natureza que possui seus tempos e ciclos. O impacto não é menor sobre as mentes das pessoas que se sentem atordoadas, particularmente as mais idosas, perdendo os parâmetros de orientação e de análise daquilo que está ocorrendo no mundo e com elas mesmas. Vale a pena essa irrefreável corrida? Para onde estamos fugindo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai daqueles que não se adaptam aos tempos. Em termos de trabalho são ejetados do mercado pois suas habilidades ficaram obsoletas. Os que se resignam, perdem o ritmo do tempo e são considerados preconcemente envelhecidos ou simplesmente retardatários. Isso pode ocorrer com países inteiros que não incorporam os avanços da tecno-ciência. Todos são obrigados rapidamente a se modernizar e a ser emergentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para onde nos levará essa corrida contra o tempo? Ele sempre nos ganha pois não podemos congelá-lo. Ele simplesmente passa devagar ou acelerado como nos grandes túneis de aceleração de partículas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas importa considerar que há tempos e tempos. O tempo natural do crescimento de uma árvore gigante pode demorar 50 anos. O tempo tecnológico de sua derrubada com a motoserra pode durar apenas 5 minutos. Quanto tempo precisamos para crescer em maturidade, sabedoria e conquistar o próprio coração? Às vezes uma vida inteira de 80 anos é curta demais.  O tempo interior não obedece ao tempo do relógio. Precisamos de tempo para trabalhar nossos conflitos interiores que às vezes nos obrigam a parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma reflexão do mestre zen Chuang-Tzu de 2.500 anos atrás nos parece muito &lt;br /&gt;inspiradora. Ele conta que havia um homem que ficava tão perturbado ao contemplar sua sombra e tão mal-humorado com suas próprias pegadas que achou melhor livrar-se de ambas. O método foi da fuga, tanto de uma quanto de outra. Levantou-se e pôs-se a correr. Mas sempre que colocava o pé no chão aparecia a pegada e a sombra o acompanhava sem a menor dificuldade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atribuiu o seu erro ao fato de que não estava correndo como devia. Então pôs-se a correr velozmente e sem parar, até que caiu morto por terra. O erro dele, comenta o Mestre, foi o de não ter percebido que, se apenas pisasse num lugar sombrio, a sua sombra desapareceria e caso ficasse parado, não apareceriam mais suas pegadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é isso que hoje se impõe fazer? Dar uma parada? Aqui reside o segredo da felicidade e da ansiada paz interior.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonardo Boff - Teólogo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-7836652096182425606?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/7836652096182425606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=7836652096182425606&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/7836652096182425606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/7836652096182425606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/03/para-onde-estamos-fugindo.html' title='Para onde estamos fugindo?'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-4251535435842433516</id><published>2010-03-14T21:16:00.005-02:00</published><updated>2010-03-14T21:44:11.519-02:00</updated><title type='text'>Entrevista com Michael Pollan</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Michael Pollan, ensaísta norte-americano,autor do livro "Em Defesa da Comida" e "O Dilema do Onívoro"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;PO - Como você vê o crescimento dos orgânicos industrializados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MP - Eu acho que existe uma tensão entre a lógica do industrializado e da lógica do orgânico. A preocupação com o preço, o mais barato possível e a eficiência pode levar as pessoas a simplificar ou complicar demais o que é orgânico. Agricultura local é muito importante e este conceito está se perdendo. Grandes indústrias orgânicas americanas estão comprando frutas silvestres ("berries") no Chile. Eu não sou contra produtos orgânicos industriais. Eu acho que eles são necessários e que nós precisamos deles. Mas as pessoas precisam saber que não é só por causa do que eles estão vendo nos rótulos que elas estão comprando o que está em seu imaginário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PO: Conforme você escreve no seu artigo, realmente as pessoas, pelo rótulo, muitas vezes imaginam uma fazenda familiar, uma vida pastoral &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MP-  Exatamente, um sonho pastoral. Isto é o que as pessoas pensam que estão comprando. O que não é verdade. Me dei conta disto quando prestei mais atenção a alguns produtos. Em alguns casos, como no caso do leite - como escrevi no artigo – que é um produto super processado- fica longe do ideal orgânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PO : Você não acha que a palavra orgânico nos anos 70 tinha outro significado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MP: Eu acho que atualmente o sentido de orgânico ficou muito restrito. Se você &lt;br /&gt;insistir num orgânico não  processado e numa produção local , a produção ficará sempre muito pequena. A verdade é que qualquer sonho fica comprometido quando entra no sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PO - Mas, embora industrializadas, estas  fazendas seguem a maior parte das regras do orgânico. Não é o ideal, mas é melhor do que a alternativa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MP: Se você for preocupado com meio ambiente, com o que está acontecendo com as fazendas, com o solo e etc, então compre a maior quantidade possível de terra e a torne orgânica. Isto é o que está fazendo a Cascadian. O que eu estou dizendo é que as pessoas devem esquecer o que ficou para trás. Todas as revoluções sociais dos anos 60 se comprometeram com o sistema durante o caminho. No meu ponto de vista uma das coisas importantes dos orgânicos, é descobrir um caminho para que os pequenos produtores sobrevivam, num momento que o agribusiness está tomando conta de tudo.&lt;br /&gt;PO – Você acha que o mercado orgânico vai continuar crescendo?&lt;br /&gt;MP: Acho que vai crescer e muito. Ainda é um mercado pequeno, mas tem um potencial muito grande.O que é triste é ver estas grandes industrias arrasarem com os pequenos produtores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PO – Você diz que o número de fazendeiros orgânicos está aumentando nos Estados Unidos. A que você atribui este crescimento ? Poderia ser a perspectiva de um novo mercado? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MP: Eu acho que os agricultores acreditam no que eles vêm. Quando alguma coisa da certo, eles a adotam. Eles se analisam entre si muito cuidadosamente e estão sempre perguntando "o que será que o meu vizinho está plantando?". Portanto, quanto mais orgânico estiver sendo plantado, mais pessoas estarão experimentando o orgânico também. Eu sei que orgânico dá mais trabalho do que a agricultura convencional, O orgânico toma mais tempo na administração da plantação. Intelectualmente também dá mais trabalho, ao invés de você comprar um pacote de agrotóxicos você tem que ter um sistema de proteção natural na sua plantação. Há um valor espiritual no orgânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PO: Qual a visão do consumidor em relação aos orgânicos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MP - Eu fiz uma palestra na OTA (Organic Trade Association) e lhes disse que eles tinham que decidir qual a mensagem que eles queriam passar ao consumidor. Se estavam vendendo uma mensagem em favor do meio ambiente ou a preocupação de vender saúde. Eles chegaram à conclusão que a mensagem pela saúde tem mais poder sobre os consumidores. Todo produto hoje em dia tem um apelo para a boa saúde; ou é bom para o coração, ou bom para o colesterol e assim por diante. Vocês já visitaram o supermercado Whole Foods? Eles tem produtos orgânicos, em transição e convencional. É uma cadeia gigante de supermercados que está investindo muito em orgânicos. Eles tem uma excelente loja em Chelsea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PO - Algumas pessoas ainda não compreendem que saúde e meio ambiente estão intrinsecamente ligados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MP – Exatamente. Foi feita uma pesquisa e o resultado foi que somente de 7 a 9% das pessoas que compram orgânicos estão conscientes que consumindo orgânicos estão colaborando para a preservação do meio ambiente.&lt;br /&gt;PO : Você não acha que os "Chefs"  dos restaurantes tem um importante papel para difundir os  produtos orgânicos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MP: Com certeza!  Os chefs criam demanda por orgânicos e aumentam seu prestígio. A primeira geração dos orgânicos não tinha muita preocupação com a aparência. Hoje os chefs vão as feiras para escolherem seus próprios produtos, exemplo disto é o Peter Hoffman que é proprietário do Savoy, restaurante orgânico no Soho .Ótimo restaurante, com um menu delicioso. Peter também é presidente da Associação de Agricultura Sustentável. Você pode encontrá-lo fazendo compras na feira da Union Square, com a sua bicicleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PO-Fale um pouco sobre seu livro The Botany of Desire. Como surgiu a idéia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MP- O livro começa exatamente como eu disse, eu estava no jardim, eu gosto das plantas e aos poucos me dei conta que estava trabalhando para elas ao invés delas trabalharem para mim. Eu gosto de escrever uma longa história sobre uma única planta; buscar toda sua história, metodologia, filosofia, e quanto mais me aprofundo vejo que tem dois canais de comunicação.Ninguém já chegou no ápice da evolução, todo mundo interage na evolução do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PO_Que outros livros você publicou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus outros livros são: "Second Nature (Segunda Natureza)" que é um livro sobre ensaios que brotou das minhas experiências com o meu jardim. Eu me dei conta enquanto estava escrevendo o livro que o jardim é um lugar muito interessante para se estudar a relação do homem com a natureza. Tradicionalmente isto acontece na América. Escritores que escrevem sobre a natureza na América, vão em busca da vida selvagem para escrever sobre a natureza; vão para os bosques, para as montanhas, para o oceano, onde eles encontram grandes idéias sobre a natureza. Tudo bem! Eu aprendi o que pude disto. Mas eu também acho que nós temos que interagir. Na natureza selvagem nós ficamos somente como espectadores e no jardim nós temos que agir. Olhando para ele vemos que temos que nos dedicar, participar dele. Nós temos que descobrir um meio responsável de participar da natureza. O jardim tem muitos ensinamentos. O meu   segundo livro é sobre Arquitetura – "A Place of My Own". Já foi lançado em diversos países: Inglaterra, França, Japão e até na China.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PO - Depois de ler o seu livro, começamos a olhar para as maçãs de modo diferente.Há tantas variedades de maçãs nos Estados Unidos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MP – Realmente existe uma variedade muito grande nos EUUU. Alguns anos são melhores do que os outros. O ano passado não foi um bom ano. Este ano está sendo muito bom. Quando vocês forem ao Greenmarket encontrarão uma maças excelentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PO - E os vinhos orgânicos? Como é este mercado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MP – Vocês sabem que existe muito mais vinhos orgânicos do que se pode imaginar. E alguns não levam no rótulo o selo orgânico. Vocês sabem por que? Muitos vinicultores da Califórnia tornaram-se orgânicos, mas eles descobriram que colocando a palavra "orgânico" não vendiam tanto quanto sem a especificação orgânica. Simplesmente porque as pessoas perguntam "será que este vinho orgânico pode ser bom?" "Galo é um grande vinhedo orgânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PO – E o Coppola também. Nós experimentamos um excelente vinho orgânico chamado "Bonterra". Nos foi indicado pela Nell Newman quando estivemos na Califórnia no ano passado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PO - O que você  vê num futuro próximo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MP- Talvez uma terceira via. Algo entre orgânico e convencional. Muitos fazendeiros com quem tenho conversado ficam receosos de se livrar totalmente dos químicos.Não que eles queiram utilizá-los rotineiramente, na verdade eles também odeiam os químicos. Mas eles tem receio de se arriscar e não ter como resolver uma situação de emergência.Eles estão desenvolvendo um sistema híbrido. Por outro lado, já há vários fazendeiros que utilizam os dois sistemas ( orgânico e convencional) na mesma fazenda.Desta forma, aos poucos, vão descobrindo as qualidades do sistema orgânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode conferir a primeira parte dessa entrevista no site do Planeta Orgânico http://www.planetaorganico.com.br/pollan1.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-4251535435842433516?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/4251535435842433516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=4251535435842433516&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/4251535435842433516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/4251535435842433516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/03/entrevista-com-michael-pollan.html' title='Entrevista com Michael Pollan'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-1339274486291087137</id><published>2010-03-08T10:30:00.005-02:00</published><updated>2010-03-08T11:22:41.770-02:00</updated><title type='text'>Dia Internacional da Mulher: Em busca da memória perdida</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hI1V5SW0ws8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/hI1V5SW0ws8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESCRITO POR MALUSIL EM 4 MARÇO 2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ano de 2010 completam-se 100 anos da criação do Dia Internacional das Mulheres. São muitas as história que se contam a respeito das origens desse dia. E muitas vezes, as confusões, mitos e fantasias sobre suas origens deixaram oculto seu caráter profundamente vinculado à luta das mulheres socialistas.&lt;br /&gt;Um pouco da história do Dia Internacional da Mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dia Internacional da Mulher, comemorado desde o início do século XX, é uma data que remete a todo um período de lutas por melhores condições de trabalho, diminuição da jornada de trabalho, principalmente das trabalhadoras americanas, pelo direito à educação e ao voto feminino.  As trabalhadoras socialistas americanas vinham comemorando um Dia da Mulher para marcar um calendário de lutas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O incêndio que é sempre citado em data errônea e chegou a ser considerado mítico ocorreu realmente, mas em 1911, em Nova York, dezoito dias depois do Dia da Mulher. Em 23 de março, houve um grande incêndio numa conhecida indústria têxtil, a Triangle Schirwaist Company, cujo patrão, como era comum fazer à época, trancou a porta de saída à chave, o que num andar alto e num ambiente sem ventilação e com materiais inflamáveis, tornou-se fatal. Quando os bombeiros chegaram 147 operárias já haviam morrido. Após essa tragédia a solidariedade entre as trabalhadoras estreitou-se e suas lutas deram origem às primeiras leis de proteção à vida e aos direitos das trabalhadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, antes desse evento grave, já em 1910, Clara Zetkin, socialista alemã, propôs que o Dia da Mulher se tornasse “uma jornada especial, uma comemoração anual de mulheres, seguindo o exemplo das companheiras americanas”. Sugeria ainda que o tema principal fosse a conquista do direito ao voto. Surge, então, o Dia Internacional da Mulher. A partir daí, as operárias européias e russas assumiram essa data que, em 1914, foi comemorado no Dia 8 de Março. Consolidando essa data, em 1917, no dia 23/02 no calendário gregoriano (ou 8 de março) as operárias russas desencadearam uma greve geral, cujas manifestações precipitaram a Revolução Russa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois das grandes guerras, na década de 1960, os movimentos de libertação das mulheres em todo o mundo retomaram essas comemorações. No Brasil, em plena ditadura, a partir dos anos 1970 o movimento de mulheres ressurge colado às lutas pela democracia e em 1975, quando a ONU organizou uma Conferência Mundial de Mulheres, o movimento de mulheres retoma as lutas coletivas mais abertamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em reconhecimento dessas lutas, o dia 8 de março foi instituído pela ONU, em 1977, como Dia Internacional da Mulher o que reforça a oportunidade criada pelo movimento de mulheres de fazer um balanço dos progressos e conquistas a respeito do lugar ocupado pelas  mulheres e dos obstáculos à sua cidadania  e levar o conjunto da sociedade e dos governos a refletirem sobre as formas de enfrentar as desigualdades de gênero, ou seja, pela igualdade entre homens e mulheres, em diversas áreas, e pressionarem os governos a elaborarem políticas públicas anti-discriminatórias, além de promover ações para a  conquista da cidadania plena das mulheres, melhorando a qualidade de vida de todas e todos e construindo uma sociedade mais justa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Marcha Mundial de Mulheres Brasil no âmbito de sua 3ª Ação Internacional lança dia 13/03/10 um  livro fundamental. Para marcar este um século de organização e mobilização das mulheres, a SOF juntamente com a editora Expressão Popular publicam o livro “As origens e a comemoração do Dia Internacional das Mulheres”, de Ana Isabel Álvarez González, traduzido do espanhol. Ver roteiro e calendário de ações formativas e culturais da Marcha na página da sof: www.sof.org.br/marcha.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-1339274486291087137?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/1339274486291087137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=1339274486291087137&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/1339274486291087137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/1339274486291087137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/03/dia-internacional-da-mulher-em-busca-da.html' title='Dia Internacional da Mulher: Em busca da memória perdida'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-8173963635221712807</id><published>2010-03-02T10:46:00.001-02:00</published><updated>2010-03-02T10:49:54.970-02:00</updated><title type='text'>O consumo entra na era dos produtos verdes</title><content type='html'>Por Fernanda Dalla Costa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda década do século 21 começa com uma profunda mudança nos hábitos de consumo, onde o ciclo de vida dos produtos e seus impactos socioambientais terão mais peso do que apenas o preço e a marca na hora da compra, indicando que os tempos de consumismo desenfreado será deixado para trás, é o que indicam pesquisas recentes de opinão no Brasil e no exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vamos viver uma década onde não é só o produto que vai contar e sim toda a história por trás dele", disse o sociólogo Dario Caldas, fundador da empresa de pesquisas de opinião Observatório de Sinais (ODES).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a popularização de questões ambientais, como as mudanças climáticas e seus efeitos, cada vez mais as pessoas estão se preocupando com o meio ambiente, mudando alguns comportamentos em prol do coletivo e se predispondo a pagar mais por bens ou serviços menos impactantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reflexo disto, capturado pelas pesquisas, é que as pessoas já estão dispostas a pagar até 10% a mais por produtos que causam menos impactos socioambientais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a pesquisa 'Consumo em tempos de crise' feita pela ODES, 89% dos entrevistados acreditam em uma forte relação entre o excesso de consumismo e o aquecimento global, enquanto 84% afirmam priorizar produtos nacionais no momento da compra, indicando que querem produtos feitos localmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vamos ver grandes modificações no mundo, que antes demoravam décadas para acontecer e hoje acontecem muito mais rápido, em poucos anos, e podemos ter uma consciência muito maior que hoje", disse Beth Furtado, diretora da consultoria de marketing Alia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Furtado, a pesquisa 'Our Green World', realizada pela TNS Research International, feita em 2008 com mais de 13 mil pessoas em 17 países, constatou que 40% dos entrevistados mudaram algum detalhe do seu comportamento para beneficiar o meio ambiente, entre os brasileiros que participaram da pesquisa, a taxa foi de 65%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a pesquisa do ODES mostrou que o número de pessoas que mudaram hábitos de alguma forma é de 92%, sendo que a racionalização no uso da água foi a resposta para 71% das pessoas, a diminuição na geração de lixo esteve em pauta nas respostas de 66% e a economia de energia em 42%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, a TNS concluiu que 83% dos brasileiros consideram-se dispostos a pagar mais por produtos ambientalmente amigáveis, ficando em segundo lugar na pesquisa, seguindo a Tailândia, onde 94% aceitam o aumento no custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No contexto mundial da pesquisa, 59% dos entrevistados pagariam esse aumento de preços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos 17 países pesquisados, o Reino Unido é o que tem menos cidadãos dispostos a pagar mais por produtos verdes. A média mundial da aceitação do aumento de preço é de 68%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Caldas, isto indica que a tecnologia usada e os processos de produção ganham mais importância na concepção de um produto, desafiando a hegemonia da inovação guiada apenas pelo desejo de consumir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele entende que estes 'produtos verdes' agora devem ter um design que incorpore tecnologias que causem menos impactos ao meio ambiente, promovam a inclusão social de vários grupos e faixas etárias e levem conta a convergências de mídias para produtos tecnológicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Além disso, eles deverão ter a cara da simplificação e do 'feito à mão'", concluiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a ODES, 93% dos brasileiros entrevistados declararam que vão comprar cada vez mais produtos sustentáveis e 33% afirmam que saber a origem do produto é decisivo para a escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com os dados da TNS, 37% dos brasileiros aceitariam pagar até 5% a mais e 36% pagariam 10% a mais por produtos com estas características. A pesquisa também identificou que 95% dos brasileiros apoiam que o varejo elimine marcas não sustentáveis; nos outros 16 países, esse número foi de 71%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, a pesquisa revelou que 9% dos entrevistas pagariam até 20% a mais por produtos com menor impacto socioambiental. Na Argentina e no México, 11% e 10% dos entrevistados pagariam se encaixaram neste grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A geração 2010 é a que adquiriu os direitos emocionais de dizer 'eu não preciso', o que é uma grande ameaça às empresas que não se adequarem", afirmou Caldas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sociólogo considera que a rastreabilidade e os detalhes da produção também influenciarão no consumo, fato comprovado pela a pesquisa 'Our Green World' (Nosso Mundo Verde em português), da TNS, que mostrou que 61% das pessoas declaram-se influenciadas por empresas verdes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, essa taxa sobe para 81% dos entrevistados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, 44% desses mesmos brasileiros acreditam que as empresas fazem greenwashing, ou seja realizam ações ambientais somente por marketing e não incorporam os conceitos socioambientais nos seus processos de produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tudo isso, a pesquisa 'Estilos Sustentáveis de Vida' do Instituto Akatu, realizada em dezembro de 2009 com jovens de idade entre 19 e 35 anos mostrou que 86% dos entrevistados apresentam consciência ambiental, estando mais preocupados com moradia, segurança e trabalho do que com o meio ambiente. A boa notícia é que o estudo identificou que estes mesmos jovens estão abertos ao assunto, mesmo que não o conheça tão profundamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Falta informação", disse Furtado, concluindo que o Brasil ainda tem um grande mercado de sustentabilidade para ser explorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Caldas, a aplicação da tecnologia para desenvolver produtos e serviços com menor impacto socioambientais é uma saída para o garantir o futuro do capitalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A sustentabilidade está para o século 21 assim como a tecnologia esteve para o século 20", afirmou Caldas, que considera "A sustentabilidade será a saída para o capitalismo. Imagine quanto investimento será necessário para reconstrução do mundo para um modelo sustentável".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Envolverde/Rebia)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-8173963635221712807?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/8173963635221712807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=8173963635221712807&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/8173963635221712807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/8173963635221712807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/03/o-consumo-entra-na-era-dos-produtos.html' title='O consumo entra na era dos produtos verdes'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-9145417834433634987</id><published>2010-02-05T12:45:00.006-02:00</published><updated>2010-02-11T22:14:10.846-02:00</updated><title type='text'>Férias vêm, férias vão...</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Iara Borges Aragonez&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passa, passa o tempo, a vida passa...&lt;br /&gt;E a cada ida e vinda, férias vêm, férias vão...&lt;br /&gt;Passa o tempo, o tempo passa, a vida passa...&lt;br /&gt;E mais uma vez ... eu vou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, quando março vier, venho junto...&lt;br /&gt;Não sei se mais feliz, se mais alegre, se mais triste...&lt;br /&gt;Nunca se sabe, pois o tempo passa, passa o tempo e,&lt;br /&gt;Nesse vai e vem,  vem  junto o inesperado, por ora bom, por ora ruim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor mesmo é não fazer planos...&lt;br /&gt;Deixar o tempo ir, deixar o tempo vir&lt;br /&gt;Se vier junto o inesperado bom...&lt;br /&gt;Que bom. Será a felicidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se for o inesperado ruim, que se perca no caminho&lt;br /&gt;Do ir e do vir...&lt;br /&gt;E que não encontre a porta para entrar...&lt;br /&gt;Mas deixa prá lá... a volta dirá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, espero um tempo diferente... &lt;br /&gt;Melhor, mais feliz, mais em paz!&lt;br /&gt;Que venha março, abril, maio, enfim..., mais alguns setembros...&lt;br /&gt;E que venha junto o inesperado...&lt;br /&gt;O bom. É claro! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele que &lt;br /&gt;“acalma e acolhe a&lt;br /&gt;ALMA”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até março!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5TdTacizYdA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/5TdTacizYdA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-9145417834433634987?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/9145417834433634987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=9145417834433634987&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/9145417834433634987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/9145417834433634987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/02/ferias-vem-ferias-vao.html' title='Férias vêm, férias vão...'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-5434362293432980268</id><published>2010-01-31T16:18:00.004-02:00</published><updated>2010-01-31T16:28:43.863-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clicar na foto para ampliar.'/><title type='text'>Sementes, patrimônio do povo a serviço da humanidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/S2XKLyaeIbI/AAAAAAAACSo/Y8HB6w0tDtg/s1600-h/DSCF0163.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/S2XKLyaeIbI/AAAAAAAACSo/Y8HB6w0tDtg/s320/DSCF0163.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432970829352542642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A produção das Sementes Agroecológicas de Hortaliças BioNatur começou a ser desenvolvida em 1997, por assentados da reforma agrária e agricultores familiares, mais especificamente nos municípios de Hulha Negra e Candiota, localizados na região sul do Rio Grande do Sul. Coordenada pela COOPERAL (Cooperativa Regional dos Agricultores Assentados Ltda) a qual buscou construir alternativas ao processo de integração industrial promovido pelas empresas de sementes localizadas nesta região e ao modelo tecnológico baseado em pacotes agroquímicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estratégia foi, além de criar autonomia na produção e comercialização de sementes, buscou o resgate das sementes como patrimônio da humanidade,valorizando a cultura dos agricultores e a sua sabedoria. Este projeto aos poucos foi ganhando a simpatia e a confiança dos agricultores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje a BioNatur, se constitui em uma importante rede nacional de produção e comercialização de sementes agroecológicas, graças ao desafio do qual centenas de famílias de agricultores assentados se desafiaram a protagonizar.&lt;br /&gt;Matéria retirada do site http://loja.daterraecos.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-5434362293432980268?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/5434362293432980268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=5434362293432980268&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/5434362293432980268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/5434362293432980268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/01/sementes-atrimonio-do-povo-servico-da.html' title='Sementes, patrimônio do povo a serviço da humanidade'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/S2XKLyaeIbI/AAAAAAAACSo/Y8HB6w0tDtg/s72-c/DSCF0163.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-6760923894184719961</id><published>2010-01-27T00:51:00.014-02:00</published><updated>2010-01-27T20:45:02.939-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clique em cima da foto para ampliar'/><title type='text'>Santa Maria - 1º Fórum Social e 1ª Feira Mundial de Economia Solidária</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/S1-tf9R5-2I/AAAAAAAACSE/cVvxYCbEWEA/s1600-h/FSM+ES+Santa+Maria.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/S1-tf9R5-2I/AAAAAAAACSE/cVvxYCbEWEA/s320/FSM+ES+Santa+Maria.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431250440169323362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Iara Borges Aragonez&lt;br /&gt;Coletivo Desenvolvimento Sustentável SEMAPI&lt;br /&gt;Cooperativa de Comércio Justo e &lt;br /&gt;Consumo Consciente GiraSol&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu em Santa Maria/RS, nos dias 22, 23 e 24 de janeiro o 1º Fórum Social e a 1ª Feira Mundial de Economia Solidária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Irmã Lourdes, do Projeto Esperança/Cooesperança, mobilizadora e articuladora da economia solidária em Santa Maria e todos(as) que deram vida a iniciativa, já podem comemorar o êxito dessa atividade que joga para o mundo não apenas a idéia, mas práticas que nos permitem afirmar que OUTRA ECONOMIA E OUTRO MUNDO SÃO POSSÍVEIS. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, somando-me as várias posições que pautaram os debates, reafirmo que o novo apenas será possível se a luta for persistente e orientada pelo conhecimento e pela troca dos saberes acumulados no processo de reprodução social e econômica daqueles que trabalham e produzem para sua subsistência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa perspectiva, é necessário fazer uma releitura da história e desvendar com os diferentes grupos sociais as diversas formas de dominação sofrida pelos povos e os processos de “desenvolvimento” estabelecidos de fora para dentro que primaram pela exclusão social e pela devastação ambiental. Constituir mídias alternativas que dêem vez e voz aos que pensam diferente do pensamento hegemônico, criar espaços de formação que permitam fluir a versão dos fatos não comprometida com as elites, articular em rede os diferentes atores sociais para pensar e adotar novas práticas políticas, ambientais, culturais, sociais, econômicas, baseadas em outra ética, são alguns dos caminhos identificados como possíveis de percorrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero destacar alguns seminários e oficinas dos quais tive a oportunidade de participar: Comércio Justo e Solidário nos Mercados Nacionais; A Crise Mundial de Alimentos: balanço, experiências e agendas na perspectiva da construção da soberania alimentar dos povos e nações; Oficina Internacional de Troca de Saberes e Sementes; e, Biodiversidade e Transgênicos, Coexistência Impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação ao Comércio Justo, foi debatida a importância da constituição de um Sistema Nacional que atue na perspectiva do fortalecimento dos empreendimentos econômicos solidários no território nacional e na afirmação dos princípios que o caracterizam, como a promoção de condições dignas de trabalho e de remuneração; a prática autogestionária; a prática do preço justo para quem produz e consome; a sustentabilidade sócio-ambiental das redes de produção e comercialização; o respeito e a preservação do meio-ambiente; e a valorização, nas relações comerciais, da diversidade étnica e cultural e do conhecimento das comunidades tradicionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Oficina Internacional de Troca de Saberes e Sementes, foi organizada pelo Grupo de Agroecologia Terra Sul da Universidade Federal de Santa Maria e pela Cáritas. A dinâmica utilizada propiciou que produtores (as) apresentassem o seu trabalho relacionado ao resgate e preservação de sementes crioulas e também a projeção de algumas ações conjuntas, como a constituição de uma Rede com o objetivo de fortalecer as iniciativas existentes e criar novas estratégias para avançar no desenvolvimento de bancos de sementes e preservar a nossa agrobiodiversidade. Foram facilitadores da Oficina, Altair Pozzebon pela Cáritas e Izabel Cristina Lourenço da Silva do Grupo de Agroecologia Terra Sul. Um dos encaminhamentos da Oficina foi a elaboração de uma CARTA EM DEFESA DA AGROBIODIVERSIDADE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Seminário Soberania Alimentar dos Povos e Nações, coordenado pela presidente do CONSEA/RS, Regina Miranda, destacou a importância da agrobiodiversidade para a soberania de uma nação. Julian Perez, representante da Articulação Nacional de Agroecologia – ANA e do Fórum Brasileiro de Segurança Alimentar – FBSA, discorreu sobre a concentração corporativa na produção, processamento, distribuição dos alimentos e de sementes, assim como os efeitos dessa concentração nas economias locais, nas culturas alimentares, na saúde humana e no ambiente natural. Destacou a homogeneização do padrão alimentar e a necessidade de um redesenho agroalimentar. Segundo Juan, é falsa a idéia de que temos liberdade de escolha dos nossos alimentos, pois o padrão é definido fora de nós e restrito à meia dúzia de produtos, sendo que consumimos a partir de uma forte indução por parte da mídia, a serviço das corporações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A representante da Via Campesina, Ana, destacou que segurança alimentar sem soberania alimentar é desprovido de significado político e social. Esclarece a visão da Via de que os povos precisam ter as condições para produzir os seus alimentos e alimentar plenamente a sua população, de forma autônoma e respeitando as culturas locais. Enfatizou a importância e o valor do trabalho das mulheres que garantem a produção diversa de alimentos, possibilitando que a agricultura familiar responda por 70%, dado do IBGE, da produção dos alimentos no Brasil. Fala ainda das duas grandes campanhas mundiais da Via Campesina: Campanha Mundial das Sementes e Campanha Mundial pela Reforma Agrária. Participaram ainda da mesa o representante do Governo Federal, Silvino Heck e do Fórum Brasileiro de Economia Solidária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, o Seminário Biodiversidade e Transgênicos, Coexistência Impossível teve a coordenação de Izabel Cristina Lourenço da Silva do Grupo de Agroecologia Terra Sul e a participação como palestrante de Antônio Inácio Andrioli, Doutor em Ciências Econômicas e Sociais. A  temática de sua tese é Tecnologia e agricultura familiar com estudo de caso sobre a soja transgênica e orgânica no Brasil. Foi debatedor desta mesa o Deputado Estadual Elvino Bohn Gass, coordenador da Frente Parlamentar de Apoio à Economia Solidária e da Frente Parlamentar em Defesa da Extensão Rural. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns destaques da fala do Dr.Andrioli: a imunodeficiência gerada pelo consumo de sementes transgênicas; a monopolização pelas corporações da cadeia produtiva de alimentos; a apropriação privada da natureza/refeudalização da agricultura; a transgenia como geradora de novos problemas técnicos, justificando a adoção de novas ou falsas soluções, fomentando assim a indústria química. Como exemplo, a pressão objetiva dos fatos: a necessidade de substituir o Glifosato aplicado na soja, frente à geração de superervas resistentes ao herbicida; a falta de provas consistentes quanto à maior produtividade das sementes transgênicas, uma vez que as metodologias utilizadas para comparar são viciadas; efeitos como a redução de fixação de nitrogênio no solo e dos índices de proteína dos alimentos; a contradição da construção do Banco de Sementes na Noruega e a destruição da agrobiodiversidade como política corrente das corporações; a “ciência” a serviço das corporações, legitimando as suas decisões e suas “certezas”, dentre elas a de que os transgênicos não causam mal a saúde, uma vez que há ausência de evidências. Segundo o Dr. Andriolo “ausência de evidências não é igual a evidência de ausência”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como enfatizei inicialmente, a densidade da organização social e a consistência da luta para a construção de um outro mundo e de outra economia exigem compreender os processos pelos quais o modelo hegemônico se organiza. Os painéis e oficinas realizadas no 1º Fórum Social e na 1ª Feira Mundial de Economia Solidária, cumpriram esse papel. Foram mobilizadores para as transformações necessárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, Avançar é Preciso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Assumo total responsabilidade por eventuais imprecisões técnicas no relato acima. Outros (as) companheiros (as) que participaram dos painéis podem contribuir qualificando as informações. Para que possam ir direto a fonte informo aqui o site do Dr. Andrioli: http://www.andrioli.com.br/&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, a CARTA EM DEFESA DA AGROBIODIVERSIDADE.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-6760923894184719961?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/6760923894184719961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=6760923894184719961&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/6760923894184719961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/6760923894184719961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/01/iara-borges-aragonez-coletivo.html' title='Santa Maria - 1º Fórum Social e 1ª Feira Mundial de Economia Solidária'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/S1-tf9R5-2I/AAAAAAAACSE/cVvxYCbEWEA/s72-c/FSM+ES+Santa+Maria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-4727262563489433842</id><published>2010-01-27T00:19:00.006-02:00</published><updated>2010-01-27T00:27:26.608-02:00</updated><title type='text'>CARTA EM DEFESA DA AGROBIODIVERSIDADE</title><content type='html'>Nós, participantes dos movimentos sociais, indígenas, quilombolas, agricultores(as),&lt;br /&gt;empreendimentos solidários, gestores públicos, estudantes, sociedade civil e demais&lt;br /&gt;segmentos, reunidos no 1º Fórum e Feira Mundial de Economia Solidária, em Santa&lt;br /&gt;Maria-RS-Brasil, nos dias 22 a 24 de janeiro de 2010 reafirmamos:&lt;br /&gt;- a luta em defesa da vida e da preservação dos recursos naturais, como patrimônio&lt;br /&gt;coletivo de toda a humanidade;&lt;br /&gt;- o resgate, uso e cultivo das sementes crioulas como única forma de garantir a&lt;br /&gt;autonomia e soberania dos povos.&lt;br /&gt;- o direito à soberania alimentar, energética e ambiental de todos os povos;&lt;br /&gt;- a retomada da agroecologia como paradigma para nossas vidas, alicerçada na ética e&lt;br /&gt;nos resgates culturais;&lt;br /&gt;- a necessidade da pesquisa e ciência serem públicas e independentes, comprometidas&lt;br /&gt;com a sustentabilidade socioambiental e a construção do conhecimento, com&lt;br /&gt;envolvimento de toda a comunidade;&lt;br /&gt;- o direito à autodeterminação dos povos, ao resgate dos saberes tradicionais e cultura&lt;br /&gt;popular;&lt;br /&gt;- o direito à democratização da informação comprometida com a preservação da vida;&lt;br /&gt;- a Economia Solidária como instrumento para a viabilização de relações socioambientais&lt;br /&gt;justas, éticas e sustentáveis na afirmação de outra economia possível.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo denunciamos:&lt;br /&gt;- o monopólio dos recursos naturais, da terra, da água e das sementes.&lt;br /&gt;- a privatização do conhecimento, da ciência, da pesquisa e da técnica.&lt;br /&gt;- a destruição cultural e socioambiental causada pela industrialização &lt;br /&gt;dos processos da agricultura e pelos monocultivos;&lt;br /&gt;- a falta de políticas públicas voltadas à integração dos processos &lt;br /&gt;socioambientais.&lt;br /&gt;- a liberação de cultivos transgênicos sem a prévia realização de estudo &lt;br /&gt;de impacto ambiental e a falta de consideração do princípio da precaução;&lt;br /&gt;- a ausência de representatividade política e competência técnica em &lt;br /&gt;biossegurança e o conflito de interesses na CTNBIO (Comissão Técnica &lt;br /&gt;Nacional de Biossegurança - Brasil).&lt;br /&gt;- o monopólio, o controle e a padronização dos alimentos, gerando a &lt;br /&gt;insegurança alimentar e a concentração de renda.&lt;br /&gt;Propomos:&lt;br /&gt;- que o alimento para a mesa do povo seja da agricultura familiar, de base &lt;br /&gt;ecológica e que sua comercialização seja orientada para o fortalecimento da &lt;br /&gt;economia local, integrando elementos da economia solidária e do comércio justo;&lt;br /&gt;- a organização da população para consumir, através de cooperativas de consumo,&lt;br /&gt;desenvolvendo mecanismos de atuação responsável nessa esfera, &lt;br /&gt;garantindo o acesso a alimentos saudáveis e a preços &lt;br /&gt;justos e possibilitando ainda, o estabelecimento &lt;br /&gt;de parcerias, ações conjuntas e relações mais próximas com os produtores.&lt;br /&gt;- o boicote aos produtos das grandes transnacionais,&lt;br /&gt;bem como de empresas degradantes do meio ambiente e sociedade.&lt;br /&gt;Assim sendo, convocamos a humanidade a se re-integrar à natureza resgatando&lt;br /&gt;valores humanos e se sobrepondo aos interesses do Capital.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-4727262563489433842?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/4727262563489433842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=4727262563489433842&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/4727262563489433842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/4727262563489433842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/01/carta-em-defesa-da-agrobiodiversidade.html' title='CARTA EM DEFESA DA AGROBIODIVERSIDADE'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-4679726978326252092</id><published>2010-01-16T14:06:00.002-02:00</published><updated>2010-01-16T14:14:08.050-02:00</updated><title type='text'>Economia Solidária</title><content type='html'>Economia solidária é uma forma de produção, consumo e distribuição de riqueza (economia) centrada na valorização do ser humano - e não do capital - de base associativista e cooperativista, voltada para a produção, consumo e comercialização de bens e serviços, de modo autogerido, tendo como finalidade a reprodução ampliada da vida. Assim, nesta economia, o trabalho se transforma num meio de libertação humana dentro de um processo de democratização econômica, criando uma alternativa à dimensão alienante e assalariada das relações do trabalho capitalista.http://fsmecosol.org.br/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/H6hBs0yjeUE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/H6hBs0yjeUE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Pré-programação do Fórum e Feira de Economia Solidária&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;22 de janeiro&lt;br /&gt;- 7h – Alvorada Festiva.&lt;br /&gt;- 7h30 – Organização da 1ª Feira Mundial de Economia Solidária (ECOSOL).&lt;br /&gt;- 8h às 21h – Comercialização dos Produtos da Economia Solidária e&lt;br /&gt;Agricultura Familiar.&lt;br /&gt;Local: Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter&lt;br /&gt;- 8h – Caminhada Ecumênica e Mundial pela Paz, Não Violência e pela&lt;br /&gt;Inclusão Social, com saída da Praça Saldanha Marinho, passando pela Rua&lt;br /&gt;do Acampamento, Avenida Medianeira, rua Heitor Campos e chegada no&lt;br /&gt;Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter.&lt;br /&gt;- 9h30 – Ato em favor da Paz Mundial e Justiça Social.&lt;br /&gt;Local: Palco da Feira&lt;br /&gt;- 10h – Mística de Abertura e Linha do Tempo da Economia Solidária.&lt;br /&gt;- 10h30min – Abertura oficial da 1ª Feira Mundial e 1º Fórum Social de&lt;br /&gt;Economia Solidária.&lt;br /&gt;Local: Palco Central da Feira&lt;br /&gt;- 12h – Almoço&lt;br /&gt;Local: Colégio Irmão José Otão&lt;br /&gt;- 14h às 18h – Assembleia Intercontinental, com tema “Economia Solidária&lt;br /&gt;e Fórum Social Mundial: retrospectivas e perspectivas”.&lt;br /&gt;- 18h – Encontro do 1º Fórum Social e da 1ª Feira Mundial de ECOSOL.&lt;br /&gt;- Apresentações Culturais e Artísticas – durante todo o dia.&lt;br /&gt;Local: Palco da Feira&lt;br /&gt;23 de janeiro&lt;br /&gt;- 7h – Alvorada Festiva&lt;br /&gt;- 8h às 21h – Comercialização dos Produtos da Economia Solidária e&lt;br /&gt;Agricultura Familiar.&lt;br /&gt;9h às 18h – Seminários Internacionais&lt;br /&gt;– Seminário: Construindo um Sistema Financeiro Solidário.&lt;br /&gt;– Seminário: Educação, cultura e economia solidária: perspectivas para&lt;br /&gt;um outro modelo de desenvolvimento.&lt;br /&gt;- 11h às 13h – Mesa: Educação, Cultura e Economia Solidária: desafios,&lt;br /&gt;experiências e agendas futuras.&lt;br /&gt;Mutirão 1 – Pesquisa-ação.&lt;br /&gt;Mutirão 2 – Cultura e educação: o desafio na construção de valores para&lt;br /&gt;uma nova economia.&lt;br /&gt;Mutirão 3 – Educação e povos tradicionais.&lt;br /&gt;Mutirão 4 – Sistematização.&lt;br /&gt;Mutirão 5 – Cultura, autogestão e educação: novas linguagens na&lt;br /&gt;construção do conhecimento.&lt;br /&gt;Mutirão 6 – O papel da educação na construção dos movimentos sociais.&lt;br /&gt;- 15h às 17h – A Educação Popular em Construção – Apresentação da&lt;br /&gt;síntese dos mutirões.&lt;br /&gt;- 18h – Diálogo de encerramento – Provocadores e público&lt;br /&gt;– Seminário: Construindo uma Integração Solidária Internacional.&lt;br /&gt;- 11h às 12h – Grupos de trabalho&lt;br /&gt;- 14h às 15h – Apresentação das rodas de comercialização sobre&lt;br /&gt;estratégias de integração comercial.&lt;br /&gt;- 15h às 16h – Apresentação, pela equipe de sistematização das&lt;br /&gt;principais propostas elaboradas pelos grupos de trabalho.&lt;br /&gt;- 16h às 17h45 – Sistematização final (balanço do período, principais&lt;br /&gt;realizações e agendas futuras) e encerramento das Atividades.&lt;br /&gt;– Seminário: Construindo produção, comercialização e consumo&lt;br /&gt;solidários.&lt;br /&gt;- 9h às 11h – A constituição de cadeias produtivas solidárias, numa&lt;br /&gt;perspectiva internacional.&lt;br /&gt;- 11h às 13h – Trabalho em grupo – sistematização dos grupos.&lt;br /&gt;- 14h às 17h – A construção do Sistema Nacional de Comércio Justo e&lt;br /&gt;Solidário e a construção do Selo ECOSOL.&lt;br /&gt;- 18h – Plenário de construção de um documento conjunto sobre Comércio&lt;br /&gt;Justo e Solidário (perspectiva internacional) e Manifesto pela aprovação&lt;br /&gt;do Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário (SNCJS).&lt;br /&gt;– Seminário: Construindo uma Soberania Alimentar e Nutricional.&lt;br /&gt;- 9h às 12h – Painel: A Crise Mundial de Alimentos: balanço,&lt;br /&gt;experiências e agendas na perspectiva da construção da soberania&lt;br /&gt;alimentar dos povos e nações.&lt;br /&gt;- 14h – Oficina Internacional de Troca de Saberes e Sementes.&lt;br /&gt;- 17h – Encerramento e leitura da carta final do Seminário.&lt;br /&gt;- 9h às 17h – Seminário Estadual dos 11 Colegiados dos Territórios&lt;br /&gt;Rurais do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) do Rio Grande do&lt;br /&gt;Sul.&lt;br /&gt;- 12h – Almoço&lt;br /&gt;- 19h – Show Latino Americano dos Artistas da Caminhada da América.&lt;br /&gt;Local: Palco da Feira&lt;br /&gt;24 de janeiro&lt;br /&gt;- 7h – Alvorada Festiva&lt;br /&gt;- 8h às 21h – Comercialização dos Produtos.&lt;br /&gt;- 9h às 12h – Seminário Internacional Quilombolas.&lt;br /&gt;- 9h às 12h – Seminário Nacional da Campanha da Fraternidade de 2010.&lt;br /&gt;- 9h às 12h – Seminário Internacional da biodiversidade e sementes&lt;br /&gt;crioulas, patrimônio da humanidade.&lt;br /&gt;- 9h às 12h – Oficinas autogestionárias e Espaços de vivência.&lt;br /&gt;- 14h às 18h – Assembleia intercontinental: As propostas da economia&lt;br /&gt;solidária na nova agenda do FSM.&lt;br /&gt;- Seminário Nacional – Desenvolvimento Economia Solidária: Redes de&lt;br /&gt;Educação e organização do sistema Financeiro Solidário e Sustentável.&lt;br /&gt;- 14h – Assembleia Intercontinental: As propostas da Economia Solidária&lt;br /&gt;na nova agenda do Fórum Social Mundial (FSM).&lt;br /&gt;- 15h – Lançamento de Livros e Cartilhas.&lt;br /&gt;Local: Palco da Feira&lt;br /&gt;- Lançamento da 33ª Romaria Estadual da Terra com o Tema: Quilombos:&lt;br /&gt;Terra, Trabalho e Inclusão.&lt;br /&gt;Local: Palco da Feira&lt;br /&gt;- 18h – Atividades Culturais.&lt;br /&gt;Local: Palco da Feira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-4679726978326252092?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/4679726978326252092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=4679726978326252092&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/4679726978326252092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/4679726978326252092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/01/economia-solidaria.html' title='Economia Solidária'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-1704870897980976692?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/1704870897980976692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=1704870897980976692&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/1704870897980976692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/1704870897980976692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/01/compostagem-caseira_14.html' title='Compostagem Caseira'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-2678052906774032124</id><published>2010-01-14T12:00:00.002-02:00</published><updated>2010-01-14T12:06:19.940-02:00</updated><title type='text'>Outra experiência de Compostagem Caseira</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EAqcvst0U40&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/EAqcvst0U40&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-2678052906774032124?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/2678052906774032124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=2678052906774032124&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/2678052906774032124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/2678052906774032124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/01/compostagem-caseira.html' title='Outra experiência de Compostagem Caseira'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-2815395403247074534</id><published>2010-01-13T11:57:00.002-02:00</published><updated>2010-01-13T12:01:36.713-02:00</updated><title type='text'>Dieta saudável e responsável pode ajudar o meio ambiente</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/S03RndBMrQI/AAAAAAAACQQ/TAdQWepdFec/s1600-h/organic4.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 228px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/S03RndBMrQI/AAAAAAAACQQ/TAdQWepdFec/s320/organic4.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426223601786072322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Estudo constata que uma dieta saudável e um regresso à agricultura tradicional podem ajudar a reduzir o consumo de energia e de alimentos nos EUA.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Henrique Cortez, do Ecodebate - www.ecodebate.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estima-se que 19 por cento do total da energia utilizada nos EUA é consumida na produção e distribuição de alimentos. A energia norte-americana é, majoritariamente, de origem fóssil, cada vez mais cara e escassa, além de ser a principal fonte de emissão de carbono nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No estudo “Reducing energy inputs in the US food system“, publicado na revista Human Ecology, David Pimentel e seus colegas da Universidade de Cornell, em Nova York, apresentam uma série de estratégias que poderiam cortar o consumo de energia fóssil utilização na produção e distribuição de alimentos em 50%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro argumento é que as pessoas comam menos, especialmente considerando que o americano médio consome um número estimado de 3747 calorias por dia, contra um consumo recomendado de 1200-1500 calorias. A alimentação do americano médio, é, tradicionalmente, baseada em dietas com quantidades elevadas de produtos de origem animal e de alimentos processados, que, pela sua natureza, utilizam mais energia do que a necessária para a produção de alimentos, como a batata, arroz, frutas e legumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só pela redução de consumo de produtos de origem animal já teria um enorme impacto sobre o consumo de combustível, bem resultaria na melhora da sua saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras economias são possíveis na produção de alimentos. Os autores sugerem que se produzam no sentido mais tradicional, a agricultura biológica ou agroecológica, métodos mais convencionais, que demandam menos energia. A seleção de culturas mais eficientes também reduziria a utilização de adubos e pesticidas, aumentando da utilização de estrume e observando as rotações de cultura, para a melhoria da eficiência energética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, as alterações dos métodos de processamento de alimentos, embalagem e distribuição também poderão ajudar a reduzir o consumo de combustível. Um produto processado, do campo ao consumo, percorre uma média de 2400 km antes de ser consumido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este estudo defende veementemente que o consumidor está na posição central para uma redução da utilização de energia. Como indivíduos, ao abraçar um estilo de vida “ecológico” , com a tomada de consciência das suas escolhas alimentares, podemos influenciar os recursos energéticos. Para isto basta comprar produtos locais e evitar alimentos processados, embalados e de qualidade nutricional inferior. Isto levaria a um ambiente mais limpo e a uma saúde melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas concluões são verdadeiras para os EUA tanto quanto para o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Pimentel D, Williamson S, Alexander C E, Gonzelez-Pagan O, Kontak C and Mulkey SE (2008). Reducing energy inputs in the US food system. Human Ecology: DOI 10.1007/s10745-008-9184-3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como informação complementar, destacamos que estas conclusões reforçam os conceitos mais recentes incorporados pela FAO à definição de segurança alimentar, neste caso entendida como “o estado existente quando todas as pessoas, em todos os momentos, têm acesso físico e econômico a uma alimentação que seja suficiente, segura, nutritiva e que atenda a necessidades nutricionais e preferências alimentares, de modo a propiciar vida ativa e saudável”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-2815395403247074534?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/2815395403247074534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=2815395403247074534&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/2815395403247074534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/2815395403247074534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2010/01/dieta-saudavel-e-responsavel-pode.html' title='Dieta saudável e responsável pode ajudar o meio ambiente'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/S03RndBMrQI/AAAAAAAACQQ/TAdQWepdFec/s72-c/organic4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-850554813059497178</id><published>2009-12-22T00:15:00.009-02:00</published><updated>2009-12-22T15:45:26.641-02:00</updated><title type='text'>Projeto cultura ambiental, consumo e sustentabilidade - Rede EcoSindical pela Sustentabilidade</title><content type='html'>No dia 19 de dezembro aconteceu a última atividade do projeto Cultura Ambiental, Consumo e Sustentabilidade – as bases para a construção de uma Rede EcoSindical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reuniu-se no SEMAPI o grupo de trabalhadores e de dirigentes sindicais para compreender o processo de COMPOSTAGEM CASEIRA e à tarde, para conhecer, na zona rural de Porto Alegre, processos produtivos sustentáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto, por duas semanas, debateu questões relacionadas ao CONSUMO e a SUSTENTABILIDADE nas suas diferentes dimensões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última terça-feira (8), foram formados grupos para a sistematização dos vídeos assistidos: Como Cuba sobreviveu à escassez do petróleo; O futuro dos alimentos; Encontro com Milton Santos, Corporation e Home. Cada grupo apresentou as suas conclusões sobre os filmes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na noite de quarta-feira (9), foi tratado o Eixo Temático 3 - Soberania dos Povos. O assistente técnico da Ascar/Emater, cedido para o MDA, Francisco Caporal falou do tema Consumo, Sustentabilidade e Soberania Alimentar. O presidente da Asae, Gervásio Paulus e o diretor do Semapi Lauro Bernardi abordaram a Evolução histórica da agricultura e seus impactos socioambientais. A última palestra da noite foi Localização da Produção e Soberania Energética, com a Geóloga Lucia Ortiz, do NAT (Núcleo Amigos da Terra). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quinta-feira (10), o Eixo Temático foi Redes Solidárias, caminhos para a transição, tendo sido ministrado pelo secretário de meio ambiente da CUT/RS, Paulo Sérgio Mendes Filho. Nessa oficina foram identificadas práticas sustentáveis para os sindicatos e algumas diretrizes para a formação da Rede EcoSindical. Antes do debate, aconteceu a segunda vivência corporal do curso. Durante 30 minutos, os participantes experimentaram a técnica corporal Bioenergética, orientada por terapeutas do Namastê – Centro de Terapia Bioenergética e Meditações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Projeto é coordenado pelo SEMAPI, Coletivo Desenvolvimento Sustentável - CDS e pelo Instituto Biofilia. Na primeira semana, o Eixo Temático foi o PARADIGMA CRESCIMENTISTA. A abordagem, A EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA SOCIEDADE DE CONSUMO, do dia 2 de dezembro foi feita por Iara Aragonez do CDS/SEMAPI; Felipe Amaral, do Biofilia, falou sobre A EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO AMBIENTAL e Cíntia Barenho, do CEA, (RE)Construindo conceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda edição &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 2010 o Projeto terá continuidade. Novas edições serão implementadas, devendo contar com a adesão dos sindicatos que não tiveram oportunidade de participar dessa primeira edição. Desta forma, a Rede deve ampliar-se e avançar em seus objetivos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-850554813059497178?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/850554813059497178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=850554813059497178&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/850554813059497178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/850554813059497178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/12/no-dia-19-de-dezembro-aconteceu-ultima.html' title='Projeto cultura ambiental, consumo e sustentabilidade - Rede EcoSindical pela Sustentabilidade'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-2344202899250202221</id><published>2009-12-21T23:47:00.001-02:00</published><updated>2009-12-22T07:44:22.465-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='área rural de Porto Alegre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oficina de Compostagem Caseia e visita a propriedade do TIO JUCA'/><title type='text'>Cultura Ambiental,Consumo e Sustentabilidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/SzArSMcbDmI/AAAAAAAACNM/qdG2nLwGsj0/s1600-h/Rede+EcoSindical+e+outras2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/SzArSMcbDmI/AAAAAAAACNM/qdG2nLwGsj0/s320/Rede+EcoSindical+e+outras2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417877943304785506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-2344202899250202221?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/2344202899250202221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=2344202899250202221&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/2344202899250202221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/2344202899250202221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/12/cultura-ambientalconsumo-e.html' title='Cultura Ambiental,Consumo e Sustentabilidade'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/SzArSMcbDmI/AAAAAAAACNM/qdG2nLwGsj0/s72-c/Rede+EcoSindical+e+outras2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-2972845284198975434</id><published>2009-11-30T17:14:00.003-02:00</published><updated>2009-11-30T18:33:29.794-02:00</updated><title type='text'>Rede EcoSindical pela Sustentabilidade</title><content type='html'>O SEMAPI, através do Coletivo Desenvolvimento Sustentável, em parceria com o Instituto Biofilia e apoio da Secretaria do Meio Ambiente da CUT/RS realiza nos dias 01, 02 e 03 de dezembro a primeira etapa das oficinas de mobilização e sensibilização que formarão as bases para a construção de uma Rede EcoSindical pela Sustentabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As oficinas integram o Projeto Cultura Ambiental, Consumo e Sustentabilidade o qual pretende fortalecer a temática socioambiental no universo sindical e traçar uma estratégia conjunta para enfrentar um dos maiores desafios deste século, a questão ambiental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já aderiram ao Projeto o SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE PORTO ALEGRE, o SINDIÁGUA, o SINTRAJUFE e a UGEIRM. Juntamente com o SEMAPI e organizações que integram o movimento ambiental, como o Instituto Biofilia, até o dia 19 de dezembro (encerramento das atividades), estará constituído o embrião da Rede EcoSindical.  A partir de então, a mesma estará apta a pensar estrategicamente o futuro das organizações sindicais envolvidas, no que tange à pauta ambiental e a pauta da sustentabilidade em seu caráter mais amplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 2010 o Projeto terá continuidade. Novas edições serão implementadas, devendo contar com a adesão dos sindicatos que não tiveram oportunidade de participar dessa primeira edição. Desta forma, a Rede amplia-se e avança em seus objetivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atividade de amanhã, abertura, contará com a palestra &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Justiça Climática: engajamento dos atores sociais&lt;/span&gt;, proferida pela geóloga e ambientalista Lúcia Ortiz do Núcleo Amigos da Terra Brasil. Após, haverá uma confraternização com produtos da economia solidária e da agricultura familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço:&lt;br /&gt;Data: 01 de dezembro&lt;br /&gt;Horário: 18h30min&lt;br /&gt;Local: Auditório do SEMAPI Sindicato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iara Borges Aragonez&lt;br /&gt;Coletivo Desenvolvimento Sustentável / SEMAPI&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-2972845284198975434?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/2972845284198975434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=2972845284198975434&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/2972845284198975434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/2972845284198975434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/11/rede-ecosindical-pela-sustentabilidade.html' title='Rede EcoSindical pela Sustentabilidade'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-7914547753394854169</id><published>2009-11-01T12:47:00.001-02:00</published><updated>2009-11-01T12:52:42.334-02:00</updated><title type='text'>BRASIL: O maior consumidor mundial de agrotóxicos</title><content type='html'>AS PTA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há títulos que não se comemoram. O de maior consumidor mundial de agrotóxicos, assumido em 2008 pelo Brasil, certamente é um desses. Diante desse alarmante quadro, há atores do agronegócio que querem fazer crer que tamanho derramamento de veneno é na verdade condição de país “líder em defesa vegetal”, ou ainda, reflexo do “uso intensivo de tecnologia”. Seguindo essa visão de “progresso”, Andef, CNA, bancada ruralista e outros fazem coro dizendo que sem o uso desses produtos a agricultura brasileira pára. Nessa linha chantagista, justificam a oposição a qualquer controle mais rigoroso ou mesmo o banimento de produtos já proibidos em vários países do mundo, como o inseticida e acaricida organoclorado endosulfam (Thiodan).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse recentemente o colunista Janio de Fretias, isso não é agronegócio, mas sim “agromorte”, onde “nos envenenam a todos, não só ao meio ambiente, em um genocídio lento e doentio, que nos é servido em nossa própria mesa. Sem reação de ninguém” (Folha de São Paulo, 14/10/2009). A descrição e análise do problema estão perfeitas, mas felizmente não se pode dizer o mesmo de seu reclamo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso porque nesta quarta 28 foi lançado em Brasília o Fórum Nacional de Combate aos Impactos do Agrotóxicos. A iniciativa é coordenada pelo Ministério Público do Trabalho e pelo Ministério Público Federal e conta com a participação de organizações da sociedade civil de diversas áreas e órgãos governamentais. Esse espaço permanente de debate que se cria tem como objetivo implementar ações concretas de proteção à saúde do trabalhador, do consumidor e ao ambiente como forma de enfrentar os males trazidos pelo agrotóxicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns estados desenvolvem experiências similares, como é o exitoso caso de Pernambuco, que tem à frente o procurador do Trabalho Pedro Serafim, eleito também coordenador do Fórum Nacional. O Fórum trabalhará em estreita sintonia com organizações da sociedade, comunidades e regiões afetadas pelos agrotóxicos, recebendo denúncias e acionando órgãos competentes e demais responsáveis de forma que sejam implementadas ações efetivas de controle que permitam ao Brasil se livrar o quanto antes desse agourento título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;Participaram do ato de criação do Fórum e o integram as seguintes organizações da sociedade civil: Rede Brasileira de Justiça Ambiental; Articulação Nacional de Agroecologia - ANA; Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar do Brasil - FETRAF-BRASIL; Rede de Ação em Agrotóxicos e suas Alternativas para a América Latina - RAP-AL; Via Campesina Brasil; Terra de Direitos; AS-PTA Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa; SINPAF Hortaliças; Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva - ABRASCO/GT de Saúde Ambiental; Comissão Pastoral da Terra - CPT; Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lucas do Rio Verde - MT; Articulação do Semiárido Brasileiro - ASA; Associação Brasileira de Agroecologia - ABA; Repórter Brasil; Associação Brasileira do Ministério Público do Meio Ambiente - ABRAMPA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fórum é aberto para receber outros membros cuja atuação seja afim a seus objetivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Banimento dos agrotóxicos Acefato e Endossulfam – termina na próxima terça-feria (03/11) o prazo para participar da consulta pública e apoiar a proibição do uso desses produtos, conforme recomendação da Anvisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiba como participar em:http://www.anvisa.gov.br/divulga/noticias/2009/040909_2.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-7914547753394854169?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/7914547753394854169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=7914547753394854169&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/7914547753394854169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/7914547753394854169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/11/brasil-o-maior-consumidor-mundial-de.html' title='BRASIL: O maior consumidor mundial de agrotóxicos'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-10983767890544813</id><published>2009-10-24T14:43:00.006-02:00</published><updated>2010-01-05T22:07:11.673-02:00</updated><title type='text'>3º Congresso do SEMAPI/RS</title><content type='html'>Iara Borges Aragonez&lt;br /&gt;Coletivo Desenvolvimento Sustentável SEMAPI/RS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dias 21, 22 e 23 de outubro/2009 foi realizado o 3º Congresso do SEMAPI/RS - Trabalho Decente e Qualidade de Vida, no Hotel Fazenda Figueiras, em Mariluz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre os vários temas tratados no Congresso*, Sustentabilidade e Meio Ambiente: O engajamento dos Atores Sociais por Justiça Cimática, foi o tema desenvolvido pela geóloga e coordenadora da ONG Amigos da Terra Brasil, Lucia Ortiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lúcia foi convidada pelo Coletivo Desenvolvimento Sustentável - CDS do SEMAPI que, juntamente com o Instituto Biofilia, está formulando, já em fase final, o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Projeto Cultura Ambiental, Consumo e Sustentabilidade – As bases para a construção de uma REDE EcoSindical pela SUSTENTABILIDADE.&lt;/span&gt; A primeira edição desse Projeto está prevista para ocorrer em Dez/2009, no SEMAPI. O público que desfrutará dessa formação é: dirigentes sindicais, trabalhadores (as) dos sindicatos e a base sindical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tarde de 22/10 e manhã de 23/10 o CDS coordenou o trabalho em grupo que aprofundou o debate sobre o tema Sustentabilidade e Meio Ambiente. O objetivo central dos trabalhos foi delinear as grandes linhas de ação para o Sindicato nos próximos quatro anos. Participaram da Oficina, trabalhadores (as) da EMATER, FASE, FADERS, FEPAM, FUNDAÇÃO ZOOBOTÂNICA e FGTAS. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O debate foi riquíssimo e podemos afirmar que o tema tem uma grande acolhida na categoria. Um dos momentos ricos dos trabalhos foi o relato de experiências de cada participante nos seus locais de trabalho, na perspectiva da SUSTENTABILIDADE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, síntese das proposições da Oficina, foto dos participantes e, mais abaixo, texto-base que orientou o debate do grupo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grupo Sustentabilidade e Meio Ambiente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 Quebra de paradigma &lt;br /&gt;1.1 Desenvolver oficinas para a base, diretores e trabalhadores do sindicato, visando estimular a reflexão, sensibilizar e ampliar a consciência para a adoção de práticas ecologicamente corretas. Aprofundar conceitos importantes como crescimento x desenvolvimento. Formar nessas oficinas multiplicadores de sensibilização e de práticas sustentáveis. &lt;br /&gt;1.2 Divulgar as práticas de sustentabilidade nas mídias do Semapi e em outros veículos de comunicação &lt;br /&gt;1.3 Mobilizar e sensibilizar a categoria para fomentar nos seus locais de trabalho práticas sustentáveis e para realizar ações de formação para a sustentabilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 Construção de uma rede ecosindical &lt;br /&gt;2.1 Articular sindicatos que já atuam na linha da sustentabilidade bem como aqueles que ainda não tem afinidade com o tema para a realização de ações de formação conjunta, para a socialização das experiências em curso e para projetar ações em rede para o futuro. &lt;br /&gt;2.2 Denunciar os agressores do ambiente e divulgar as boas práticas de forma articulada com os movimentos sociais. &lt;br /&gt;2.3 Elaborar projetos para captar recursos para investir em formação para a sustentabilidade. Em especial daquelas entidades (Senar) que trabalham na direção oposta da sustentabilidade.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/SuMv8M9U3-I/AAAAAAAACIw/pkYtncNxX8A/s1600-h/DSC02190.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/SuMv8M9U3-I/AAAAAAAACIw/pkYtncNxX8A/s320/DSC02190.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396209489837088738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;span style="font-style:italic;"&gt; Ver cobertura completa do Congresso no site www.semapirs.com.br &lt;br /&gt;As abordagens das principais palestras, dentre elas a de Lúcia Ortiz, estão registradas no site com muita propriedade.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-10983767890544813?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/10983767890544813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=10983767890544813&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/10983767890544813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/10983767890544813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/10/3-congresso-do-semapirs.html' title='3º Congresso do SEMAPI/RS'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/SuMv8M9U3-I/AAAAAAAACIw/pkYtncNxX8A/s72-c/DSC02190.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-7447105781357666086</id><published>2009-10-24T14:37:00.002-02:00</published><updated>2010-01-05T19:05:40.130-02:00</updated><title type='text'>REDE EcoSindical pela Sustentabilidade</title><content type='html'>Coletivo Desenvolvimento Sustentável SEMAPI/RS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O SEMAPI, em 2006, no II Congresso, tirou como uma de suas resoluções a criação do Coletivo Desenvolvimento Sustentável - CDS, sendo este instituído pela gestão 2007-2010. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A análise feita pelo Coletivo para orientar o seu planejamento estratégico teve como centralidade o cada vez mais evidente impacto da ação humana sobre o meio ambiente. Foi debatido o modelo de desenvolvimento vigente, movido pela lógica produtivista e baseado no esgotamento dos recursos naturais e na exploração social do trabalho, concluindo que os rastros de destruição que o mesmo vem deixando exigem respostas concretas e urgentes da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constatou-se no debate que, sendo o padrão de consumo, um dos pilares de sustentação desse modelo, imposto e adotado pela maioria da população, que, irreflexiva e inconscientemente cede ou concede ao capital, a ele, estrategicamente, devem ser dirigidos os esforços para a sua superação. Esta, passa pela percepção do papel que cumpre a grande mídia, com a sua publicidade muito bem elaborada, a qual tem sido capaz de penetrar na mente e na subjetividade das pessoas, orientando ou determinando as suas decisões cotidianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade do “Ter”, assim denominada por aqueles que fazem a crítica da supremacia deste em relação ao SER, atingiu um patamar tal de anestesiamento que grande parte das pessoas tornou-se incapaz de perceber o real significado dessa “obediência coletiva”. Escapa-lhes o fato de que as suas decisões de consumo, além de servirem, sobretudo, aos interesses de uma classe, a dominante, fortalecendo-a, têm trazido conseqüências que afetam o bem viver do conjunto da população. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frente a essa análise de conjuntura o Coletivo Desenvolvimento Sustentável – CDS formulou a sua MISSÃO, tendo sido a mesma assim definida: “LUTAR pela sustentabilidade do Planeta, desencadeando junto à base do SEMAPI e do Movimento Sindical, processos que oportunizem uma reflexão crítica sobre o modelo de desenvolvimento hegemônico, construindo uma ponte para a adoção de práticas cotidianas capazes de inverter a lógica estabelecida e de constituir as bases para um modelo de desenvolvimento sustentável.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das premissas que orientou o planejamento estratégico do CDS é que as alterações ambientais não se reduzem a um problema meramente ambiental e que acordos e medidas para a sua mitigação não se limitam a ações de maior eficiência no uso de recursos naturais ou na adoção de planos de conservação. Alterações estruturais da economia e dos hábitos de consumo são parte fundamental da solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, um dos eixos estruturantes do planejamento foi o Consumo e Sustentabilidade, o qual organiza as ações relacionadas à Significação e Re-significação do Ato Cotidiano de Consumir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse eixo, além de dialogar com a premissa acima citada, justifica-se pela compreensão de que o padrão de consumo da sociedade contemporânea é um dos principais responsáveis pelos danos sociais, culturais e ambientais que o planeta terra hoje vivencia, constituindo-se em pilar de sustentação do modelo de produção hegemônico, que é socialmente excludente, ambientalmente insustentável e economicamente injusto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para enfrentá-lo, definimos como um dos passos fundamentais entender coletivamente os mecanismos utilizados para garantir a sua reprodução, dentre eles, a criação artificial de necessidades pela indução ao consumo desenfreado e alienado.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, desvendar esta indução, assim como a cadeia de valores que está oculta atrás de cada produto, deve ser parte da superação da lógica econômica perversa a qual estamos submetidos. Para tanto, um passo essencial é trazer para o plano da consciência a noção de que o ato de consumir não é inócuo em sua consequências. E, dotar de intencionalidade política esse ato é um movimento essencial para estabelecer processos de fortalecimento de outra lógica produtiva, esta, orientada pelos valores e princípios da sustentabilidade, como justiça social, ambiental, cultural, além da ética e da solidariedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Planejamento estratégico do CDS também definiu como eixos estruturantes a economia solidária e a articulação com os movimentos sociais, em particular com o sindical e ambientalista. Nessa linha, outra idéia que vem orientando o seu debate e ação é a da organização EM REDE como fator estratégico para a potencialização de suas ações.  &lt;br /&gt;Acreditamos que a interação, a troca sistemática e a ação cooperada, a partir do acúmulo histórico de cada movimento favorecem a criação das sinergias necessárias para a construção do novo ao qual o SEMAPI desafiou-se a partir do Congresso de 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Coletivo, nessa linha de provocar a sua base para a reflexão acerca do tema da SUSTENTABILIDADE e sensibilizá-la para novas práticas já, a partir de outro paradigma, desenvolveu o blog www.sustentabilidadesemapi.blogspot.com  e também organizou no Sindicato seminários temáticos. E, de forma inovadora, estimulou a criação do Núcleo Ecológico pela Sustentabilidade do Semapi – NECOSS, constituído por trabalhadores (as) do Sindicato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda, orientados por esses eixos estruturantes, Consumo e Sustentabilidade, Articulação com os Movimentos Sociais, e, pela idéia-força de REDE, associada a Economia Solidária, o Coletivo Desenvolvimento Sustentável do SEMAPI, dando prosseguimento e, com a mesma intensidade de quando deliberamos pela sua criação em 2006, propõe o projeto Cultura Ambiental, Consumo e Sustentabilidade – As bases para a construção de uma REDE EcoSindical pela Sustentabilidade. Elege, no seu âmbito, como temas centrais de reflexão, as múltiplas dimensões da sustentabilidade e o padrão de consumo e de produção da sociedade capitalista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esse Projeto entendemos avançar no enraizamento das sementes da sustentabilidade, esta, característica essencial da nova sociedade que queremos construir. Com ele, articulados com o movimento ambiental e sindical, construiremos as bases para a constituição de uma grande REDE estratégica capaz de materializar as mudanças as quais nos propomos. A articulação com a CUT/RS está no horizonte do Projeto, pois, a sua capacidade articuladora e o seu desafio de construir um novo projeto de sociedade, potencializam, no nosso entendimento, as possibilidades de alcançarmos e consolidarmos o que esperamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, convictos de que mudanças culturais se efetivam apenas a partir de profundas e sistemáticas reflexões, pela incorporação de novas práticas e também pela troca de acúmulos entre diferentes atores sociais, projeta-se para 2010 a efetiva construção da REDE EcoSindical, a qual deverá ter vida longa para prosseguir nas transformações necessárias. Caberá à próxima gestão do SEMAPI garantir o seu fortalecimento e consolidação para então passarmos para outro patamar do debate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditamos que os sindicatos, além de sua missão clássica de lutar por melhores salários, melhores condições de trabalho, organizar a classe trabalhadora, defender os direitos difusos, denunciar e combater às políticas neoliberais, devem também tomar para si este outro desafio. Assim, afirmam-se como atores sociais e políticos com efetivo compromisso com as questões que atingem tanto a vida da sociedade local como a do planeta, assumindo desta forma o protagonismo no processo de superação do modelo perverso ao qual estamos submetidos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas Oficinas de Mobilização e Sensibilização a serem realizadas no âmbito do projeto Cultura Ambiental, Consumo e Sustentabilidade – As bases para a construção de uma REDE EcoSindical pela Sustentabilidade, o modelo de desenvolvimento hegemônico e seus mecanismos serão debatidos. Para melhor compreendê-lo, o foco de análise se deterá nas consequências ambientais, sociais, políticas, econômicas, éticas e culturais produzidas pela crescente industrialização da cadeia produtiva de alimentos e pela disseminação, pelo capital, de valores que induzem ao consumo desenfreado como forma de afirmação e legitimação social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O recorte na produção de alimentos deve-se a posição estratégica desse setor do ponto de vista da soberania alimentar e da importância desta para a autonomia da nação. Deve-se também ao peso da cadeia produtiva alimentar no processo de degradação ao qual estamos submetidos, uma vez que se industrializa cada vez mais e cada vez mais fica submetida às grandes transnacionais as quais tomam contam de nossos territórios e nos impõem hábitos que destroem a nossa cultura alimentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frente ao exposto, fica evidenciado que a questão ambiental não é apenas ligada a ecologia ou a conservação de ecossistemas. Portanto, faz-se necessária a criação de mecanismos sociais, políticos e formativos capazes de provocar a reflexão e dar densidade a outras formas de compreender, pensar e agir, somando-se as estratégias específicas e, a partir daí, constituindo as bases sociais para outro tipo de desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ousar para transformar. Com a REDE EcoSindical tecida e amadurecida em seus propósitos e práticas, teremos criado as condições para a classe trabalhadora, base dos sindicatos que integram a REDE, pensar e lutar por outro modelo de sociedade.  Onde, finalmente, a produção e o consumo estarão organizados a partir de referenciais sócio-ambientais e todas as formas de dominação e exploração foram superadas. Onde a autogestão e a distribuição da riqueza serão fundantes do modelo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, caberá a REDE aprofundar e ampliar cada vez mais o processo reflexivo e paralelamente fomentar a adoção de práticas sustentáveis por parte das organizações e de suas bases, buscando contagiar desta forma a sociedade no seu conjunto. O Projeto Cultura Ambiental, Consumo e Sustentabilidade é uma das ferramentas para tanto e, o Coletivo Desenvolvimento Sustentável do SEMAPI/RS, um dos atores responsáveis para levar adiante esse compromisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, estaremos efetivamente avançando na criação das condições para a construção do novo que preconizamos, o qual poderá ter inúmeras denominações, dentre elas, o ECOSSOCIALISMO. Por que não?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-7447105781357666086?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/7447105781357666086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=7447105781357666086&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/7447105781357666086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/7447105781357666086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/10/rede-ecosindical-pela-sustentabilidade.html' title='REDE EcoSindical pela Sustentabilidade'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-2563134155483255204</id><published>2009-10-12T23:00:00.002-02:00</published><updated>2009-10-12T23:06:49.396-02:00</updated><title type='text'>”Proteger espécies agrícolas é tão importante quanto proteger a Amazônia”</title><content type='html'>A pesquisadora Juliana Santilli, autora do livro “Agrobiodiversidade e direito dos agricultores”, explica o que é a agrobiodiversidade, e quais políticas devem ser adotadas para proteger as variedades agrícolas e os agricultores, contribuindo para a defesa ambiental e para a segurança alimentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reportagem e a entrevista é de Bruno Calixto e publicada por Amazonia.org.br, 08-10-2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os defensores do meio ambiente costumam dar grande destaque para a questão da biodiversidade, alertando para os riscos da extinção de espécies. Entretanto, a biodiversidade agrícola, de espécies cultivadas como o arroz, o feijão, o milho, é geralmente negligenciada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para entender melhor esse conceito de agrobiodiversidade, o site Amazonia.org.br conversou com a pesquisadora e doutora em direito ambiental Juliana Santilli, que lançou recentemente o livro “Agrobiodiversidade e direitos dos agricultores” (Ed. Peirópolis, 514 págs.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juliana explica que, segundo estudos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), 95% das espécies agrícolas desapareceram nos últimos cem anos. Com a modernização da agricultura e ênfase na monocultura, muitas outras espécies estão ameaçadas, colocando em risco nossa segurança alimentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, a autora fala da importância de políticas para a agricultura familiar, no âmbito do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), e sobre os direitos dos agricultores. “O reconhecimento dos direitos dos agricultores é uma parte chave de qualquer política de reconhecimento e valorização da agrobiodiversidade”.&lt;br /&gt;Eis a entrevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é agrobiodiversidade?&lt;br /&gt;Agrobiodiversidade é a biodiversidade agrícola. Corresponde aos três níveis de diversidade: a diversidade de espécies agrícolas, por exemplo, arroz, feijão; a diversidade de variedades agrícolas, pois dentro de uma mesma espécie existem diversas variedades; e a diversidade de ecossistemas agrícolas, como sistemas agroflorestais, de queima e pousio [descanso ou repouso dado às terras cultiváveis], e outros. Então a agrobiodiversidade encobre esses três níveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum vermos denúncias de espécies de animais ameaçados de extinção, e da perda da biodiversidade. A agrobiodiversidade também está ameaçada?&lt;br /&gt;Sim, está ameaçada. Há estudos feitos pela FAO que mostram que nos últimos cem anos os agricultores perderam entre 90% e 95% de suas espécies e variedades. O que ocorre é que em geral as pessoas associam a biodiversidade às plantas e animais silvestres. Há poucas políticas públicas voltadas para a conservação da biodiversidade agrícola. Essa foi a razão pela qual eu quis escrever esse livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os próprios juristas que trabalham com direito ambiental têm se ocupado muito pouco no tratamento jurídico da agrobiodiversidade. Historicamente, o componente cultivado da biodiversidade tem sido negligenciado pelos ambientalistas e pelas políticas de órgãos públicos. E, na verdade, proteger variedades de mandioca, milho, arroz, e os nossos ecossistemas agrícolas, é tão importante quanto proteger a floresta amazônica, a Mata Atlântica, o mico leão dourado. Muitas variedades de espécies agrícolas já se extinguiram, e outras correm risco de extinção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa alimentação se baseia em um número cada vez mais reduzido de espécies, e isso tem consequências não só para o meio ambiente, mas para a nossa saúde, que está diretamente associada à qualidade dos alimentos que nós comemos. Nossa alimentação se torna mais pobre. Poucas pessoas se dão conta da interface entre os modelos agrícolas hegemônicos e o padrão alimentar que nos é imposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que causa essa perda da agrobiodiversidade? Isso está relacionado à modernização da agricultura?&lt;br /&gt;O relatório da FAO que eu citei antes aponta como principal causa a substituição das variedades locais heterogêneas, de ampla base genética, pelas variedades industriais, aquelas que são adotadas por um modelo industrial de agricultura, pelas monoculturas com uso de variedades homogêneas e altamente dependentes de insumos externos. Essa é a principal causa da perda da agrobiodiversidade: a adoção de modelos agrícolas monoculturais que usam uma única espécie, ou números muito reduzidos de espécies e variedades agrícolas, ao contrário dos sistemas locais que tendem a ser mais diversos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tipo de política seria necessária para defender a agrobiodiversidade?&lt;br /&gt;Algumas políticas que têm sido adotadas no MDA, a favor da agricultura familiar, tendem a favorecer mais a agrobiodiversidade. A própria criação da Secretaria da Agricultura Familiar, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, programa de aquisição de alimentos, são iniciativas positivas. Entretanto, ainda é pouco, porque você tem muito mais subsídios e políticas voltados para o agronegócio, para a monocultura. Às vezes uma única roça familiar ou tradicional tem uma diversidade muito maior do que em toda uma plantação de soja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro a gente propõe alguns novos instrumentos. Por exemplo, não temos ainda uma categoria de unidade de conservação ambiental voltada para a agrobiodiversidade. Acho que seria importante que o Sistema Nacional de Unidades de Conservação incluísse algumas categorias voltadas para a agrobiodiversidade, e acho que seria interessante também pensar em alguma coisa como uma reserva de segurança alimentar. Seriam áreas nas propriedades rurais, um percentual, uma parte dessas áreas que teriam que se dedicar à agricultura para abastecimento interno, para gêneros alimentícios. Como uma medida de segurança alimentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem também iniciativas, por exemplo, no âmbito do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), com a Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro. Eles apresentaram um pedido para que seu sistema agrícola tradicional seja reconhecido como patrimônio cultural e material. Caso se reconheça o sistema agrícola do rio Negro como um bem que integra o nosso patrimônio cultural, isso passará a obrigar o poder público a adotar políticas de conservação, de estímulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No âmbito da FAO temos um programa para os sistemas agrícolas engenhosos de patrimônio mundial. Da mesma forma que você tem o patrimônio comum da humanidade, a ideia é ter reconhecimento para esses sistemas agrícolas diversos, que reúnem tanto uma grande diversidade biológica como também uma grande diversidade sociocultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No plano nacional, o Ipham criou uma categoria da chancela de paisagens naturais, e algumas paisagens agrícolas. Por exemplo, o vale do Itajaí está sendo considerado para fim de reconhecimento como paisagem natural. Enfim, são apenas alguns exemplos.&lt;br /&gt;O livro também aborda os direitos dos agricultores. Quais são esses direitos?&lt;br /&gt;O reconhecimento dos direitos dos agricultores é uma parte chave de qualquer política de reconhecimento e valorização da agrobiodiversidade, porque os agricultores têm papel fundamental na conservação da agrobiodiversidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente o Brasil ratificou o tratado da FAO sobre recursos fitogenéticos para alimentação e agricultura. Como os ambientalistas dão pouca atenção para a agrobiodiversidade, esse tratado não teve a mesma repercussão que a convenção sobre diversidade biológica, com instrumentos mais voltados para a biodiversidade silvestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tratado é um marco importante, porque entre outras coisas prevê o direito dos agricultores: o direito aos conhecimentos tradicionais associados à agrobiodiversidade, a repartição dos benefícios gerados pela utilização da agrobiodiversidade, o direito dos agricultores de guardar, trocar, produzir as suas próprias sementes, e o direito de participação política dos agricultores, em todas as instâncias de decisão que os afetem: a política agrícola, agrária, em relação à produção e comercialização de sementes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que os direitos dos agricultores deva se limitar aos que estão previstos no tratado. Eles são muito mais amplos, incluem o direito de acesso a terra, a água, as políticas de crédito, a reforma agrária. Mas esse tratado é um marco importante para se pensar na definição dos direitos dos agricultores. É um primeiro passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses direitos já são reconhecidos pela sociedade?&lt;br /&gt;Não. Principalmente porque nos últimos anos as leis de sementes, que regulam e estabelecem as normas de produção, comercialização e utilização de sementes, estão extremamente restritivas e tendem a favorecer apenas os sistemas formais. Os sistemas locais, em que a produção está na mão dos próprios agricultores, têm pouco reconhecimento legal. Embora a lei de semente tenha algumas brechas, na prática as organizações de agricultura familiar têm encontrado dificuldades para trabalhar nos termos da lei de sementes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das ameaças aos direitos dos agricultores são leis de sementes muito restritivas, e leis de proteção de cultivares, que também tendem a ser restritivas. Atualmente os agricultores têm direito de guardar para uso próprio as sementes de variedades protegidas, um direito reconhecido pela lei brasileira em vigor. Entretanto, há iniciativas no Congresso Nacional que pretendem restringir essa possibilidade do agricultor guardar as suas sementes para usar na safra seguinte, o que no meu entendimento é uma violação dos direitos do agricultor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil já ratificou esse tratado internacional, foi aprovado pelo Congresso, promulgado pelo presidente, está em vigor desde o ano passado. Portanto o país deve cumprir com as obrigações que assumiu no plano internacional e implementar os direitos dos agricultores antes de adotar qualquer nova legislação que possa criar novas restrições e novos empecilhos aos direitos dos agricultores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos capítulos do livro faz uma relação entre as sementes e o movimento do software livre. Que relação é essa?&lt;br /&gt;O que eu tento mostrar é um pouco as conexões entre o movimento software livre e os commons e as sementes. Em determinado momento, as pessoas que desenvolvem programas de computador, conhecidos como hackers, se deram conta de que uma excessiva proteção do direito de propriedade intelectual sobre o software acabava restringindo sua liberdade de criação e circulação de informações, e desenvolveram softwares em que o código fonte é aberto, para permitir que outros programadores possam desenvolver outros softwares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em certo sentido, o que muito agricultores familiares reivindicam é isso, um acesso livre as sementes e a informação genética contida na semente, para que eles possam intercambiar livremente as suas sementes, utilizá-las como fonte de variação no melhoramento que é feito pelos próprios agricultores. É nesse sentido, uma forma de garantir o acesso, não completamente livre, mas totalmente regulado, às sementes.&lt;br /&gt;(IHU-Online)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-2563134155483255204?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/2563134155483255204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=2563134155483255204&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/2563134155483255204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/2563134155483255204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/10/proteger-especies-agricolas-e-tao.html' title='”Proteger espécies agrícolas é tão importante quanto proteger a Amazônia”'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-3406580925543115844</id><published>2009-10-10T14:44:00.001-02:00</published><updated>2009-10-10T14:46:03.561-02:00</updated><title type='text'>Dia da Criança: Cidadã ou Consumista?</title><content type='html'>Frei Betto *&lt;br /&gt;Adital&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na próxima segunda, 12 de outubro, comemora-se o Dia da Criança. Momento de refletir o que temos feito com as nossas. Estamos formando futuros cidadãos ou consumistas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisas indicam que as crianças brasileiras costumam passar 4 horas por dia na escola e o dobro de olho na TV. Impressiona o número de peças publicitárias destinadas a crianças ou que as utilizam como isca de consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisadora Susan Linn, da Universidade de Harvard, constatou que o excesso de publicidade causa nas crianças distúrbios comportamentais e nutricionais. De obesidade precoce, pela ingestão de alimentos ricos em açúcares ou gorduras saturadas, como refrigerantes e frituras, à anorexia provocada pela obsessão da magreza digna de passarela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexualidade precoce e desajustes familiares são outros efeitos da excessiva exposição à publicidade. São menos felizes, constatou a pesquisadora, as crianças influenciadas pelas ideias de que sexo independe de amor, a estética do corpo predomina sobre os sentimentos, a felicidade reside na posse de bens materiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impregnada desses falsos valores, tão divulgados como absolutos, a criança exacerba suas expectativas. Ora, sabemos todos que o tombo é proporcional ao tamanho da queda. Se uma criança associa a sua felicidade a propostas consumistas, tanto maior será sua frustração e infelicidade, seja pela impossibilidade de saciar o desejo, seja pela incapacidade de cultivar sua autoestima a partir de valores enraizados em sua subjetividade. Torna-se, assim, uma criança rebelde, geniosa, impositiva, indisciplinada em casa e na escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A praga do consumismo é, hoje, também uma questão ambiental e política. Montanhas de plástico se acumulam nos oceanos e a incontinência do desejo dificulta cada vez mais uma sociedade sustentável, na qual os bens da Terra e os frutos do trabalho humano sejam partilhados entre todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos fatores de deformação infantil é a desagregação do núcleo familiar. No Dia dos Pais um garoto suplicou ao pai, em bilhete, que desse a ele tanta atenção quanto dedica à TV... Um filho de pais separados pediu para morar com os avós após presenciar a discussão dos pais de que, um e outro, queriam se ver livre dele no fim de semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Causa-me horror o orgulho de pais que exibem seus filhos em concursos de beleza. Uma criança instigada a, precocemente, prestar demasiada atenção ao próprio corpo, tende à esquizofrenia de ser biologicamente infantil e psicologicamente "adulta". Encurta-se, assim, seu tempo de infância. A fantasia, própria da idade, é transferida à TV e ao apelo de consumo. Não surpreende, pois, que, na adolescência, o vazio do coração busque compensação na ingestão de drogas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com frequência pais me indagam o que fazer frente à indiferença religiosa dos filhos adolescentes. Respondo que a questão é colocada com dez anos de atraso. Se os filhos fossem crianças, eu saberia o que dizer: ore com eles antes das refeições; leiam em família textos bíblicos; evitem fazer das datas litúrgicas meros períodos de miniférias, como a Semana Santa e o Natal, e celebrem com eles o significado religioso dessas efemérides; incutam neles a certeza de que são profundamente amados por Deus e que Deus vive neles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crianças são seres miméticos por natureza. A melhor maneira de interessar um bebê em música é colocá-lo ao lado de outro que já tenha familiaridade com um instrumento musical. Ora, o que esperar de uma criança que presencia os pais humilharem a faxineira, tratarem garçons com prepotência, xingarem motoristas no trânsito, jogarem lixo na rua, passarem a noite se deliciando com futilidades televisivas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criança precisa de afeto, de sentir-se valorizada e acolhida, mas também de disciplina e, ao romper o código de conduta, de punição sem violência física ou oral. Só assim aprenderá a conhecer os próprios limites e respeitar os direitos do outro. Só assim evitará tornar-se um adulto invejoso, competitivo, rancoroso, pois saberá não confundir diferença com divergência e não fará da dessemelhança fator de preconceito e discriminação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso conversar com elas, através da linguagem adequada, sobre situações-limites da vida: dor, perda, ruptura afetiva, fracasso, morte. Incutir nelas o respeito aos mais pobres e a indignação frente à injustiça que causa pobreza; senso de responsabilidade social (há dias vi alunos de uma escola varrendo a rua), de preservação ambiental (como a economia de água), de protagonismo político (saber acatar decisão da maioria e inteirar-se do que significam os períodos eleitorais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você adora passear com seu filho em shoppings, não estranhe se, no futuro, ele se tornar um adulto ressentido por não possuir tantos bens finitos. Se você, porém, incutir nele apreço aos bens infinitos - generosidade, solidariedade, espiritualidade - ele se tornará uma pessoa feliz e, quando adulto, será seu companheiro de amizade, e não o eterno filho-problema a lhe causar tanta aflição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saber educar é saber amar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-3406580925543115844?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/3406580925543115844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=3406580925543115844&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/3406580925543115844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/3406580925543115844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/10/dia-da-crianca-cidada-ou-consumista.html' title='Dia da Criança: Cidadã ou Consumista?'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-8778528602366854997</id><published>2009-10-07T08:42:00.004-02:00</published><updated>2009-10-10T12:57:38.608-02:00</updated><title type='text'>Publicidade e Consumo Infantil - PL 5921/2001</title><content type='html'>"A televisão comercial movimenta um mercado milionário com a publicidade voltada para o público infantil. Crianças tornam-se consumidoras cada vez mais cedo, muitas vezes logo depois que aprendem a falar. Psicólogos, educadores e organizações da sociedade criticam essa prática. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jorge Broide professor da UNIBAN Universidade Bandeirantes de São Paulo, psicanalista e presidente do conselho consultivo da fundação ABRINQ pelos direitos da criança e do adolescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lais Fontenelle Pereira mestre em psicologia clinica e coordenadora de educação do Instituto Alana. e &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fernando Brettas, presidente do sindicato das agências de propaganda do Distrito Federal."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/D4K_DI2vCvw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/D4K_DI2vCvw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-8778528602366854997?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/8778528602366854997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=8778528602366854997&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/8778528602366854997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/8778528602366854997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/10/publicidade-e-consumo-infantil.html' title='Publicidade e Consumo Infantil - PL 5921/2001'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-6429323069919584381</id><published>2009-09-21T21:01:00.003-02:00</published><updated>2011-02-11T14:01:41.525-02:00</updated><title type='text'>O FUTURO DOS ALIMENTOS.</title><content type='html'>The Future of Food&lt;br /&gt;Escrito e Dirigido por: Deborah Koons Produção: Catherine Butler Vem ocorrendo uma revolução nos campos de cultivo e nas mesas de jantar da América, uma revolução que está transformando a própria natureza dos alimentos que comemos. "O Futuro dos Alimentos" oferece uma investigação aprofundada à verdade perturbadora que se encontra por detrás dos alimentos geneticamente modificados, patenteados e não rotulados, que, de forma silenciosa, têm enchido as prateleiras das lojas dos Estados Unidos durante os últimos 10 anos. Das planícies de Saskatchewan, no Canadá aos campos de Oaxaca, no México, este filme dá voz aos agricultores cujas vidas e sustento têm sido prejudicados por esta nova tecnologia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/dXU9Sy-GKRs" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-6429323069919584381?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/6429323069919584381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=6429323069919584381&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/6429323069919584381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/6429323069919584381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/09/blog-post_21.html' title='O FUTURO DOS ALIMENTOS.'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/dXU9Sy-GKRs/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-8913010078694602269</id><published>2009-09-18T22:19:00.008-02:00</published><updated>2009-09-18T22:36:15.212-02:00</updated><title type='text'>PRIMAVERA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/SrQnY6rOI4I/AAAAAAAACGY/fH9a5S2_stI/s1600-h/Arambar%C3%A9+setembro+2008+009.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/SrQnY6rOI4I/AAAAAAAACGY/fH9a5S2_stI/s320/Arambar%C3%A9+setembro+2008+009.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382970763635467138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cecília Meireles&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-8913010078694602269?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/8913010078694602269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=8913010078694602269&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/8913010078694602269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/8913010078694602269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/09/primavera-cecilia-meireles-primavera.html' title='PRIMAVERA'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/SrQnY6rOI4I/AAAAAAAACGY/fH9a5S2_stI/s72-c/Arambar%C3%A9+setembro+2008+009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-6861140116029980437</id><published>2009-08-21T23:51:00.003-02:00</published><updated>2009-08-21T23:58:03.292-02:00</updated><title type='text'>Por nossos mortos, nem um minuto de silêncio. Toda uma vida de luta!</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;NOTA PÚBLICA SOBRE O  ASSASSINATO DE ELTON BRUM PELA BRIGADA MILITAR   DO RIO GRANDE DO SUL&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra vem a público, manifestar novamente seu pesar pela perda do companheiro Elton Brum, manifestar sua solidariedade à família e para:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Denunciar mais uma ação truculenta e violenta da Brigada Militar do Rio Grande do Sul que resultou no assassinato do agricultor Elton Brum, 44 anos, pai de dois filhos, natural de Canguçu, durante o despejo da ocupação da Fazenda Southall em São Gabriel. As informações sobre o despejo apontam que Brum foi assassinado quando a situação já encontrava-se controlada e sem resistência. Há indícios de que tenha sido assassinado pelas costas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Denunciar que além da morte do trabalhador sem terra, a ação resultou ainda em dezenas de feridos, incluindo mulheres e crianças, com ferimentos de estilhaços, espadas e mordidas de cães.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Denunciamos a Governadora Yeda Crusius, hierarquicamente comandante da Brigada Militar, responsável por uma política de criminalização dos movimentos sociais e de violência contra os trabalhadores urbanos e rurais. O uso de armas de fogo no tratamento dos movimentos sociais revela que a violência é parte da política deste Estado. A criminalização não é uma exceção, mas regra e necessidade de um governo, impopular e a serviço de interesses obscuros, para manter-se no poder pela força.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Denunciamos o Coronel Lauro Binsfield, Comandante da Brigada Militar, cujo histórico inclui outras ações de descontrole, truculência e violência contra os trabalhadores, como no 8 de março de 2008, quando repetiu os mesmos métodos contra as mulheres da Via Campesina.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Denunciamos o Poder Judiciário que impediu a desapropriação e a emissão de posse da Fazenda Antoniasi, onde Elton Brum seria assentado. Sua vida teria sido poupada se o Poder Judiciário estivesse a serviço da Constituição Federal e não de interesses oligárquicos locais.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Denunciamos o Ministério Público Estadual de São Gabriel que se omitiu quando as famílias assentadas exigiam a liberação de recursos já disponíveis para a construção da escola de 350 famílias, que agora perderão o ano letivo, e para a saúde, que já custou a vida de três crianças. O mesmo MPE se omitiu no momento da ação, diante da violência a qual foi testemunha no local. E agora vem público elogiar ação da Brigada Militar como profissional.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Relembrar à sociedade brasileira que os movimentos sociais do campo tem denunciado há mais de um ano a política de criminalização do Governo Yeda Crusius à Comissão de Direitos Humanos do Senado, à Secretaria Especial de Direitos Humanos, à Ouvidoria Agrária e à Organização dos Estados Americanos. A omissão das autoridades e o desrespeito da Governadora à qualquer instituição e a democracia  resultaram hoje em uma vítima fatal.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Reafirmar que seguiremos exigindo o assentamento de todas as famílias acampadas no Rio Grande do Sul e as condições de infra-estrutura para a implantação dos assentamentos de São Gabriel.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Exigimos Justiça e Punição aos Culpados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por nossos mortos, nem um minuto de silêncio. Toda uma vida de luta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reforma Agrária, por justiça social e soberania popular!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-6861140116029980437?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/6861140116029980437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=6861140116029980437&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/6861140116029980437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/6861140116029980437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/08/por-nossos-mortos-nem-um-minuto-de.html' title='Por nossos mortos, nem um minuto de silêncio. Toda uma vida de luta!'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-5093902166580555560</id><published>2009-08-07T14:17:00.001-02:00</published><updated>2009-08-07T14:17:59.967-02:00</updated><title type='text'>O Governo que se esfalece</title><content type='html'>Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente - MoGDeMA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O governo do RS esfacelou-se, mas se engana quem ache que um dia ele teve início para os gaúchos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            As denúncias contundentes do Ministério Público Federal, e jamais vistas na nossa história, não são total surpresa para nós que acompanhamos, desde o início, os graves fatos que vêm acontecendo na área ambiental. O momento, embora amadurecido na reflexão, ainda não nos mostra todos os desdobramentos desta situação, em que a própria democracia se vê ferida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O grupo que se apresentou “com uma nova forma de governar”, e que está muito bem definido em qualquer dicionário de bolso, causou destruição e danos irreparáveis ao nosso meio ambiente, ao homem do campo e as pessoas em geral, tudo para atender interesses financistas. Para tanto, promoveu grave e lamentável desestruturação desde a Secretaria Estadual do Meio Ambiente até seus órgãos subordinados, como a FEPAM. De forma jamais vista, a “coisa pública” foi posta a serviço de empresas de celulose, que chegaram ao cúmulo e extremado acinte de exigir e impor ações, que o governo servilmente acatou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Lembramos que administradores em cargos de escolha política, escandalosamente desconsideraram alertas sobre graves indícios de irregularidades em Estudo de Impacto Ambiental de empresas como a Votorantim, assim como as conseqüências desastrosas da implantação de oceânicas lavouras de eucalipto. Sob a imposição de determinações tenazes e com propósitos alheios aos interesses cidadãos, funcionários concursados ainda são submetidos a administradores que tiveram as próprias empresas de celulose entre seus financiadores de campanha política. Sob o cunho espertalhão de “agilizar liberações ambientais”, tais administradores ainda estão levando de roldão o cuidado mínimo exigido com tais licenças. Não entendemos e nem admitimos como legítimos os atos impetrados por qualquer um dos representantes da SEMA ou FEPAM. Eles também devem responder à justiça pelos seus atos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O principal prejudicado por estes atos serão todos os gaúchos, mas particularmente o homem do campo, o pequeno agricultor, a produção agrícola, o alimento saudável, já vêm sofrendo com o engodo, envenenamento e destruição das nossas riquezas naturais. É importante salientar o encadeamento calamitoso para o campesino que, sem uma política séria e de apoio a produção agrícola, vendeu sua terra na esperança de obter vida digna na cidade. Hoje, terras agrícolas produtivas são sugadas por raízes de empreendimento financista, secando campos, destruindo a riqueza do solo, só para aumentar a fortuna de quem já é rico. Hoje, desiludidos e enganados, muitos destes valorosos e experientes produtores aumentam roldões de desempregados das grandes cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Não exageramos ao afirmar que, desde os seus primeiros momentos, a ação conjunta de “governo” e empresas vem aniquilando características e valores que só o nosso meio ambiente possui. Com a justificativa absurda e mentirosa de geração de empregos e promoção do desenvolvimento, o nosso RS foi repassado a “empresários” que vêm vampirizando nossa força de trabalho, destruindo nosso campo, alagando nossas florestas, levando a bancarrota nossa economia; atitudes que enriquecem uns poucos gananciosos, mas que aniquilam nosso Estado. O nosso Pampa virou terra de negociata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Mas este governo não está só!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Muitos políticos da Assembléia Legislativa atuaram como braços vigorosos de apoio e estímulo das intenções governamentais. Temos que tirar o necessário aprendizado da vergonhosa situação que vivemos e, para que o caos não se perpetue, temos que tirar estes personagens da política gaúcha. Para tanto, perguntemo-nos; quem não votou favorável à exigida CPI? Quem dos políticos foi financiado por empresas de celulose? (procure o seu em www.tse.gov.br). Quais os partidos que fugiram das suas responsabilidades? Aonde têm nos levado estes absurdos financiamentos de campanha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Por fim, mas não por último, temos que pensar em recompor o nosso Estado. A desordem, a confusão e a subversão são os legados deixados pelo “novo jeito de governar”. Reafirmamos que os atos administrativos da SEMA e FEPAM devem ser anulados, pois atenderam a interesses não cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A tarefa será árdua e levará anos, pois o “enraizamento” dos interesses particulares e espúrios deste governo abalou a estrutura administrativa, feriu honra e envergonhou a nossa história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-5093902166580555560?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/5093902166580555560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=5093902166580555560&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/5093902166580555560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/5093902166580555560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/08/o-governo-que-se-esfalece.html' title='O Governo que se esfalece'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-1958956056129392269</id><published>2009-07-26T20:33:00.001-02:00</published><updated>2009-07-26T20:33:44.740-02:00</updated><title type='text'>Sustentabilidade: um olhar para fora...</title><content type='html'>Por Dal Marcondes, da Envolverde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente ainda não compreende o que é sustentabilidade e porque deveria mudar seu modo de vida. A sociedade certamente não vai empreender as transformações necessárias se não estiver convencida da urgência das mudanças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias atrás estava conversando com um bom amigo, que não trabalha nem com comunicação e nem com meio ambiente e sustentabilidade, sobre carros, trânsito e modelo de desenvolvimento. Ele vive em Santos, uma cidade que eu adoro por ser, ainda, uma boa referência em estrutura urbana. Depois de 15 minutos de conversa percebi que estamos em lados completamente opostos em relação ao que seja uma vida confortável e sustentável. Comentei que se Santos continuasse a receber automóveis no ritmo atual, em muito pouco tempo estaria completamente engarrafada, com os mesmo problemas de mobilidade que São Paulo já enfrenta.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santos é uma cidade plana, pequena sob o ponto de vista territorial, concentrada em temos de ocupação. Ou seja, ideal para trajetos a pé, de ônibus e de bicicleta, sem falar de um tal VCL (Veículo Leve Sobre Trilhos) dos qual se fala desde que o Mário Covas era governador (ele também um santista). Minha surpresa veio quando meu amigo simplesmente respondeu que esse era um preço a ser pago pelo conforto. De pronto perguntei, “mas que conforto?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minha visão de jornalista especializado em temas ligados à sustentabilidade, conforto é uma cidade onde a mobilidade é garantida através de meios que não imponham mais poluição e nem ocupação desordenada das ruas. Transporte público, espaços abertos, bicicletas e uns poucos carros que são usados apenas por necessidade absoluta. Argumentei que andar de táxi, por exemplo, pode ser muito mais barato do que andar de carro. Não se corre o risco de levar multas, não é preciso pagar estacionamento e nem sequer é preciso se preocupar com tomar um chopp a mais.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que eu tentasse explicar as vantagens individuais e coletivas em ter uma cidade com menos carros e mais espaço para as pessoas, meu amigo não conseguia entender. Para ele eu devo ter parecido uma espécie qualquer de idiota que não entende o quanto um carro oferece de conforto. Claro que compreendo isso, eu mesmo tenho um carro. No entanto, a questão é como usamos o carro e para que. Por exemplo, se locomover para um escritório, pagar um estacionamento e retornar no final do dia é uma atividade que pode muito bem ser feita de outra forma, principalmente em Santos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que constatei, pela enésima vez, é o quanto as questões relacionadas ao meio ambiente, à sustentabilidade, aquecimento global etc estão longe das pessoas que não estão diretamente envolvidas com este tema. Certamente a culpa não é destas pessoas, mas sim das outras, aquelas que compreendem a importância de ser sustentável, mas que não estão conseguindo mostrar o quanto isso é importante para todo mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata apenas de economizar água, energia, separar lixo para a reciclagem ou outras tantas atividades que são preconizadas nas cartilhas de educação ambiental. É preciso estimular o pensamento sustentável, que favorece um olhar mais sistêmico sobre a realidade. Mas como fazer isso? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos anos temos trabalhado na Envolverde para informar e formar uma parte da sociedade sobre a transversalidade necessária na abordagem dos temas socioambientais e econômicos. Não estamos mais na fase dos diagnósticos. A maior parte dos problemas socioambientais graves que devem ser enfrentados com urgência pela sociedade já estão devidamente identificados, catalogados, estudados e diagnosticados, com suas causas e conseqüências exaustivamente conhecidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão agora é saber como convencer as pessoas a mudar. As milhões ou bilhões de pessoas mais afetadas pelos problemas sociais e ambientais não têm a capacidade de reação necessária para alterar a realidade de seu entorno. E as milhões ou bilhões de pessoas que precisariam mudar o modo de vida, ou simplesmente não sabem disso, ou não acham necessário, ou estão se lixando para os problemas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão que se coloca é como conseguir que a sociedade entenda o sentido de urgência dos problemas ambientais, em especial do aquecimento global, do desmatamento e da degradação de ecossistemas, como fazer a atual geração de seres humanos no planeta compreender que deve existir uma “solidariedade intergeracional”, ou seja, que precisamos preservar recursos para as pessoas que ainda não nasceram (como prevê o triple bottom line).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles que compreendem esta urgência devem superar o sentimento de frustração que está se sobrepondo à necessidade de continuar falando, escrevendo, ensinando e pregando. Mas, principalmente, é preciso compreender que a grande maioria das pessoas ainda não está convencida, por muitos motivos, de que precisam mudar. (Envolverde)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Dal Marcondes é diretor da Envolverde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Agência Envolverde)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-1958956056129392269?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/1958956056129392269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=1958956056129392269&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/1958956056129392269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/1958956056129392269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/07/sustentabilidade-um-olhar-para-fora.html' title='Sustentabilidade: um olhar para fora...'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-4904929988804330208</id><published>2009-07-22T16:51:00.000-02:00</published><updated>2009-07-22T16:52:32.274-02:00</updated><title type='text'>A cidadã Yeda e a Governadora</title><content type='html'>Paulo Mendes Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos observando que a cada dia os ânimos se acirram e o confronto se anima. O momento requer diálogo para não perder a razão, a quebra de braço pode quebrar as pernas. As denúncias de corrupção foram trazidas por ações da Polícia Federal e por membros do governo. São denúncias que comprometem vários políticos da sua base de sustentação. Ao serem jogadas na mídia sem apuração judicial, transformam-se em munição pesada das entidades sindicais para defenderem-se dos ataques do governo. Um governo muito duro, que não conversa com trabalhadores, centralizado e focado na radicalização. Bate por dentro e por fora, nos seus aliados e nos seus servidores. Levar uma réplica da escola de lata para frente da casa da governadora foi uma ação para mostrar as contradições do governo e pressionar a Assembleia Legislativa para apurar as denúncias de corrupção. Nada de mais. A casa da governadora não é uma casa qualquer, é o objeto que materializa as denúncias de corrupção. O mesmo vale para a simbologia das escolas de lata. Portanto, não houve excesso e sim uma oportunidade bem aproveitada pelos sindicatos para denunciar o governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que saiu da normalidade foi o ataque de fúria da governadora. Expôs seu cargo, a família, netos e filha ao ridículo. Tudo indicava que o melhor seria ficar em casa bem tranquila, chamar a polícia, resolver a questão e depois pedir desculpa aos vizinhos em nota oficial. Mas não, com um casaco do MTG (Movimento Tradicionalista Gaúcho) ela vai até as grades do portão, xinga, bate boca, levanta o tom, provoca os manifestantes, expõe os netos, colocando-os na condição de prisioneiros, chama os professores de torturadores, escreve um cartaz, se deixa fotografar em estado de ódio e age loucamente como se fosse uma Yeda qualquer e não a governadora do Rio Grande. O caminho da Paz passa pela apuração das denúncias. Se não confirmadas, a governadora se fortalece, se confirmadas ela deve sair. Enquanto durarem as suspeitas, o confronto não irá parar, com a apuração a vida volta ao normal. A sociedade tem que pressionar, o Rio Grande precisa ser grande novamente, precisamos de uma governante e não de uma cidadã qualquer no governo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor do Semapi/Sindicato&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-4904929988804330208?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/4904929988804330208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=4904929988804330208&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/4904929988804330208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/4904929988804330208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/07/cidada-yeda-e-governadora.html' title='A cidadã Yeda e a Governadora'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-1732104634172815177</id><published>2009-07-20T01:20:00.000-02:00</published><updated>2009-07-20T01:21:43.591-02:00</updated><title type='text'>Os mapas da alma não têm fronteiras</title><content type='html'>Por Eduardo Galeano*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Texto lido pelo autor na cerimônia em que recebeu a condecoração da Ordem de Maio da República Argentina, na embaixada daquele país em Montevidéu, no dia 9 de julho.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montevidéu, julho/2009 – Permitam-me agradecer esta oferenda que estou recebendo, que para mim é um símbolo da terceira margem do rio. Nessa terceira margem, nascida do encontro das outras duas, florescem e se multiplicam, juntas, nossas melhores energias, que nos salvam do rancor, da mesquinhez, da inveja e de outros venenos que abundam no mercado.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui estamos, pois, na terceira margem do rio, argentinos e uruguaios, uruguaios e argentinos, rendendo homenagem à nossa vida compartilhada e, portanto, estamos celebrando o sentido comunitário da vida, que é a expressão mais profunda do senso comum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, e perdão por ir tão longe, quando a história ainda não se chamava assim, lá  no remoto tempo das cavernas, como faziam para sobreviver aqueles indefesos, inúteis, desamparados avós da humanidade? Talvez tenham sobrevivido, contra toda evidência, porque foram capazes de compartilhar a comida e souberam se defender juntos. E passaram-se os anos, milhares e milhares de anos, e está claro que o mundo raras vezes recorda essa lição de senso comum, a mais elementar de todas e a que mais falta nos faz.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive sorte de viver em Buenos Aires nos anos 70. Cheguei corrido pela ditadura militar uruguaia, e me fui corrido pela ditadura militar argentina.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me fui. Me foram. Mas nesses anos comprovei, uma vez mais, que aquela pré-histórica lição de senso comum não estava de todo esquecida. A energia solidária crescia e cresce ao vai e vem das ondas que nos levam e nos trazem, argentinos que vêm e vão, uruguaios que vamos e voltamos. E, no tempo das ditaduras, soubemos compartilhar a comida e soubemos nos defender juntos, e ninguém se sente herói nem mártir por dar abrigo aos perseguidos que cruzavam o rio, indo para lá ou vindo de lá. A solidariedade era, e continua sendo, um assunto de senso comum e, portanto, era, e continua sendo, a coisa mais natural do mundo. Talvez por isso, sua energia, a sempre viva, foi mais viva que nunca nos anos de terror, alimentada pelas proibições que queriam matá-la. Como o bom touro do duelo, a solidariedade cresce no castigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quero dar um testemunho pessoal de meu exílio na Argentina.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero render homenagem a uma aventura chamada “Crisis”, uma revista cultural, que alguns escritores e artistas fundamos com o generoso apoio de Federico Vogelius, onde pude dar algo do muito que me ensinara Carlos Quijano em meus tempos do semanário “Marcha”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revista “Crisis” tinha um nome bem deprimente, mas era uma jubilosa celebração da cultura vivida como comunhão coletiva, uma festa do vínculo humano encarnado na palavra compartilhada. Queríamos compartilhar a palavra, como se fosse pão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sobreviventes daquela experiência criadora, que morreu afogada pela ditadura militar, continuamos a acreditar no que então acreditávamos. Acreditávamos, acreditamos, que para não ser mudo é preciso começar por não ser mudo, e que o ponto de partida de uma cultura solidária está nas bocas dos que fazem cultura sem saber que a fazem, anônimos conquistadores dos sóis que as noites escondem, e eles, e elas, são também os que fazem história sem saber que a fazem. Porque a cultura, quando é verdadeira, cresce do pé, como alguma vez cantou Alfredo Zitarrosa, e a partir do pé cresce a história. Só o que se faz a partir de cima é o poço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ditadura militar acabou com a revista e exterminou muitas outras expressões de fecundidade social. Os fabricantes de poços castigaram o imperdoável pecado do vínculo, a solidariedade cometida em suas múltiplas formas possíveis, e a máquina do desvínculo continuou trabalhando a serviço de uma tradição colonial, imposta pelos impérios que nos dividiram para reinar e que nos obrigam a aceitar a solidão como destino. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;À primeira vista, o mundo parece uma multidão de solidões amontoadas, todos contra todos, salve-se quem puder. Mas o senso comum, o senso comunitário, é um bichinho duro de matar. Ainda há quem espera a esperança, alentada pelas vozes que ressoam de nossa origem comum e de nossos assombrosos espaços de encontro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conheço alegria maior do que a de nos reconhecermos nos demais. Talvez essa seja, para mim, a única imortalidade digna de fé. Reconhecer-me nos demais, reconhecer-me em minha pátria e em meu tempo, e também reconhecer-me em mulheres e homens que são meus compatriotas, nascidos em outras terras, e reconhecer-me em mulheres e homens que são meus contemporâneos, vividos em outros tempos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mapas da alma não têm fronteiras. IPS/Envolverde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Eduardo Galeano é escritor e jornalista uruguaio, autor de As Veias Abertas da América Latina, Memórias do Fogo e Espelhos: Uma História Quase Universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Envolverde/IPS)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-1732104634172815177?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/1732104634172815177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=1732104634172815177&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/1732104634172815177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/1732104634172815177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/07/os-mapas-da-alma-nao-tem-fronteiras.html' title='Os mapas da alma não têm fronteiras'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-5383629776510242374</id><published>2009-07-12T23:26:00.004-02:00</published><updated>2009-07-12T23:29:23.985-02:00</updated><title type='text'>A morte dos rios não traz desenvolvimento.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/SlqNol3FulI/AAAAAAAACBA/iavDPC9dZoM/s1600-h/manancial1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/SlqNol3FulI/AAAAAAAACBA/iavDPC9dZoM/s320/manancial1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357750435208084050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo de Ruben Siqueira&lt;br /&gt;EcoDebate, 11/07/2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[EcoDebate] A civilização nasceu entre os rios Tigre, Eufrates e Nilo, o chamado “Crescente Fértil”. Mais tarde Roma desenvolveu-se à beira do Tibre e de seu império fez-se a “civilização ocidental cristã”. Esta, hoje, na sua mais grave crise, devia se ver refletida nos rios que poluiu…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil os rios foram os caminhos para a interiorização desta civilização trazida pelos portugueses. As “entradas e bandeiras” paulistas seguiram o rio Tietê. Pelo São Francisco entraram os senhores de terra, postando currais de gado e famílias de escravos – nascia a “civilização do couro” às margens do “rio dos currais”. Antes, os povos originários de Pindorama procuravam os cursos d’água e deles faziam os eixos de suas culturas. Acabaram ensinando o português a tomar banho…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não apenas da civilização humana as águas são a fonte e o sustento, também da incomensurável biodiversidade. Todo mundo já aprendeu, ou deveria, que sem água não há vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, porém, no campo e nas cidades, os rios estão moribundos. De cada dez rios brasileiros sete estão poluídos. Todos os rios que cortam cidades, das megalópolis aos vilarejos, viraram esgotos, latrina, lixeira. Preservar as águas não é da lógica que rege o desenvolvimento. Hoje nos damos conta do grave problema que são a corrosão dos recursos naturais e o lixo excessivo que nosso estilo de vida produz. As águas são as primeiras a sinalizar o início do fim…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da combinação de terra, água, luz solar e zelo feminino, nasceu a agricultura, há 12 mil anos. De lá para cá, a tecnologia evoluiu não só no controle dos fatores de produção agrícola, como até ao ponto de prescindir destes fatores. No vale do São Francisco, há fazendas em que o solo não é mais que sustentáculo da planta, toda a nutrição é artificial, feita por microgotejamento eletrônico. O “agricultor” está sentado ao computador numa sala climatizada, teclando as quantidades de fertilizantes que vão pela água bombeada do rio… Os gases liberados pelos fertilizantes químicos são dos piores de origem agropecuária, que respondem por 25% dos gases de efeito estufa que aquecem o planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calcula-se que nas fazendas de irrigação de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), no São Francisco, sejam despejadas três toneladas de agrotóxicos diariamente. O rio é o destino da maior parte deste veneno. O Brasil tornou-se em 2008 o maior consumidor de agrotóxicos no mundo, perto de 400 mil toneladas, um negócio que mobilizou US$ 7 bilhões. Falta pouco para um quarto do que consome o mundo: 2 milhões de toneladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modelo da moderna agricultura, também chamada “Revolução Verde”, se impôs para “desenvolver” as áreas rurais. A concentração da terra e da água, das sementes e dos investimentos públicos em grandes empresas agropecuárias aumentou a produção, mas de commodities (soja, carne, suco de laranja e, logo, etanol) para exportação e especulação no mercado de capitais. Cai o consumo de arroz e feijão, o que significa má alimentação e fome. As cidades violentas e inseguras, não param de inchar. O campo restou esvaziado para domínio do agronegócio globalizado, miséria camponesa e degradação ambiental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dos sinais mais que evidentes de que por esse caminho não há futuro, vive-se hoje no Brasil franca expansão do agronegócio hidrointensivo, na onda dos agrocombustíveis, falsa solução para o aquecimento global. Intensifica-se a irrigação, que já consome 70% das águas disponíveis do planeta, inclusive no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A transposição de águas do São Francisco para o Nordeste Setentrional é exemplo cabal. A sede humana é só justificativa marqueteira. O verdadeiro interesse é expandir o modelo falido. A irrigação no Nordeste não funcionou como indutora do desenvolvimento, é duvidosa economicamente e um desastre social e ambiental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao par da irrigação e dos esgotos, as barragens e hidrelétricas condenaram nossos rios. E não param de aumentar, sem que não se discutam os custos, nem para que e para quem tanta energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é verdade que “um rio é como um espelho que reflete os valores de uma sociedade”, a nossa não vale o que bebe e come…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esgotado o “desenvolvimento”, precisamos recuperar o “envolvimento”. Aí, só a agroecologia pode nos salvar, salvando a terra, os rios, a agrobiodiversidade, os territórios, as tradições culturais, a soberania alimentar. Nisto os povos originários, sobreviventes à colonização, têm muito a nos ensinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gestão territorial e participativa das águas através dos comitês de bacias poderá até contribuir para piorar o quadro, se for subserviente aos interesses expansionistas do capital. A luta maior é pela revitalização integral. Por isso bradamos “São Francisco vivo, terra e água, rio e povo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ruben Siqueira, Sociólogo, agente da CPT na Bacia do Rio São Francisco, colaborador e articulista do EcoDebate.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-5383629776510242374?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/5383629776510242374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=5383629776510242374&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/5383629776510242374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/5383629776510242374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/07/morte-dos-rios-nao-traz-desenvolvimento.html' title='A morte dos rios não traz desenvolvimento.'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/SlqNol3FulI/AAAAAAAACBA/iavDPC9dZoM/s72-c/manancial1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-5566261794075455344</id><published>2009-07-04T15:12:00.001-02:00</published><updated>2009-07-04T15:15:44.652-02:00</updated><title type='text'>Sobre o tempo, ou a falta dele</title><content type='html'>Por Roberto Patrus-Pena*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira parte &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anúncio chegou via e-mail: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Compro tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um sujeito muito ocupado e tenho andado numa correria danada. Minha solução é comprar tempo. Homens do marketing: quero produtos e serviços que atendam a minha necessidade de ter mais tempo. E quero pagar por isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero tempo para cuidar do lar, tecer eu mesmo a seda do meu casulo. Deixá-lo gostoso e aconchegante, com a adega e a despensa preparadas para receber os amigos. Quero tempo para ir à praça com meu filho, andar de bicicleta por aí, passear com os passos lentos e largos, comendo pipoca, sem aquela pressa dos dias de rush. Quero tempo para rever meus amigos, telefonar nos dias de aniversário, visitá-los para bater papo, tomar café com bolo e colocar os papos em dia. Do tempo que eu conseguir comprar, vou usar um pouco para ficar à toa, olhando o tempo passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero tempo para ficar na cama depois de acordar, espreguiçar lentamente, alongar cada parte do meu corpo preparando-me para mais um dia na vida. Não quero mais o suplício de uma viagem noturna de ônibus para ganhar um dia de férias. Viajar de carro pode não ser perder um dia com a viagem. Quero justamente ter o tempo para gastar com a própria viagem. Em cada curva da estrada, explicar para meus filhos a geografia da região, as plantações, o relevo, a indústria... Preciso parar com esta mania de chegar sempre. O segredo está no caminho. Preciso aprender a “ser o último a sair do avião” como ensinou Gilberto Gil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que quero não é muito. Quero tempo para trabalhar melhor, devotar-me a quem amo e ter momentos de lazer e diversão. Eu sei que vocês, homens do Marketing, têm se esforçado em resolver o meu problema. Eu uso celular, o meu banco é eletrônico, tenho controle remoto de TV, vídeo, som, portão eletrônico, fax, scanner, e tudo o mais quanto a tecnologia possa me oferecer. Mas não adianta. Preciso de mais tempo".&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Segunda parte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta ao email foi a seguinte:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Meu amigo, você sofre de estresse, a doença do tempo. Não procure a solução fora de você, porque o tempo é uma categoria interna. Kant o disse na Filosofia, Einstein o constatou na física. Sêneca escreveu que "não é dos lugares o mal de que sofremos, mas de nós".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu problema está na sua filosofia de vida. Tempo é questão de preferência. A vida exige a eleição de prioridades, e a falta de tempo demonstra a sua dificuldade de escolher. Escolher é renunciar, por isso, o exercício da liberdade não se faz sem alguma angústia. Repito: tempo é questão de prioridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendi o seu problema, mas não procure os homens do Marketing. A solução está dentro de você. Não procure ganhar tempo. Desfrute-o. Não tente comprar tempo. Doe-o a seus projetos prioritários, a si mesmo, e àqueles com quem você vive e trabalha. Do contrário, você não terá tempo nunca. Nem saúde”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Roberto Patrus-Pena é filósofo, psicólogo, professor, psicoterapeuta, mestre em Administração, Doutor em Filosofia. Tem 42 anos, é professor da PUC Minas há 20 anos e espera, daqui a dois anos, ter dedicado a metade da sua vida a essa instituição.  Mora em Belo Horizonte (MG), almoça todos os dias com a família e sabe o valor do seu tempo. Email: robertopatrus@pucminas.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Envolverde/Revista Plurale)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-5566261794075455344?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/5566261794075455344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=5566261794075455344&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/5566261794075455344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/5566261794075455344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/07/sobre-o-tempo-ou-falta-dele.html' title='Sobre o tempo, ou a falta dele'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-8704823767816243294</id><published>2009-06-25T22:54:00.004-02:00</published><updated>2009-06-25T22:59:19.494-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/SkQcdVv9BcI/AAAAAAAAB_A/SzSUiWQZsnI/s1600-h/image001.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 293px; height: 60px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/SkQcdVv9BcI/AAAAAAAAB_A/SzSUiWQZsnI/s320/image001.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351433547603051970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente (Mogdema), articulação que reúne instituições ambientalistas, sindicatos e movimentos sociais da cidade e do campo, viemos manifestar nossa posição sobre o tema em debate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consideramos que o atual Código Florestal representa a tutela MÍNIMA do Estado brasileiro sobre Meio Ambiente. Portanto, É INEGOCIÁVEL e deve ser mantido. As APP e a Reserva Legal são categorias fundamentais do Código que não podem permitir flexibilizações e debates instantâneos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveríamos isto sim, garantir o seu devido cumprimento. Uma fiscalização eficaz e a aplicação das devidas sanções.  Contudo, afirmamos nosso apoio às medidas legais de diferenciação entre pequenos e grandes, a fim de garantir a viabilidade da produção agrícola camponesa, agroecológica e familiar e dos pequenos agricultores. São estes que fortalecem a preservação e a conservação dos ecossistemas e da biodiversidade brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manifestamos total repúdio à utilização de interesses dos pequenos produtores como fachada para promover medidas com o único objetivo de ampliar as atividades voltadas aos interesses do agronegócio.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Este, sem dúvida alguma, o principal vetor do desmatamento, da expansão das monoculturas e de toda a cadeia social e ambiental destrutiva que este setor promove.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Rejeitamos o discurso produtivista e predador da agroexportação em sua lógica tacanha e violência estrutural.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As alterações climáticas e o colapso ecológico que já estamos vivenciando hoje são provocadas e agravadas pelo modelo agrícola petro-dependente, que produz mercadorias tóxicas e não alimentos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A fragilidade e o grau de exploração da agricultura familiar integrada às cadeias do agronegócio denunciam a urgência de políticas públicas, que assegurem a transição agroecológica e a viabilidade econômica destas famílias.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O direito coletivo ao meio ambiente é garantido pela Constituição, sendo fundamentalmente uma norma federal e como tal deve ser mantido. No caso do Rio Grande, o pouco que se vê de cumprimento da legislação depende exclusivamente do regramento federal.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por aqui, assistimos hoje uma situação absolutamente inaceitável e sem precedentes na história política gaúcha. Interesses privado se sobrepondo ao que é de direito público.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O conflito de interesses é gritante: o secretário estadual do Meio Ambiente, Sr. BERFRAN ROSADO, eleito deputado estadual liderou a auto-proclamada “Frente Parlamentar Pró-florestamento”, conhecida como Bancada da Celulose.&lt;br /&gt;Existem pródigos e documentados exemplos das manobras que sob sua condução, para garantir interesses do eucaliptal, promoveu a desarticulação dos processos de licenciamento nos órgãos ambientais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação no Rio Grande também piora (e muito), quando o sr. Secretário do Meio Ambiente acumula a presidência do Conselho Estadual do Meio Ambiente (CONSEMA), onde, também a disparidade das vagas entre as organizações da sociedade civil e as entidades ligadas a produção e à industria, resulta na crônica prevalência dos interesses corporativos e poluidores sob um manto de ‘instância participativa’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É notório em todo o país, que no Executivo gaúcho hoje, a corrupção é estrutural. Também propulsora da devastação ambiental. As irregularidades em processos de licenciamento para obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), dão o tom da degradação; tráfico de influência e suspeita de favorecimento, desvio de recursos públicos em obras de saneamento, barragens e projetos de irrigação, que vão afetar drasticamente a vida das populações, suas culturas e biodiversidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desmonte da legislação ambiental em curso manifesto na proposta de mudança do Código Florestal vai ampliar o desmatamento, justamente quando a preservação da biodiversidade é fundamental para combater as mudanças climáticas que afetam o conjunto da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendemos a ofensiva sobre o Código Florestal como parte da reorganização do marco legal ambiental, para atender a expansão territorial do agronegócio, especialmente da nova frente da agroenergia e dos agrocombustíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rejeitamos condicionar a preservação ambiental aos mecanismos de mercado e à lógica mercantil, assim como denunciamos a criação de novos mercados de água, da biodiversidade e do carbono. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São as relações de poder e os regimes de apropriação, uso e acesso dos recursos naturais que estão na base de todas as economias e todas as sociedades, desde sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modelo implantado no campo está na raiz de um sistema político que condiciona toda a sociedade. A violência do modelo dos agronegócios se manifesta diariamente: na expulsão dos camponeses, nos conflitos do campo, na compra de terras por estrangeiros, na apropriação dos recursos naturais, na concentração de terras, na desertificação, na contaminação por agrotóxicos e transgênicos, na destruição da biodiversidade, no êxodo rural e no crescimento dos cinturões de miséria ao redor dos centros urbanos, no desemprego e precarização do trabalho, na fome e na desnutrição, nas doenças e mortes por causas evitáveis, na perda de nossos patrimônios alimentares e na colonização da nossa cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso papel como Movimento Social está na ecologização da política e na politização da ecologia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Porto Alegre, 25 de Junho de 2009&lt;br /&gt;Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-8704823767816243294?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/8704823767816243294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=8704823767816243294&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/8704823767816243294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/8704823767816243294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/06/manifesto-do-movimento-gaucho-em-defesa.html' title=''/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/SkQcdVv9BcI/AAAAAAAAB_A/SzSUiWQZsnI/s72-c/image001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-5403130885819771484</id><published>2009-06-24T18:43:00.002-02:00</published><updated>2009-06-24T20:22:33.134-02:00</updated><title type='text'>Audiência Pública sobre o Código Florestal com Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc</title><content type='html'>Galera...(é o PACHECO quem fala...)&lt;br /&gt;O Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente – MoGDeMA – convoca em regime de máxima urgência para participar da:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Audiência Pública sobre o Código Florestal&lt;br /&gt;com Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dia 25 de Junho, às 14:00 horas&lt;br /&gt;Auditório Dante - Assembléia Legislativa – RS&lt;br /&gt;(chegar com antecedência)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O futuro de toda política ambiental brasileira depende desta legislação. Venha participar deste debate – precisamos ocupar o plenário!&lt;br /&gt;Há uma ofensiva do agronegócio e das monoculturas para alterar drasticamente o conteúdo do código, reduzindo as obrigações dos proprietários. Isto é um absurdo, pois as exigências mínimas que estão em vigor não são cumpridas. Reduzir a Reserva Legal e autorizar a expansão de monocultivos exóticos (eucalipto) será o golpe de morte ao que  ainda resta dos nossos ecossistemas.&lt;br /&gt;Participe e traga sua indignação.  &lt;br /&gt;Carta de Princípios http://mogdema.blogspot.com/ .&lt;br /&gt;Agradecemos desde já e contamos com sua participação&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-5403130885819771484?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/5403130885819771484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=5403130885819771484&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/5403130885819771484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/5403130885819771484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/06/audiencia-publica-sobre-o-codigo.html' title='Audiência Pública sobre o Código Florestal com Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-6658878655225776654</id><published>2009-06-15T12:05:00.001-02:00</published><updated>2009-06-15T12:10:57.046-02:00</updated><title type='text'>Entrevista com o permaculturista Rob Hopkins, criador do movimento Transition Towns (Cidades em Transição)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O mundo em transição – O movimento inglês Transition Towns, criado e disseminado pelo inglês Rob Hopkins, transforma cidades em modelos sustentáveis e independentes de crises externas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine cidades inteiras sustentáveis, baseadas no comércio local, independentes do petróleo e de importações de alimentos. Pois elas já existem graças à visão e ação de Rob Hopkins, criador do movimento Transition Towns (Cidades em Transição). Assustado com a dependência exterior do Reino Unido em combustível e alimentação e sabendo que esse cenário de mudança climática e escassez de petróleo só irá piorar nos próximos anos, Rob decidiu que apenas suas ações individuais como permaculturista não iriam bastar.  Matéria de Thais Oliveira / Edição de Mônica Nunes, no Planeta Sustentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a sua vasta experiência em ecovilas e como professor de universidade, construiu um plano de mudança com o objetivo de alcançar a resiliência que, neste caso, significava a capacidade de sobreviver a choques externos como a escassez do petróleo, crises na produção de alimentos, falta de água e energia. Incluiu, nesse plano, todos os setores da sociedade – governo, setor privado e cidadãos – e todos os aspectos da vida cotidiana – saúde, educação, transporte, economia, agricultura e energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua primeira vitória foi em 2005, em Kinsale, na Irlanda, onde ensinava na universidade local, com a histórica decisão que levou o município todo a adotar o movimento como seu plano de gestão. Hopkins mudou-se então para Totnes, na Inglaterra, e transformou-a em vitrine do movimento. Devagar, a cidade de 8 mil mil habitantes pretende chegar em 2030 totalmente transformada e independente. Hoje já são mais de 110 cidades, bairros e até ilhas em 14 países do mundo convertidas na Transição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito é simples – apesar de trabalhoso – e flexível. Segundo Hopkins, cada comunidade adapta os doze passos iniciais do movimento à sua realidade e capacidade. Esses itens são apenas guias de como começar a quebrar a nossa dependência do petróleo, revendo os modelos de economia, comida, habitação e energia. Assim, essas cidades funcionam tanto no Japão quanto nos Estados Unidos ou no Chile. A idéia é parar de depender – ou depender minimamente – da tecnologia e voltar ao tempo onde não precisávamos de geladeiras, carros, tratores e aviões. Técnicas e conhecimentos dos nossos avós e ancestrais são valorizados e resgatados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das frentes do movimento reeduca a população e estudantes em aptidões como costura, gastronomia, agricultura familiar, pequenos concertos e artes manuais como marcenaria. Iniciativas incluem a criação de jardins comunitários para plantio de comida, troca de resíduo entre indústrias ou simplesmente o reparo de itens velhos, ao invés de jogá-los no lixo. O investimento em transporte público e a troca do carro pela bicicleta é inevitável para a redução das emissões de carbono. Em Totnes até uma nova moeda – a libra de Totnes – foi criada para incentivar e facilitar transações com produtores locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente dos fatalistas que prevêem o fim do mundo em 2012 ou quadros horríveis de fome, seca e morte, os adeptos do Transition Towns têm uma visão realista, mas positiva, do futuro. Acreditam na ação transformadora de comunidades e no trabalho pesado para mudar as estatísticas. Em entrevista exclusiva ao Planeta Sustentável, Rob Hopkins fala sobre a origem permaculturista do movimento e de seu futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Como surgiu a idéia do Transition Towns?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a idéia do movimento surgiu através do meu trabalho como permacultor e professor de permacultura nos últimos dez anos. Quando comecei a me aprofundar sobre a crise de combustível e mudança climática, as ferramentas de resposta sobre o assunto eram as de permacultura. Mas o que eu percebi é que, apesar de a permacultura ser o sistema de design ideal para isso, o movimento é ainda muito pouco conhecido e tem quase uma aversão embutida ao mainstream. Por isso, o que quis fazer através do Transition foi criar um modelo em que a permacultura fosse implícita ao invés de explícita, que ela estivesse escondida dentro do processo para que as pessoas a descobrissem se assim a desejassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Como você definiria o movimento?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ainda está numa fase inicial de implementação, ainda é muito novo, mas é muito simples. É um modelo de doze passos que leva ao processo de quebra da dependência de combustível. E, assim, abrange tudo: comida, economia, moradia e por aí vai. É aplicar os princípios de permacultura para esse objetivo de independência, mas com a esperança de abranger muito mais pessoas, em todos os setores, não somente os que originalmente se interessariam pelo assunto. O movimento quer ser positivo e focado, mas também muito inclusivo. Ele tenta apelar para todos igualmente. E acho que aí está a chave de seu sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Você conseguiu um fato inédito de incluir governo, comércio, todos os setores nos planos das cidades. Como isso foi feito?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com muito trabalho de persuasão e organização. É muito difícil, mas precisava acontecer. A permacultura precisava avançar muitos passos e rapidamente porque segura peças importantes do quebra-cabeças que vão ser os próximos dez anos. Não temos muito tempo a perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já são mais de 110 comunidades engajadas no movimento, mas apenas uma na América Latina: no Chile. Você acha mais difícil os países em desenvolvimento se engajarem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, existem algumas pessoas interessadas no movimento, mas esse interesse ainda está no nível do contato e não da participação ativa. Acho que os desafios são diferentes porque o que focamos é a idéia de ser resiliente, ou seja, a necessidade de reconstruir o modelo de sociedade. Aqui no Reino Unido, por exemplo, nós desmontamos tudo e acabamos com a possibilidade de nos mantermos de forma independente. Nós nos tornamos dependentes do comércio internacional e compramos o que queremos pelo menor preço possível de outros países. Com isso, nos isolamos e nos colocamos no lugar mais perigoso que existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos países em desenvolvimento ainda há mais independência, mas isso começa a ser desvalorizado, a se perder e a ser destruído. Acho que, nesse caso, a primeira coisa a fazer é colocar o valor de volta na produção de alimentos e nos conhecimentos tradicionais, porque, quando perdemos o valor nessas áreas, é muito difícil recuperar. Mas o movimento se traduz para todos os tipos de sociedade e casos. Não é rigoroso, é apenas um conjunto de princípios que pode ser adaptado a cada realidade, a cada cultura e contexto. É mais um convite do que um modelo rápido e duro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quais são os novos desafios do Transition Towns?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos desenvolvendo um modelo de treinamento, um curso de dois dias em que as pessoas aprendem tudo o que precisam para começar a transformar suas comunidades. Esse treinamento é uma organização que está formando grupos de treinadores em todo o Reino Unido e começa a atuar, também, nos Estados Unidos, Canadá, Japão, Austrália e Nova Zelândia. Também estamos começando a dar consultoria para empresas em como elas podem ser mais independentes de combustível e mais sustentáveis. Trabalhamos também com o governo local para encontrar soluções. Assim, enfrentamos todas as frentes: sociedade, comércio e governo. Além disso, o “The Transition Handbook – from oil dependency to local resilience” (Ed. Green Books) está sendo traduzido em várias línguas e pode ser comprado através do nosso site.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Matéria do sítio Planeta Sustentável, enviada por Edinilson Takara, leitor e colaborador do EcoDebate. www.ecodebate.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-6658878655225776654?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/6658878655225776654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=6658878655225776654&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/6658878655225776654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/6658878655225776654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/06/entrevista-com-o-permaculturista-rob.html' title='Entrevista com o permaculturista Rob Hopkins, criador do movimento Transition Towns (Cidades em Transição)'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-6149863287925806463</id><published>2009-06-14T22:12:00.003-02:00</published><updated>2009-06-14T22:19:41.267-02:00</updated><title type='text'>A cura para as demissões: demitam o patrão!</title><content type='html'>Modelo argentino de controle de fábricas pelos trabalhadores ganha força pelo mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naomi Klein e Avi Lewis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2004, fizemos um documentário chamado “The Take” sobre o movimento argentino de empresas dirigidas pelos trabalhadores. Depois do dramático colapso econômico do país em 2001, milhares de trabalhadores ocuparam suas fábricas fechadas e voltaram a produzir por meio de cooperativas. Abandonados por chefes e políticos, recuperaram salários e indenizações não pagas, ao mesmo tempo em que recuperavam seus postos de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando viajamos pela Europa e América do Norte com o filme, cada sessão de perguntas e respostas terminava com o questionamento: “Tudo isso está indo muito bem na Argentina, mas poderia chegar a ter êxito aqui?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, agora que a economia mundial se assemelha em muito com a da Argentina em 2001 (e por muitas das mesmas razões) há uma nova onda de ação direta entre os trabalhadores dos países ricos. As cooperativas voltam a emergir como uma alternativa prática contra mais demissões. Trabalhadores nos EUA e na Europa começam a formular as mesmas perguntas que seus homólogos latino-americanos: por que tivemos que ser despedidos?, por que não podemos despedir nossos chefes?, por que se permite que um banco dirija nossa empresa enquanto recebem bilhões de dólares do nosso dinheiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 15 de maio, na Cooper Union na Ciudad de Nueva York, participamos de um painel acerca deste fenômeno chamado “Demita seu chefe: a solução de controle pelos trabalhadores de Buenos Aires a Chicago.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encontro contou com a presença de representantes do movimento na Argentina, assim como de trabalhadores da famosa luta de "Republic Windows and Doors" em Chicago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma boa maneira de escutar diretamente aqueles que tratam de reconstruir a economia desde a base e que necessitam de um apoio significativo do público, assim como dos responsáveis políticos e todos os níveis do governo. Para os que não puderam ir a Cooper Union, segue um breve resumo dos recentes acontecimentos no mundo das fábricas controladas por trabalhadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Argentina&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Argentina, inspiração direta para muitas ações dos trabalhadores, tem havido mais formas de tomada de fábrica nos últimos 4 meses do que nos últimos 4 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Arrufat, fabricante de chocolates com uma história de 50 anos, foi bruscamente fechada no final de 2008. Trinta empregados ocuparam a planta e, apesar da imensa dívida com o poder público deixada pelos antigos proprietários, estão produzindo chocolates a luz do dia, utilizando geradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um empréstimo de menos de 5 mil dólares do The Working World, uma ONG de fundo financeiro iniciada por um admirador do "The Take", puderam produzir 17 mil ovos de Páscoa para o maior feriado do ano. Obtiveram um lucro de 75 mil dólares, cada um levou 1 mil dólares para casa e destinaram o restante para a produção futura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Reino Unido&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Visteon é uma fabricante de autopeças que foi descartada pela Ford no ano 2000. Centenas de trabalhadores receberam um aviso-prévio de 6 minutos. Duzentos trabalhadores em Belfast sentaram-se sobre o teto de sua fábrica, outros duzentos seguiram este exemplo no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante as seguintes semanas, a Visteon aumentou seu pacote de indenização em até 10 vezes mais que sua oferta inicial, mas a companhia se nega a colocar este dinheiro nas contas bancárias dos trabalhadores até que estes abandonem as plantas da fábrica, e eles, por sua vez, se negam a sair até que recebam o valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Irlanda&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma fábrica na qual os trabalhadores produzem o lendário cristal de Waterford, foi ocupada durante sete semanas no início deste ano quando a matriz Waterford Wedgewood declarou falência depois de ser adquirida por uma empresa privada de investimentos dos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A companhia estadunidense tem colocado até agora 10 milhões de euros em um fundo de indenização e realiza negociações para conservar alguns dos postos de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Canadá&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o colapso das três grandes da indústria automotiva estadunidense, tem havido, até agora, quatro ocupações de plantas pela Canadian Auto Workers durante este ano. Em cada caso, as fábricas estavam fechando e os trabalhadores não recebiam a compensação que tinham direito. Ocuparam as fábricas para impedir que as máquinas fossem retiradas e o fizeram como meio de pressão para obrigar que as companhias voltassem à mesa de negociações – precisamente na mesma dinâmica adotada pelos trabalhadores argentinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;França&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na França, está acontecendo uma nova onda de "sequestro de chefes" durante este ano, nos quais os empregados enfurecidos detêm seus chefes em fábricas que seriam fechadas. As companhias em questão até agora incluem a Caterpillar, 3M, Sony e Hewlett Packard.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levaram um prato de mexilhões e batatas fritas ao executivo da 3M, durante sua dura experiência de uma noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma comédia de êxito na França durante esta primavera foi um filme chamado "Louise-Michel," na qual um grupo de trabalhadoras contrata um assassino para que mate o seu chefe depois de este ter fechado sua fábrica sem aviso-prévio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dirigente sindical francês disse em março: “os que semeiam a miséria colhem violência. A violência é cometida por aqueles que fecham postos de trabalho, não pelos que os defendem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em maio, mil trabalhadores da siderurgia interromperam a reunião anual de acionistas da ArcelorMittal, a maior companhia siderúrgica do mundo. Ocuparam a central da companhia em Luxemburgo, romperam portas, quebraram janelas e enfrentaram a polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Polônia&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também em maio, no sul da Polônia, no maior produtor avícola da Europa, milhares de trabalhadores bloquearam a entrada do QG da companhia em protesto contra os cortes de salários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;EUA&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, em seguida, há a famosa história da Republic Windows and Doors: 260 trabalhadores ocuparam sua planta durante seis dias que estremeceram o mundo em Chicago, em dezembro passado. Com uma habilidosa campanha contra o maior credor da empresa, o Bank of America ("vocês foram resgatados e nós fomos vendidos!"), e uma massiva solidariedade internacional, obtiveram as indenizações que lhes deviam. E, além disso – a planta reabriu sob nova direção, produzindo janelas de energia solar e todos os trabalhadores foram reintegrados aos seus antigos postos, com os mesmos salários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, Chicago se converteu numa tendência. Hartmarx é uma companhia de 122 anos que produz trajes de executivos, incluindo o azul marinho que Barack Obama usou na noite da eleição e o smoking e sobretudo que usou em sua posse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A empresa está em bancarrota. Seu maior credor é o Wells Fargo, que recebeu uma ajuda de 25 bilhões de fundos públicos. Ainda que haja duas ofertas para comprar a companhia e mantê-a em operação, a Wells Fargo quer liquidá-la. Em maio, 650 trabalhadores votaram pela ocupação da fábrica em Chicago se o banco seguir em frente com a liquidação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Naomi Klein é jornalista, escritora e ativista canadense e Avi Lewis é documentarista canadense.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Matéria extraída da página www.brasildefato.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-6149863287925806463?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/6149863287925806463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=6149863287925806463&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/6149863287925806463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/6149863287925806463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/06/cura-para-as-demissoes-demitam-o-patrao.html' title='A cura para as demissões: demitam o patrão!'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-3062337507166930331</id><published>2009-06-13T17:36:00.001-02:00</published><updated>2009-06-13T17:50:49.057-02:00</updated><title type='text'>Nota de apoio e solidariedade à luta dos povos indígenas da Amazônia Peruana*</title><content type='html'>A COIAB (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira) e as entidades da Campanha "Povos Indígenas na Amazônia: Presente e Futuro da Humanidade" acompanham com extrema preocupação o conflito desencadeado pela violenta repressão governamental contra a mobilização indígena na Amazônia peruana e repudiam veementemente as atrocidades cometidas. Os assassinatos podem passar de 100, entre eles 30 indígenas do povo Awajun.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As reivindicações para um desenvolvimento que respeite a vida humana e atendem a necessidade de uma relação diferenciada com o ambiente integram hoje a pauta dos organismos internacionais quanto à preservação e o futuro do nosso planeta. Motivo pelo qual manifestamos nosso integral apoio a esses povos por tratar-se de uma luta justa e legítima contra o Tratado de Livre Comércio, TLC entre Peru e EUA e os decretos que viabilizam sua implantação, entregando a exploração das riquezas naturais da Amazônia, inclusive nas terras indígenas, a empresas multinacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordos bilaterais semelhantes foram firmados com outros países da América do Sul sob protestos das populações tradicionais e fortemente rechaçados em outros, onde os interesses de companhias, sobretudo norte americanas, tentaram se instalar.&lt;br /&gt;A luta contra esses acordos é de todos os povos da Amazônia. Se for consentida a exploração dos recursos naturais na selva peruana no modo como vem sendo imposto, certamente nós também, do lado brasileiro, sofreremos as conseqüências do desmatamento, da poluição e da destruição das nascentes dos cursos d´água e rios que formam a bacia amazônica, além das conseqüências inevitáveis para as mudanças climáticas atualmente debatidas por todos os segmentos preocupados com o futuro do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Denunciamos o desenvolvimento terrorista que destrói e mata e condenamos todo e qualquer acordo bilateral ou multilateral que não respeite o direito dos povos indígenas de opinar sobre seus territórios e direitos, tal como previsto pela Convenção 169 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), nem aqueles nocivos à soberania de nossos países e potencialmente destruidores dos recursos naturais existentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somamo-nos a todas as organizações indígenas, parceiros do movimento indígena e entidades da sociedade civil que exigem do governo peruano a correta investigação, a apuração dos fatos e a condenação dos culpados pelas ações que resultaram em tantos mortos, feridos e desaparecidos, cuja divulgação oficial não reflete o número real tendo por base as denúncias dos familiares das vítimas dessa violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclamamos todos a somarem com a luta dos povos indígenas pelo resgate do sentido fundamental da vida (bem viver de todos os seres) para o projeto de futuro da humanidade e do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manaus, 10 de junho de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coiab - Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira&lt;br /&gt;Cimi - Conselho Indigenista Missionário&lt;br /&gt;Secoya - Serviço de Cooperação com o povo Yanomami.&lt;br /&gt;Sares - Serviço de Ação e Reflexão Social&lt;br /&gt;Dep. Antropologia/Programa de Pós Graduação em Antropologia Social/Museu Amazônico da UFAM.&lt;br /&gt;Equipe Itinerante&lt;br /&gt;Central Única dos Trabalhadores - CUT/AM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Matéria retirada do site www.adital.com.br&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-3062337507166930331?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/3062337507166930331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=3062337507166930331&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/3062337507166930331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/3062337507166930331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/06/nota-de-apoio-e-solidariedade-luta-dos.html' title='Nota de apoio e solidariedade à luta dos povos indígenas da Amazônia Peruana*'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-1647524023213017145</id><published>2009-06-04T23:50:00.001-02:00</published><updated>2009-06-04T23:50:41.791-02:00</updated><title type='text'>O Consumismo</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0vN-_gc8hMs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/0vN-_gc8hMs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-1647524023213017145?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/1647524023213017145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=1647524023213017145&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/1647524023213017145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/1647524023213017145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/06/o-consumismo.html' title='O Consumismo'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-3415333325236088425</id><published>2009-06-04T23:22:00.006-02:00</published><updated>2009-06-07T20:46:58.096-02:00</updated><title type='text'>Hobsbawm: a Era das Incertezas</title><content type='html'>MST *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adital -&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por Verena Glass&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em entrevista exclusiva à Revista Sem Terra, o historiador Eric Hobsbawm apresenta ao leitor sua avaliação das origens, efeitos e desdobramentos da crise mundial.&lt;br /&gt;Desde que sua magnitude se fez sentir, com seus capítulos ambiental, climático, energético, alimentar e, por fim, econômico, acadêmicos, sociólogos, economistas, políticos e lideranças sociais procuram entender e explicar suas causas, e analisar e prever suas conseqüências. Muitos têm buscado respostas e soluções apenas no próprio universo econômico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros concluíram que vivemos uma crise civilizatória, e que o capitalismo implodiu por seus próprios desmandos. Mas ninguém parece ter respostas definitivas sobre o que nos prepara o futuro. Assim também Hobsbawm, o maior historiador marxista da atualidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 92 anos, o autor de algumas das mais importantes obras acerca da história recente da humanidade, como "A Era das Revoluções" (sobre o período de 1789 a 1848), "A Era do Capital" (1848-1875), "A Era dos Impérios" (1875-1914) e "A Era dos Extremos - O Breve Século 20", lançado em 1994, não arrisca previsões sobre como será o mundo pós-crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta entrevista, concedida por e-mail de Paris, porém, Hobsbawm apresenta suas opiniões como contribuição ao debate. De certezas, apenas a de que, se a humanidade não mudar os rumos da sua convivência mútua e com o planeta, o futuro nos preserva maus agouros. Cético e ao mesmo tempo esperançoso, não acredita que uma nova ordem mundial surgirá das cinzas do pós-crise, mas acha que ainda existem forças capazes de propor novas formas de organização e cultura políticas e sociais, como o MST.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revista Sem Terra - O planeta vive hoje uma crise que abalou as estruturas do capitalismo mundial, atinge indiscriminadamente atores em nada responsáveis pela sua eclosão, e que talvez seja um dos mais importantes "feitos" da moderna globalização. Na sua avaliação, quais foram os fatores e mecanismos que levaram a esta situação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eric Hobsbawm - Nos últimos quarenta anos, a globalização, viabilizada pela extraordinária revolução nos transportes e, sobretudo, nas comunicações, esteve combinada com a hegemonia de políticas de Estado neoliberais, favorecendo um mercado global irrestrito para o capital em busca de lucros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No setor financeiro, isto ocorreu de forma absoluta, o que explica porque a crise do desenvolvimento capitalista ocorreu ali. Apesar do fato de que o capitalismo sempre - e por natureza - opera por meio de uma sucessão de expansões geradoras de crises, isto criou uma crise maior e potencialmente ameaçadora para o sistema, comparável à Grande Depressão que se seguiu a 1929, mesmo que seja cedo para avaliarmos todo o seu impacto. Um problema maior tem sido que a tendência de declínio das margens de lucro, típico do capitalismo, tem sido particularmente dramática porque os operadores financeiros, acostumados a enormes ganhos com investimentos especulativos em épocas de crescimento econômico, têm buscado mantê-los a níveis insustentáveis, atirando-se em investimentos inseguros e de alto risco, a exemplo dos financiamentos imobiliários "subprime" nos EUA. Uma enorme dívida, pelo menos quarenta vezes maior do que a sua base econômica atual foi assim criada, e o destino disso era mesmo o colapso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RST - Como resposta à crise econômica, governos e instituições financeiras estão concentrados em salvar os sistemas bancário e financeiro, opção que tem sido considerada uma tentativa de cura do próprio vetor causador do mal. No que deve resultar este movimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EH - Um sistema de crédito operante é essencial para qualquer país desenvolvido, e a crise atual demonstra que isso não é possível se o sistema bancário deixa de funcionar. Nesse sentido, as medidas nacionais para restaurá-lo são necessárias. Mas o que é preciso também é uma reestruturação do Estado por exemplo, através das nacionalizações, a "desfinanceirização" do sistema e a restauração de uma relação realista entre ativos e passivos econômicos. Isso não pode ser feito simplesmente combinando vastos subsídios para os bancos com uma regulação futura mais restrita. De toda forma, a depressão econômica não pode ser resolvida apenas via restauração do crédito. São essenciais medidas concretas para gerar emprego e renda para a população, de quem depende, em última instância, a prosperidade da economia global.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;RST - Antes de se agudizar o caos econômico, o mundo começou a sofrer uma sucessão de abalos sociais e ambientais, como a falta global de alimentos, as mudanças climáticas, a crise energética, as crises humanitárias decorrentes das guerras, entre outros. Como você avalia estes fatores na perspectiva do paradigma civilizatório e de desenvolvimento do capitalismo moderno?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EH - Vivemos meio século de um crescimento exponencial da população global, e os impactos da tecnologia e do crescimento econômico no ambiente planetário estão colocando em risco o futuro da humanidade, assim como ela existe hoje. Este é o desafio central que enfrentamos no século 21. Vamos ter que abandonar a velha crença - imposta não apenas pelos capitalistas - em um futuro de crescimento econômico ilimitado na base da exaustão dos recursos do planeta. Isto significa que a fórmula da organização econômica mundial não pode ser determinada pelo capitalismo de mercado que, repito, é um sistema impulsionado pelo crescimento ilimitado. Como esta transição ocorrerá ainda não está claro, mas se não ocorrer, haverá uma catástrofe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RST - O capitalismo tem adquirido, cada vez mais, uma força hegemônica na agricultura com o crescimento do agronegócio. Muitos defendem que a Reforma Agrária não cabe mais na agenda mundial. Como vê este debate e a luta pela terra de movimentos sociais como o MST e a Via Campesina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EH - A produção agrícola necessária para alimentar os seis bilhões de seres humanos do planeta pode ser fornecida por uma pequena fração da população mundial, se compararmos com o que era no passado. Isso levou tanto a um declínio dramático das populações rurais desde 1950, quanto a uma vasta migração do campo para as cidades. Também levou a um crescente domínio da agricultura por parte não tanto do grande agronegócio, mas principalmente de empreendimentos capitalistas que hoje controlam o mercado desta produção. Da mesma forma, têm aumentado os conflitos entre agricultores e iniciativas empresariais na disputa pela terra para propósitos não agrícolas (indústrias, mineração, especulação imobiliária, transporte etc.), bem como pela sua posse e pela exploração dos recursos naturais. A Reforma Agrária sem duvida não é mais tão importante para a política como foi há 40 anos, pelo menos Insustentável: crescimento econômico e da população colocam em risco o futuro da amizade na América Latina, mas claramente permanece uma questão central em muitos outros países. Na minha opinião, a crise atual reforça a importância da luta de movimentos como o MST, que é mais social do que econômica. Em tempos de vacas gordas é muito mais fácil ganhar a vida na cidade. Em tempos de depressão, a terra, a propriedade familiar e a comunidade garantem a segurança social e a solidariedade que o capitalismo neoliberal de mercado tão claramente nega aos migrantes rurais desempregados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RST - Na virada do século, um novo movimento global de resistência social tomou corpo através do que ficou conhecido como altermundialismo. Surgiu o Fórum Social Mundial, e grandes manifestações contra a guerra e instituições multilaterais, como a OMC, o G8 e a ALCA, na América Latina, ganharam as ruas. Na sua avaliação, o que resultou destes movimentos? E hoje, como vê estas iniciativas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EH - O movimento global de resistência altermundialista merece o crédito de duas grandes conquistas: na política, ressuscitou a rejeição sistemática e a crítica ao capitalismo que os velhos partidos de esquerda deixaram atrofiar. Também foi pioneiro na criação de um modo de ação política global sem precedentes, que superou fronteiras nacionais nas manifestações de Seattle e nas que se seguiram. Grosso modo, logrou formular e mobilizar uma poderosa opinião pública que seriamente pôs em cheque a ordem mundial neoliberal, mesmo antes da implosão econômica. Seu programa propositivo, porém, tem sido menos efetivo, em função, talvez, do grande número de componentes ideologicamente e emocionalmente diversos dos movimentos, unificados apenas em aspirações muito generalistas ou ações pontuais em ocasiões específicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RST - Principalmente na América Latina, os anos 2000 trouxeram uma série de mudanças políticas para a região com a eleição de governadores mais progressistas. A sociedade civil organizada ganhou espaço nos debates políticos, mas os avanços na garantia dos direitos sociais ainda esperam por uma maior concretização. Como analisa este fenômeno?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EH - O fator mais positivo para a América Latina é a diminuição efetiva da influência política e ideológica - e, na América do Sul, também econômica - dos EUA. Um segundo fator muito importante é o surgimento de governos progressistas - novamente mais fortes na América do Sul - , inspirados pela grande tradição da igualdade, fraternidade e liberdade, que comprovadamente está mais viva aí do que em outras regiões do mundo neste momento. Estes novos regimes têm se beneficiado de um período de altos preços de seus bens de exportação. Quão profundamente serão afetados pela crise econômica, principalmente o Brasil e a Venezuela, ainda não está claro. Suas políticas têm logrado algumas melhorias sociais genuínas, mas até agora não reduziram significativamente as enormes desigualdades econômicas e sociais de seus países. Esta redução deve permanecer a maior prioridade de governos e movimentos progressistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RST - Diante da crise civilizatória, do fracasso do capitalismo e da inoperância dos sistemas multilaterais, que não foram aptos a enfrentar as grandes questões mundiais, as esquerdas têm se debatido na busca de alternativas; mas nem consensos nem respostas parecem despontar no horizonte. Haveria, em sua opinião, a possibilidade real da construção de um novo socialismo, uma nova forma de lidar com o planeta e sua gente, capaz de enfrentar a hegemonia bélica, econômica e política do neoliberalismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EH - Eu não acredito que exista uma oposição binária simples entre "um novo socialismo" e a "hegemonia do capitalismo". Não existe apenas uma forma de capitalismo. A tentativa de aplicar um modelo único, o "fundamentalismo de mercado" global anglo-americano, é uma aberração histórica, que potencialmente colapsou agora e não pode ser reconstruída. Por outro lado, o mesmo ocorre com a tentativa de identificar o socialismo unicamente com a economia centralizada planejada pelo Estado dos períodos soviético e maoísta. Esta também já era (exceto talvez se nosso século for reviver os períodos temporários de guerra total do século 20). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da atual crise, o capitalismo não vai desaparecer. Vai se ajustar a uma nova era de economias que combinarão atividades econômicas públicas e privadas. Mas o novo tipo de sistemas mistos tem que ir além das várias formas de "capitalismo de bem estar" que dominou as economias desenvolvidas nos trinta anos que se seguiram à Segunda Guerra Mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve ser uma economia que priorize a justiça social, uma vida digna para todos e a realização do que Amaratya Sen chama de potencialidades inerentes aos seres humanos. Deve estar organizada para realizar o que está além das habilidades do mercado dos caçadores-de-lucro, principalmente para confrontar o grande desafio da humanidade neste século 21: a crise ambiental global. Se este novo sistema se comprometer com os dois objetivos, poderá ser aceitável para os socialistas, independente do nome que lhe dermos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior obstáculo no caminho não é a falta de clareza e concordância entre as esquerdas, mas o fato de que a crise econômica global coincide com uma situação internacional muito perigosa, instável e incerta, que provavelmente não estabelecerá uma nova estabilidade por algum tempo. Entrementes, não há consenso ou ações comuns entre os Estados, cujas políticas são dominadas por interesses nacionais possivelmente incompatíveis com os interesses globais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RST - Conceitos como solidariedade, cooperação, tolerância, justiça social, sustentabilidade ambiental, responsabilidade do consumidor, desenvolvimento sustentável, entre outros, têm encontrado eco, mesmo de forma ainda frágil, na opinião pública. Acredita que estes princípios poderão, no futuro, ganhar força e influenciar a ordem mundial? Vê algum caminho que possa aproximar a humanidade a uma coabitação harmoniosa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EH - Os conceitos listados estão mais para slogans do que para programas. Eles ou ainda precisam ser transformados em ações e agendas (como a redução de gases de efeito estufa, encorajada ou imposta pelos governos, por exemplo), ou são subprodutos de situações sociais mais complexas (como "tolerância", que existe efetivamente apenas em sociedades que a aceitam ou que estão impedidas de manter a intolerância). Eu preferiria pensar na "cooperação" não apenas como um ideal generalista, mas como uma forma de conduzir as questões humanas, como as atividades econômicas e de bem estar social. Me entristece que a cooperação e a organização mútua, que eram um elemento tão importante no socialismo do século 19, desapareceram quase que completamente do horizonte socialista do século 20 - mas felizmente não da agenda do MST. Espero que esta lista de conceitos continue conquistando o apoio e mobilize a opinião pública para pressionar efetivamente os governos. Não acredito que a humanidade alcançará um estado de "coabitação harmoniosa" num futuro próximo. Mas mesmo se nossos ideais atualmente são apenas utopias, é essencial que homens e mulheres lutem por elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RST - O senhor, que estudou com profundidade a história do mundo e as relações humanas nos últimos séculos, o que espera do futuro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EH - Se a crise ambiental global não for controlada, e o crescimento populacional estabilizado, as perspectivas são sombrias. Mesmo se os efeitos das mudanças climáticas possam ser estabilizados, produzirão enormes problemas que já são sentidos, como a crescente competição por recursos hídricos, a desertificação nas zonas tropicais e subtropicais, e a necessidade de projetos caros de controle de inundações em regiões costeiras. Também mudarão o equilíbrio internacional em favor do hemisfério Norte, que tem largas extensões de terras árticas e subárticas passíveis de serem cultivadas e industrializadas. Do ponto de vista econômico, o centro de gravidade do mundo continuará a se mover do Oeste (América do Norte e Europa) para o Sul e o Leste asiático, mas o acúmulo de riquezas ainda possibilitará às populações das velhas regiões capitalistas um padrão de vida muito superior às dos emergentes gigantes asiáticos. A atual crise econômica global vai terminar, mas tenho dúvidas se terminará em termos sustentáveis para além de algumas décadas. Politicamente, o mundo vive uma transição desde o fim da Guerra Fria. Se tornou mais instável e perigoso, especialmente na região entre Marrocos e Índia. Um novo equilíbrio internacional entre as potências - os EUA, China, a União Européia, Índia e Brasil - presumivelmente ocorrerá, o que poderá garantir um período de relativa estabilidade econômica e política, mas isto não é para já. O que não pode ser prevista é a natureza social e política dos regimes que emergirão depois da crise. Aqui as experiências do passado não podem ser aplicadas. O historiador pode falar apenas das circunstâncias herdadas do passado. Como diz Karl Marx: a humanidade faz a sua própria história. Como a fará e com que resultados, muitas vezes inesperados, são questões que ultrapassam o poder de previsão do historiador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Brasil&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-3415333325236088425?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/3415333325236088425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=3415333325236088425&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/3415333325236088425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/3415333325236088425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/06/hobsbawm-era-das-incertezas.html' title='Hobsbawm: a Era das Incertezas'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-8928875258093125903</id><published>2009-06-04T23:16:00.003-02:00</published><updated>2009-06-04T23:21:00.199-02:00</updated><title type='text'>Boicotemos as empresas que destroem o ambiente</title><content type='html'>Francesca Caferri *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adital -&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Nesta entrevista, a física e ativista ambiental indiana Vandana Shiva comenta a importância da defesa da Amazônia e da biodiversidade que a área concentra. E afirma que, nesse sentido, os índios têm muito a nos ensinar.&lt;br /&gt;Eis a entrevista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhora Shiva, por que essa é uma questão global?&lt;br /&gt;- A Amazônia não é só uma floresta. Não é só do Brasil. É, antes de tudo, o maior depósito de biodiversidade do mundo, a contribuição mais importante para a estabilidade climática e hidrogeológica que restou na terra. Por isso, é uma questão mundial. E posso dizer, por ter visto com os meus próprios olhos, que a destruição que está ocorrendo ali e a luta ímpar dos índios contra as empresas que querem madeira e matérias-primas e a quem não importa nada deles é uma questão global, e como tal deve ser tratada. Pelos governos em primeiro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que deveriam fazer?&lt;br /&gt;- Deveriam, sobretudo, se esquecer da palavra lucro quando se fala sobre essa área do mundo. Os únicos investimentos na Amazônia deveriam ser dirigidos para se garantir a sua sobrevivência e proteção. Só isso deveria ser considerado um ganho, em termos de estabilidade. O que eu espero concretamente é a formação de uma aliança global entre os países em nome da conservação da Amazônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O G8 que ocorrerá em algumas semanas na Itália tem a proteção do meio ambiente e as mudanças climáticas entre os pontos principais da sua agenda. A senhora acredita que o discurso sobre a Amazônia pode ser enfrentado ali?&lt;br /&gt;- Francamente, não espero muito do G8. Espero muito mais do G20, a cúpula ampliada à qual tomam parte os países chamados emergentes e, nesse caso, o Brasil. É essa a sede para se estimular uma mudança. O que aconteceu desde setembro do ano passado até hoje - a crise dos mercados, o estouro da bolha dos empréstimos, a crise financeira global - deveria nos ensinar alguma coisa. Que o modelo de desenvolvimento cego, que destrói tudo ao seu redor, que aponta só ao lucro, não funciona. Não funciona mais. Porém, esse é o modelo de desenvolvimento que está destruindo a Amazônia. Para olhar para o futuro, devemos pensar em um modelo diferente, iluminado, eu o definiria. Onde a ideia de futuro e a de desenvolvimento convivam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nesse modelo, que papel tem os consumidores finais? Como a senhora sabe, o Greenpeace os chama em causa diretamente, colocando no patíbulo marcas que estão entre as mais conhecidas do mundo…&lt;br /&gt;- Os consumidores podem muito. A primeira coisa a fazer é estabelecer uma moratória internacional sobre qualquer bem que esteja ligado de qualquer modo à destruição da Amazônia. Isso cabe aos governos, mas depois os consumidores também devem ir a campo. Pensemos no que ocorreu com a gripe suína no México: tomados pelo pânico, os consumidores impuseram aos supermercados de todo o mundo que não vendessem mais carne que chegava do México. As exportações entraram em queda em poucos dias. Ou pensemos no movimento que se desenvolveu em muitos países da Europa contra os transgênicos: os protestos impuseram às cadeias de distribuição que fossem "OGM free", pelo menos em parte. Ora, o mesmo pode ser feito para a Amazônia: os consumidores podem fazer pressões sobre os negócios para que não vendam produtos que não seja "Amazon free", que venda só aqueles que respeitam a Amazônia, que não se derivam das suas matérias-primas. E depois deveriam pedir que consumissem só carne local: desse modo, as importações do Brasil entrariam em queda.- Tudo isso criaria um dano grave à economia do país: e não podemos esquecer que falamos de um Estado em que boa parte da população ainda vive na pobreza…- A maior parte dos cultivos e das criações na Amazônia é ilegal. Quem ganha com essa economia são os que comercializam de modo ilegal, não o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Falemos das populações indígenas: como a senhora sabe, muitos defendem que a proximidade com a "civilização" é um bem para eles. Qual é a sua opinião?&lt;br /&gt;- Eu não estou de acordo. Se olharmos para o futuro e para aquilo que nos ajuda a ir para frente, entenderemos que o elemento fundamental é uma relação balanceada com a terra. Um sistema de conhecimento e de vida que não seja baseado na exploração, mas na harmonia. Nessa matéria, os índios têm muito a nos ensinar. Certamente não são primitivos. Primitivos me parecem ser antes aqueles que querem caçá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Entrevista publicada no jornal La Repubblica, 01-06-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Divulgada pelo IHU-Unisinos]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-8928875258093125903?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/8928875258093125903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=8928875258093125903&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/8928875258093125903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/8928875258093125903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/06/francesca-caferri-adital-nesta.html' title='Boicotemos as empresas que destroem o ambiente'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-458461928090345085</id><published>2009-06-04T13:19:00.001-02:00</published><updated>2009-06-04T13:22:15.247-02:00</updated><title type='text'>"Se o campo e a cidade se unir a burguesia não vai resistir"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/SifmIPiExnI/AAAAAAAAB-I/odzKvfaXWXc/s1600-h/mst_despejo+sul+de+minas+c%C3%B3pia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/SifmIPiExnI/AAAAAAAAB-I/odzKvfaXWXc/s320/mst_despejo+sul+de+minas+c%C3%B3pia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343492512181175922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-458461928090345085?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/458461928090345085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=458461928090345085&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/458461928090345085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/458461928090345085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/06/blog-post.html' title='&quot;Se o campo e a cidade se unir a burguesia não vai resistir&quot;'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/SifmIPiExnI/AAAAAAAAB-I/odzKvfaXWXc/s72-c/mst_despejo+sul+de+minas+c%C3%B3pia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-3321056718795285164</id><published>2009-05-23T14:28:00.005-02:00</published><updated>2009-05-23T23:12:35.725-02:00</updated><title type='text'>Indiana prega uma drástica redução dos combustíveis fósseis, o fim das monoculturas e dos transgênicos</title><content type='html'>O texto abaixo foi uma sugestão para o Blog do querido amigo e companheiro da nossa luta, Antenor Pacheco. O Pacheco também integra o Coletivo Desenvolvimento Sustentável do SEMAPI e é um dos fundadores do MOGDEMA - Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sequência do texto você pode assistir um vídeo com entrevista de Vandana Shiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma visão radical, Vandana Shiva prega uma drástica redução dos combustíveis fósseis, privilegiando energias renováveis ou até animais, o fim das monoculturas e dos transgênicos para se voltar a uma agricultura biodiversificada, não intensiva e sem fertilizantes químicos. A famosa cientista indiana, que participa junto com Ralph Nader e Jeremy Rifkin do International Forum on Globalization, gostaria que cada comunidade local voltasse a ter sua autossuficiência alimentar, chegando quase a abolir o "food-miles", a viagem realizada pelos alimentos até o prato dos consumidores, que torna os agricultores dependentes das exportações e contribui para o aumento do gás carbônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Há muitos especialistas que ainda me criticam, defendem que as minhas teorias são irreais e nos reportariam para a época pré-industrial", admite Shiva, que na quinta-feira esteve em Bolonha para uma palestra do ciclo "Regina pecunia", sob o título "A maldição dos pobres". "Porém, a emergência alimentar é tal que finalmente se deverá levar em consideração também as soluções mais criativas". O preço do trigo aumentou em 130% nos últimos dois anos; o do arroz duplicou. Em 2008, pela primeira vez há muito tempo, houve 33 revoltas populares no mundo por causa do aumento dos preços da produção de alimentos, e potências como a China iniciaram a compra de terrenos nos países do Terceiro Mundo para garantir o alimento às gerações futuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A terra se tornou a área chave dos conflitos. É um recurso limitado, que não pode ser estendido. Os terrenos férteis estão desaparecendo em uma velocidade que a humanidade nunca conheceu antes". O livro que Vandana Shiva apresentará na Feira de Turim na próxima sexta-feira junto com o diretor Ermanno Olmi e o fundador do movimento Slow Food, Carlo Petrini, é uma acusação contra os "ecoimperialistas": multinacionais e governos que ignoraram "as regras de Gaia para obedecer à lógica do lucro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise dos subprime e a recessão, diz, podem ser a oportunidade para reinventar as nossas economias. "Desenvolvemos uma economia financeira centenas de vezes superior aos valores dos bens e dos serviços reais produzidos no mundo. Nunca antes as ações de uma parte da humanidade ameaçaram a existência de toda a raça humana".&lt;br /&gt;Apesar disso, Vandana Shiva é otimista. O fato de que haja agora uma horta biológica e um presidente que se professa "green" na Casa Blanca a tranquiliza. "Mas é preciso estar atentos às pseudossoluções, que são apenas paliativas". Contrária, por exemplo, aos biocombustíveis, "que roubam terras dos agricultores e não resolvem a crise climática", essa física indiana de 57 anos defende que é preciso "se libertar do ouro negro" e favorecer uma "transição do petróleo para a terra".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O aumento de catástrofes naturais ou o risco de epidemias como a gripe suína – continua – demonstram que o homem não pode negligenciar, como fez por dois séculos, a relação com a Mãe Natureza. Esquecemo-nos de ser cidadãos da Terra, e a crise climática é uma consequência do nosso distanciamento de um estilo de vida ecológico, justo e sustentável".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dura, peremptória, Vandana Shiva entrou muitas vezes em conflito com a comunidade científica e o governo indiano, como quando rejeitou a famosa "Revolução Verde" iniciada em 1966. Há 20 anos, teve uma outra ideia: conservar sementes de muitas plantas que corriam o risco de desaparecer "para criar um futuro diferente daquele previsto pela indústria biotecnológica". Ao longo da sua evolução, explica, a humanidade se nutriu de cerca de 80 mil plantas comestíveis. Mais de três mil foram consumidas de uma maneira constante, mas agora dependemos só de oito cultivos (sobretudo de milho, soja, arroz e trigo) para produzir 75% dos alimentos mundiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nos bancos de sementes, temos culturas, como o milho, que podem suportar secas extremas, um tipo de arroz que alcança mais de cinco metros de altura e que pode sobreviver às enchentes da bacia do Ganges, um tipo que resiste à salinidade, que distribuímos depois do ciclone Orissa e do Tsunami".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fazenda guiada por Shiva (na Índia, na fronteira com o Nepal e o Tibete) se tornou um modelo de biodiversidade e de sustentabilidade econômica, mesmo que muitos especialistas duvidem que seja possível aplicá-la em grandes números. "Na nossa cooperativa agrícola – relata Shiva –, as culturas não têm doenças, a terra é resistente à seca, e o alimento produzido é delicioso. Os bois aram a terra e a fertilizam. Abolindo os combustíveis fósseis da nossa fazenda, descobrimos a verdadeira energia: a da micorriza [associação simbiótica de fungos e raízes de plantas] e das minhocas, das plantas e dos animais, todos alimentados pela energia do sol".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na fazenda, há novas culturas. Navdanya significa, de fato, "novas sementes", mas também "o novo dom". Não importa quantas canções vocês têm no seu iPod, quantos automóveis há na garagem de vocês ou quantos livros há em suas prateleiras – conclui Vandana Shiva. O que resta da vida sem um terreno fértil?". Talvez hoje, finalmente, alguém se disponha a ouvir essa pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Anais Ginori, Jornal La Repubblica, Itália (Brasil de Fato)&lt;br /&gt;(Tradução de Moisés Sbardelotto)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BMXA6DrqqMM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/BMXA6DrqqMM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-3321056718795285164?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/3321056718795285164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=3321056718795285164&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/3321056718795285164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/3321056718795285164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/05/o-texto-abaixo-foi-uma-sugestao-para-o.html' title='Indiana prega uma drástica redução dos combustíveis fósseis, o fim das monoculturas e dos transgênicos'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-1035075583735128325</id><published>2009-05-06T12:04:00.001-02:00</published><updated>2009-05-06T12:04:44.858-02:00</updated><title type='text'>O futuro possível: onde começa o novo humanismo</title><content type='html'>Por Paolo Rumiz, do La Repubblica &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“É preciso reencontrar as coisas belas, as sementes, as hortas”, afirma o cineasta Ermanno Olmi. “Recuperar a agricultura hoje quer dizer retomar a dignidade”, afirma o fundador do movimento Slow Food, Carlo Petrini. Nesta conversa bem informal, ambos comentam a relação com a natureza e criticam o modo de produção atual. Segundo eles, a natureza tem uma grande capacidade de se regenerar, contanto que seja deixada em paz. “A tragédia que vivemos não é econômica, mas filosófica: é preciso recuperar a essência”, afirmam. A reportagem é de Paolo Rumiz, publicada no jornal La Repubblica, 28-04-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virá a fome, a fome do alimento justo. Virá a rejeição aos venenos e ao desperdício. Então, o filho pródigo voltará à casa do pai, redescobrirá a Boa Terra e iniciará a resistência contra o império do consumo e o saque à natureza. A hora se aproxima, os sinais são claros: o sistema está devorando a si mesmo, o barco afunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversamos sobre esses temas com o líder do movimento Slow Food, Carlo Petrini, e o cineasta Ermanno Olmi, em um diálogo “bíblico”, às vésperas da estréia do filme “Terra madre”, dedicado aos pequenos agricultores do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como explicar que é preciso voltar à terra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olmi - Pensemos. Como se trai uma mulher? Quando a reduzimos a um instrumento procriativo. Mas o que é a terra senão uma mulher? Se não entendermos a sua essência vital, não compreendemos nada… A tragédia de hoje não é econômica, mas filosófica. É hora de voltar à essência, à verdade das necessidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petrini - Olhe quanta dignidade os agricultores dos países pobres têm… Fazem com que pareçamos ridículos… Diante deles, vemos que somos feios, barulhentos, envenenados pelo inútil, curvados aos celulares… Pois bem, devemos explicar melhor que, hoje, voltar à terra não é mais voltar à miséria… Para evitar esta, temos a tecnologia… Mas voltar à dignidade, à beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, mas a nobreza das mãos não é mais representada. Nos jornais, só vemos fotos de empresários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petrini - É uma coisa que irrita. Nunca um agricultor, ou um pastor… Ignoram-se os novos sinais: a mulher de Obama que planta na horta da Casa Branca quer dizer alguma coisa, não? Muitos se dão contam, entendem que o agricultor pode ser rico como um rei… mais do que um empresário ou um advogado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olmi - Escute. Nunca como agora os empresários sentem o vazio da sua vida, entendem que desperdiçaram inutilmente… O modelo está no fim da linha, o Titanic afunda. Sabe o que estava escrito na quilha do Titanic? “Só Deus pode me afundar”. E depois…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o modelo Titanic continua. Até a FAO exorta a produzir mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petrini - Tolos. Empurrar a economia com o consumo é como dizer a um diabético “empanturre-se em uma confeitaria”. O consumismo faliu e deve ser recusado em todas as frentes. A velocidade deve ser combatida com lentidão; as necessidades inúteis, com a austeridade; o desperdício, com a propensão à reutilização… Resistência dura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olmi - Hoje, nos partidos, triunfa a palavra Liberdade. Li-ber-da-de. Sabe o que isso quer dizer? Simples. Liberdade para recuperar um modelo clamorosamente falido. Liberdade para consertar o Titanic. Liberdade para consumir, para desperdiçar, para envenenar. Se fosse eu, fundaria um partido da pobreza, entendida como redução do consumo. Não condenação, mas conquista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é fácil entender. Estamos muito envenenados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olmi - Tranquilo. Virá a fome, e então entenderemos… A fome, quero dizer, do alimento justo… Pense na parábola do filho pródigo. De que ele se alimentava? Lavagem dos porcos. E nós? Igual. Lanchinhos, alimentos com aditivos. Porcarias. No nosso intestino, o alimento não fermenta mais, mas se putrefaz. E, assim, os mesmos que nos envenenam nos fazem gastar com remédios para acalmar os gases… Vamos acordar quando entendamos que, por trás da nossa fome, há uma tremenda saudade da qualidade. Então, o Pai virá e fará com que assem o novilho gordo… E vocês verão, será maravilhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como organizar a resistência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petrini - Roma passou séculos afundando… Os imperadores dispunham, julgavam, publicavam editos, mas o controle do território era tratado com desleixo. E assim, anarquicamente, nasciam aldeias com suas próprias regras. Nós vivemos um momento semelhante. Como Roma, o totalitarismo global desaba, mas continua comandando. E então se resiste construindo novas aldeias, núcleos de solidariedade, baseados não na utilidade ou no prazer, mas no bom e no justo. Comunidades da ética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olmi - A estratégia justa não é o choque frontal e nem a guerrilha. É ignorar os culpados, separar-se deles. Tornar-se estranhos ao seu projeto. Ajudar o filho pródigo a construir uma horta sua, a colocar debaixo da pia azeite e cinzas no lugar dos venenos, a não comprar congelados. Olhe o meu jardim: tem uma horta de oito metros quadrados e não sei como parar com ela…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os italianos, se pudessem, encheriam a terra com galpões industriais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olmi - De fato, vivemos uma crise de civilização antes que uma crise econômica. Os valores, não os números, estão errados. Quem diz que a crise ou a superação da crise se mede em números não entendeu nada. Por que Marx faliu? Porque acreditava que a economia fazia a civilização. Agora cometemos o mesmo erro. Não entendemos que o nosso mundo, nos últimos dois mil anos, expressou uma única revolução: a de Cristo. Cristo, sublinho. Não a Igreja de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petrini - É claro, precisamos de um novo humanismo. Vivemos três crises simultâneas: climática, energética, financeira. Mas todas têm uma única causa: a ganância. Um novo humanismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prática, o que isso quer dizer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petrini - Retorno a uma anarquia austera, com as comunidades que decidem sozinhas… A Terra é anarquia por natureza, rejeita escolhas que caem do céu… Ao ponto que até o Slow Food deve combater a tentação de querer fazer bem o bem aos outros… Mas essa multidão de ONGs em circulação não está certo, não está certo…&lt;br /&gt;O risco é que já seja tarde. Muitos venenos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petrini - Nããão! O Tâmisa parecia morto, e olhe como está hoje… O Bormida [rio italiano] era um esgoto e está se recuperando. A terra é como o ânimo humano. Quando está destruído, do que ele precisa? Tempo, cuidado, manutenção… Exatamente o que o nosso mundo baniu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olmi - Não consigo me esquecer disto. Eu estava trabalhando com Renzo Piano na recuperação da Falk [indústria metalúrgica], em Sesto San Giovanni, e em um momento me dei conta que cresciam plantas na terra envenenada após um século de industrialização… Também ali, entende? A natureza tem uma capacidade monstruosa de se regenerar. Basta deixá-la em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês nunca se deram de cara contra o poder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olmi - Com os latifundiários de ontem, você até poderia se chocar. Com os de hoje, não. Não são pessoas, são fantasmas. Você não sabe quem está por trás. Bancos, crime, política, igrejas, lobby… Se você os ataca, eles não respondem. Vandana Shiva chama-os pelos seus nomes e pelos sobrenomes, os acusa de serem criminosos, e não acontece nada. Um muro de borracha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petrini - Os arrogantes da terra não precisam matar. Basta-lhes a imprensa para difundir apatia, descompromisso, a ideia de que toda resistência é leviana. O drama é que uma certa esquerda também pensa assim, e isso é horrível… Uma traição… Justamente eles, os meus companheiros de estrada…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como representar a agricultura hoje?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olmi - No filme “Terra Madre”, conta-se a história de Ernesto, um agricultor do Vêneto, que viveu em perfeita autarquia e absoluta solidão até a sua morte. Dieta bíblica sem carne, só produtos da sua terra. Certamente, não é um modelo a ser imitado. Mas a ser meditado, sim. Ele nos confiou um pedaço de terra bíblica no meio de indústrias e culturas intensivas. Mostrar a beleza desse lugar é impressionante. Faz entender como nós decaímos tão profundamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petrini - Não acredito que Ernesto tenha pensado nos descendentes. O que conta é que ele nos confiou esse laboratório único… Você não tem ideia de como esse lugar é diferente do que o circunda. Outro cheiro, outra forma, outra geometria… Uma maravilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vocês dizem dos bancos de sementes nas ilhas Svalbard?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olmi - Esse lugar não é uma conquista, é uma tragédia. Isso são as imagens que dizem, sem necessidade de comentários. Na inauguração, o comissário da União Européia, [Durão] Barroso falou de um “jardim do Éden congelado”. Mas você se dá conta? Aquele ali é o lugar onde os arrogantes da terra vão proteger a vida do colapso que eles mesmos produzem! Monsanto, Coca-Cola, Bill Gates…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petrini - As Svalbard, um monumento à arrogância e à estupidez. Escolheram o lugar por causa do frio, não? Bem, o que fizeram? Uma caverna na rocha, quando até os burros sabem que debaixo da terra a temperatura sobe… Assim, tiveram que colocar refrigeradores… Pense que demência… Não se deve entubar as sementes, deve se fazer com que elas vivam na gratuidade e na troca…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, eles se apropriam das sementes e da água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olmi - Você vai ver! No fim, trocaremos as sementes às escondidas, como os livros proibidos. Será o modo de despedaçar o poder deles. Não vejo outra revolta possível. Olhe esta arvorezinha que nasce. É uma macieira. Vem da semente de uma macieira que um menino de uma escola lombarda que cuidava da horta da turma me deu. Eu a plantei e agora está crescendo. Pode haver um sinal mais bonito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Envolverde/IHU - Instituto Humanitas Unisinos)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-1035075583735128325?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/1035075583735128325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=1035075583735128325&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/1035075583735128325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/1035075583735128325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/05/o-futuro-possivel-onde-comeca-o-novo.html' title='O futuro possível: onde começa o novo humanismo'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-4959060038226812608</id><published>2009-04-27T20:28:00.001-02:00</published><updated>2009-04-27T20:30:27.762-02:00</updated><title type='text'>Governos, Agricultores e Sociedade Civil reunidos na Suíça MORATÓRIA AOS TRANSGÉNICOS PARA TODA A EUROPA</title><content type='html'>Plataforma Transgénicos Fora&lt;br /&gt;http://www.stopogm.net/&lt;br /&gt;2009/04/26 - Comunicado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de 300 representantes governamentais, cientistas, associações de agricultores e de consumidores, e numerosas organizações ambientalistas, de quatro continentes, denunciaram este fim de semana o escândalo da violação do direito à escolha na produção e consumo de alimentos. Portugal marcou presença através de elementos da Plataforma Transgénicos Fora, Quercus e Gaia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante o aumento do número de regiões livres de transgénicos em toda a Europa (são já cerca de 190, incluindo duas em Portugal), e considerando que seis Estados Membros* já proibiram a nível nacional o único milho transgénico autorizado para cultivo na União Europeia (e mais dois têm moratórias de facto), os participantes reunidos em Lucerna, Suíça, na conferência Food and Democracy** exigiram a criação de uma moratória europeia ao cultivo e aprovação de novas variedades de transgénicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos trabalhos de sexta-feira, dia 24, a presidente do Conselho Nacional helvético anunciou a extensão da moratória de cinco anos - decidida neste país por referendo nacional - por mais três anos, até 2013, dados os benefícios que tem trazido à agricultura suíça. Também a ministra escocesa da agricultura lembrou nesta conferência que a visão do seu governo é apostar na diferenciação, na qualidade e nos nichos de mercado com valor acrescentado, ao mesmo tempo que bloqueiam a penetração de transgénicos: "Sabemos muito pouco acerca das consequências de longo prazo dos cultivos transgénicos. Arriscar com o nosso ambiente natural é irresponsável e indefensável. Ele traz anualmente 17 milhões de libras à nossa economia, e não nos podemos dar ao luxo de arriscar em tecnologias sem garantias de segurança."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De notar que a proibição mais recente, a do governo alemão, se baseia no elevado impacto ambiental destas culturas, considerado cientificamente demonstrado. Estas proibições de vários Estados Membros foram recentemente apoiadas por uma expressiva votação no Conselho Europeu de Ambiente, que Portugal também apoiou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar destes sinais positivos, ainda há seis países que cultivam transgénicos na União Europeia. Portugal é um deles, e o segundo mais importante em termos de percentagem da área total cultivada com milho. Na Espanha, o país que lidera o cultivo transgénico europeu, milhares de pessoas juntaram-se há uma semana em Saragoça para pedir o fim desse milho em todo o Estado espanhol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção com transgénicos ocorre à revelia da opinião da maioria da população europeia que, tal como foi referido pela ex-ministra alemã da agricultura, Renata Künast, também presente, "tem cada vez menos direito à escolha." Esse direito de optar desapareceu devido ao controlo das sementes através de patentes, à ausência de rotulagem em produtos animais, à contaminação irreversível e generalizada da cadeia alimentar e à falta de aplicação do princípio da subsidiariedade no que toca à auto-declaração de mais de cinco mil autarquias como livres de transgénicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal os cidadãos e agricultores continuam a não ter o direito, estabelecido por lei, reiterado pela Comissão de Acesso aos Dados Pessoais e reafirmado numa decisão do Tribunal Europeu, de conhecer as localizações dos terrenos onde se cultiva o milho transgénico MON 810. Pelo contrário, o governo português continua a fazer dos agricultores e consumidores portugueses meras cobaias indefesas. Está na altura de perguntar porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto completo da Declaração de Lucerna está disponível na página da Plataforma Transgénicos Fora.**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________&lt;br /&gt;* Há seis países com proibições através da cláusula de salvaguarda: Áustria, França, Alemanha, Luxemburgo, Hungria e Grécia. Há dois países com outros tipos de proibição: Itália e Polónia.&lt;br /&gt;** Ver em www.stopogm.net/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-4959060038226812608?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/4959060038226812608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=4959060038226812608&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/4959060038226812608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/4959060038226812608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/04/governos-agricultores-e-sociedade-civil.html' title='Governos, Agricultores e Sociedade Civil reunidos na Suíça MORATÓRIA AOS TRANSGÉNICOS PARA TODA A EUROPA'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-8398648035753167350</id><published>2009-04-16T22:10:00.001-02:00</published><updated>2009-04-16T22:12:54.142-02:00</updated><title type='text'>Camponeses solicitam a Obama renegociação de TLCAN</title><content type='html'>16.04.09 - MÉXICO&lt;br /&gt;Adital &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente estadunidense Barack Obama iniciou hoje (16) sua primeira visita ao México desde sua posse em fevereiro passado. Obama vai reunir-se com o presidente mexicano, Felipe Calderón, para discutir temas de interesse bilateral, como a segurança fronteiriça, o combate ao narcotráfico e a venda ilegal de armas procedentes dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ocasião da visita presidencial, a Campanha Nacional "Sem milho não há país" divulgou uma carta aberta ao presidente dos EUA solicitando uma renegociação do Tratado de Livre Comércio da América do Norte, em busca de proteção ao milho mexicano e aos empregos de milhões de camponeses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A esperança do povo estadunidense na mudança e sua valente decisão para terminar com o regime de Bush e eleger o Senhor como presidente dos Estados Unidos representa também para o povo do México uma esperança em acabar com a era do neoliberalismo e da democracia simulada das corporações em nossos países e avançar em direção a um modelo de cooperação entre nossos povos tendo como propósito central o desenvolvimento humano sustentável e os direitos das pessoas", afirmam na carta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Campanha alerta ao presidente estadunidense que Calderón não representa legitimamente o povo mexicano e que não lhe falará a verdade acerca do TLCAN e seus dramáticos impactos negativos econômicos, sociais e ambientais no campo e na alimentação de toda a população. "O presidente Calderón, pelo contrário, representa os interesses das grandes corporações", apontam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Obama não terá a oportunidade de reunir-se com a sociedade civil, a Campanha lista na carta os impactos negativos do TLCAN no campo mexicano. O primeiro é o aumento da emigração de mexicanos para os EUA durante os 15 anos de vigência do Tratado, quando emigraram seis milhões de mexicanos, o triplo da média anual antes do TLCAN, alcançando a cifra de 500 mil mexicanos por ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Denunciam ainda que no campo mexicano não há oportunidades de emprego para milhões de camponeses por causa das importações dumping dos EUA, do controle das grandes corporações e da ausência de uma política de produção agroalimentar e de desenvolvimento rural sustentável do governo mexicano: "Desde a entrada em vigor do TLCAN, o México perdeu sua autossuficiência alimentar. Atualmente nosso país importa 42% dos alimentos que consome, com um valor de 22,5 bilhões de dólares (2008): importa alimentos e exporta milhões de camponeses e moradores rurais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mencionam também os preços da cesta alimentar que se multiplicou por 109 nos 15 anos de TLCAN. Atualmente, cerca de 20 milhões de mexicanos sofrem de desnutrição e anemia, principalmente crianças menores de cinco anos e que vivem na zona rural e pertencem a comunidades indígenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as propostas para impulsionar o desenvolvimento humano sustentável e a vigência plena dos direitos humanos, a Campanha aponta: renegociar o TLCAN para recuperar a soberania e segurança alimentar; estabelecer um acordo trinacional de cooperação; promover um processo trinacional de debate público; impulsionar uma reforma migratória nos Estados Unidos; declarar uma moratória ao ASPAN (Aliança para a Segurança e Prosperidade da América do Norte) e à Iniciativa Mérida (programa de cooperação contra o narcotráfico).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-8398648035753167350?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/8398648035753167350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=8398648035753167350&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/8398648035753167350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/8398648035753167350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/04/camponeses-solicitam-obama-renegociacao.html' title='Camponeses solicitam a Obama renegociação de TLCAN'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-7956365049803428523</id><published>2009-04-15T11:52:00.002-02:00</published><updated>2009-04-15T16:49:46.811-02:00</updated><title type='text'>Alemanha proíbe cultivo de transgênicos em todo o seu território</title><content type='html'>por Gualter Baptista&lt;br /&gt;gaia.org.pt &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ministra da Agricultura alemã Ilse Aigner (CDU, democratas-cristãos) proibiu hoje a plantação de milho geneticamente modificado MON810 em todo o território da República Federal, alegando que existem razões legítimas para considerar "um perigo para o ambiente". O MON810 é a única variedade geneticamente modificada cujo cultivo está autorizado no território da União Europeia. Contudo, o número de países a proibir o seu cultivo tem vindo a aumentar de ano para ano, somando 8 com a probição de hoje. Com a activação da cláusula de salvaguarda da Directiva 2001/18, a Alemanha junta-se à França, Áustria, Grécia, Luxemburgo e Hungria. A Itália e Polónia são outros países que mantêm moratórias sobre o cultivo de transgénicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Espanha e Portugal, os únicos países da Europa que ainda cultivam transgénicos em grande escala, a sociedade civil tem preparadas um conjunto de mobilizações ao longo da semana e em particular para dia 18 de Abril (dia internacional da luta camponesa), para exigir aos respectivos governos a proibição dos cultivos transgénicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta proibição constitui mais um êxito dos movimentos sociais que têm manifestado a sua oposição ao cultivo de transgénicos. Em Portugal, o GAIA e a Plataforma Transgénicos Fora têm trabalhado activamente neste tema, mas infelizmente os dirigentes políticos do nosso país parecem continuar a ignorar os apelos da sociedade civil, enquanto servem os interesses de multinacionais da biotecnologia. Enquanto Portugal não probir também o cultivo do milho transgénico MON810, a saúde dos consumidores, o direito à semente e a soberania alimentar continuarão a estar em risco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-7956365049803428523?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/7956365049803428523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=7956365049803428523&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/7956365049803428523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/7956365049803428523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/04/alemanha-proibe-o-milho-transgenico.html' title='Alemanha proíbe cultivo de transgênicos em todo o seu território'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-193663560597070878</id><published>2009-03-30T14:47:00.001-02:00</published><updated>2009-03-30T14:50:45.892-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-193663560597070878?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/193663560597070878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=193663560597070878&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/193663560597070878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/193663560597070878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/03/httpwww.html' title=''/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-3631295127394917497</id><published>2009-03-30T00:39:00.014-02:00</published><updated>2009-09-22T08:26:46.584-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caso ainda faltem argumentos para radicalizar na indignação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='veja esse Vídeo. Impossível manter-se indiferente...'/><title type='text'>O Mundo segundo a Monsanto</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DCx4Dg6t2Mo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/DCx4Dg6t2Mo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-3631295127394917497?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/3631295127394917497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=3631295127394917497&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/3631295127394917497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/3631295127394917497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/03/o.html' title='O Mundo segundo a Monsanto'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-5771858504581625442</id><published>2009-03-21T19:03:00.017-02:00</published><updated>2009-03-22T23:13:40.252-02:00</updated><title type='text'>O Consumo como “arma” para enfrentar o Capitalismo - Eixo: Hábitos de Consumo como fator de Soberania Alimentar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/ScVdJ5HXkYI/AAAAAAAABPI/ClbZI3RdmIM/s1600-h/DSCF0859.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/ScVdJ5HXkYI/AAAAAAAABPI/ClbZI3RdmIM/s320/DSCF0859.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315757359712670082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Iara Borges Aragonez&lt;br /&gt;Coletivo Desenvolvimento Sustentável&lt;br /&gt;SEMAPI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) O SEMAPI, em 2006, no Segundo Congresso, tirou como uma de suas resoluções a criação do Coletivo Desenvolvimento Sustentável, sendo este instituído pela gestão 2007-2010. Um dos eixos estruturantes do seu planejamento estratégico é o Consumo e Sustentabilidade, o qual organiza as ações relacionadas à re-significação do ato cotidiano de consumir. Esse eixo justifica-se pela nossa convicção de que o modelo de consumo da sociedade capitalista, um dos pilares da mesma, é um dos principais responsáveis pelos danos sociais, culturais e ambientais que o planeta terra hoje vivencia. Além disso, o consumo tem um caráter universal, está presente no cotidiano de todas as pessoas e pode cumprir um papel pedagógico para a compreensão da lógica capitalista e criar as condições objetivas para o seu enfrentamento pela base.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na abordagem do eixo estruturante, Consumo e Sustentabilidade,  temos privilegiado a reflexão sobre a relação entre Soberania Alimentar e Consumo, pois compreendemos que nela o caráter pedagógico e transformador potencializa-se. Primeiro, porque pode ser tratado a partir de várias dimensões, desde aquelas mais próximas e visíveis no cotidiano como saúde, paladar, cultura alimentar, relações sociais, familiares, até aquelas de caráter mais macro, como dominação econômica, dependência externa, soberania dos povos, dominação cultural, degradação ambiental, exclusão social; segundo, porque o tema perpassa, de forma distinta, os diferentes grupos sociais aos quais nos relacionamos enquanto sindicato. Diz respeito tanto ao corpo diretivo, quanto aos trabalhadores do Sindicato, quanto a base sindical e quanto aos movimentos sociais, sendo que cada um deles nos possibilita diferentes abordagens e repercussão distinta em diferentes realidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essas razões, dentre outras, entendemos que a incorporação do Consumo como bandeira de luta do movimento sindical e social é mais uma tática importante para o enfrentamento do capital e para disseminar o debate na sociedade de forma mais ampla e mais contundente. A partir desse diálogo social ampliado, abordando o significado do consumo, espera-se ampliar a demanda por alimentos produzidos localmente e de forma ecológica, o que equivale a dizer que o movimento sindical e social, via o combate ao consumo induzido pelo capital, é capaz de incidir na distribuição de renda e no fortalecimento de uma produção sustentável, levada a termo pela agricultura familiar de base ecológica e pela economia solidária. Se criado um grande e massivo movimento, acreditamos ser possível fragilizar economicamente, em  cada localidade onde atuamos, empresas sustentadas pelo grande capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhar a Soberania Alimentar favorece a reflexão política a partir de situações locais e do cotidiano. O conceito de Soberania Alimentar incorpora a idéia de autonomia. Não apenas a autonomia individual, mas dos povos. Por isso é revolucionário. Um povo, uma nação, capaz de produzir o seu próprio alimento, de forma independente, com qualidade, quantidade e permanência, atendendo o conjunto de suas necessidades, está a um passo de ser Soberano. Essa concepção organiza uma pauta de lutas diferente daquela formulada a partir apenas da idéia de Segurança Alimentar, a qual focaliza o conceito no acesso aos alimentos, discutindo questões sociais, nutricionais e de saúde, sem ênfase na sua origem. Essas questões são, sem sombra de dúvidas, muito relevantes, porém, alargar o olhar, alarga o horizonte de luta(...) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentamos abaixo a síntese das discussões dos grupos de trabalho da oficina Consumo como fator de Soberania Alimentar realizada em Santana do Livramento, parte das atividades do 8 de Março. De acordo com a lista de presenças, tivemos representações das seguintes organizações: SINDJUS, Assistência Social do Uruguai, CPERS, Marcha Mundial das Mulheres, CONSEA de Santana do Livramento, SEMAPI, PT/RS, PT Santana do Livramento, Via Campesina, Fepagro, AFUFE, CTA, Casa de Convivência Santa Clara, Federação dos Bancários/RS, Economia Solidária, SMATS  e Sindicato dos Bancários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de socializar pelo Blog é possibilitar que seus leitores tenham a oportunidade de fazer suas considerações sobre o tema, comentando os pontos levantados pelos participantes da Oficina. E também para que os próprios oficineiros avancem na reflexão e proposições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/ScVbYHChMeI/AAAAAAAABPA/RK8W7D9euWc/s1600-h/Dia+Internacional+da+Mulher3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/ScVbYHChMeI/AAAAAAAABPA/RK8W7D9euWc/s320/Dia+Internacional+da+Mulher3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315755404945338850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;PROVOCAÇÃO&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;Quais proposições abaixo são comuns aos diferentes grupos e nos remetem a uma boa construção coletiva em um futuro próximo? Para iniciarmos uma grande mobilização pelo CONSUMO CONSCIENTE, começamos por onde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Registre a sua opinião no espaço destinado a comentários e vamos nos organizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;GRUPO 1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destaca a necessidade de algumas medidas estruturais, tais como: &lt;br /&gt;Ampliação da política de reforma Agrária, Estímulo à Agricultura familiar&lt;br /&gt;Estímulo ao Cooperativismo, Ampliação do poder aquisitivo da população. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação a ações mais locais, destaque para:&lt;br /&gt;Grupos locais para debater e realizar ações de conscientização.&lt;br /&gt;Feiras de produtos da Agricultura familiar/Produtos Agroecológicos.&lt;br /&gt;Organização de Redes de Consumo Consciente.&lt;br /&gt;Internet, rádios, jornais, Programa de Reeducação Alimentar nas escolas.&lt;br /&gt;Aquisição de alimentos da Agricultura Familiar local pelo poder público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;GRUPO 2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pontos destacados:&lt;br /&gt;A necessidade de mudar o modelo de produção, colocando a lógica da vida acima do lucro. Uso da ciência para a humanidade.&lt;br /&gt;A necessidade de substituir a ditadura da “razão” pela ideologia da vida, moldando as subjetividades coletivas.&lt;br /&gt;A necessidade da adoção de novo modelo habitacional, com hortas, utilizando alternativas energéticas. Propriedades e moradias sustentáveis, ecológicas e em rede.&lt;br /&gt;A necessidade de multiplicar atividades de divulgação do consumo consciente e do comércio justo.&lt;br /&gt;Construir a mídia alternativa.&lt;br /&gt;Não envenenar o habitat.&lt;br /&gt;Usar a mídia//marketing a nosso favor para difundir nossas idéias.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;GRUPO 3&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pontos destacados:&lt;br /&gt;Mudar é possível. &lt;br /&gt;A família urbana deve buscar a prática da Permacultura.&lt;br /&gt;A mudança é silenciosa. O conhecimento é necessário.&lt;br /&gt;Desligar a TV, desfrutar o comer juntos e com calma, sem interferências.&lt;br /&gt;Envolver a criança no preparo do alimento.&lt;br /&gt;Criar redes entre o campo e a cidade através de associações e cooperativas.&lt;br /&gt;Fomentar localmente a criação de cooperativas de consumo consciente.&lt;br /&gt;Difundir essas idéias aproveitando-se dos meios eletrônicos / mídia  existente nas cidades. E, no campo, utilizar a mala direta.&lt;br /&gt;Boicotar os alimentos industrializados não os adquirindo das redes que não estejam comprometidas com o meio-ambiente ecologicamente saudável.&lt;br /&gt;Políticas públicas para a produção de alimentos agroecológicos.&lt;br /&gt;Criar leis municipais para a inserção de alimentação saudável nas escolas.&lt;br /&gt;Formar grupos de estudos que ensinem a alimentação saudável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boicote às multinacionais. Boicote à biopirataria. Boicote ao silêncio. Boicote ao veneno. Boicote ao transgênico. Boicote à mídia. Boicote à exploração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;GRUPO 4&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pontos destacados:&lt;br /&gt;Na escola trabalhar o consumo consciente&lt;br /&gt;Buscar junto aos governantes a criação de incentivos e fiscalização&lt;br /&gt;Boicote aos alimentos industrializados&lt;br /&gt;Fiscalização as propagandas, buscando embasamento na Lei. No caso de propagandas que alimentos/bebidas que fazem mal a saúde, como a coca-cola.&lt;br /&gt;Conscientização promovida por associações de bairros, Sindicatos, escolas, igrejas. &lt;br /&gt;Debate diário: Debater sempre com todos. Vizinhança, rodas de bate-papo no dia-a-dia, na escola. &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;   &lt;br /&gt;GRUPO 5&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pontos destacados:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Falta de tempo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Porque nós mulheres temos jornada dupla e, ainda em maioria, quem faz o preparo do alimento na casa .&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cultura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Temos a cultura da rapidez&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Comodismo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;de só aquecer, só congelar. Somos muito cômodos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Consumismo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Com o advento do consumismo, do fast food, o resultado é o aumento de pessoas com obesidade, diabetes, colesterol por causa dos efeitos das gorduras “trans” contida nesse tipo de alimento.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mídia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A mídia é quem traz isso se utilizando de propaganda massiva e intensiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alternativas:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Falta de tempo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Combater a preguiça; estabelecer jornada de trabalho consciente e priorizar a vida saudável.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cultura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ter o seu lazer, cultivar uma horta (e animais) nos pequenos espaços. Ainda que haja denúncias dos vizinhos por essa iniciativa, mas poder trabalhar junto da atual legislação abrindo direitos para isso.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Educação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Educação que se inicia dentro da casa de cada um. Inserir bons hábitos alimentares e ecológicos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Consumismo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ampliação da oferta de alimentos saudáveis, horários alternativos das Feiras de Produtores. Dessa forma o trabalhador poderá ter opção de consumo consciente no horário que também lhe convir.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mídia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Desobedecer à mídia, não comprando alimentos industrializados&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-5771858504581625442?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/5771858504581625442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=5771858504581625442&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/5771858504581625442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/5771858504581625442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/03/o-consumo-como-arma-para-enfrentar-o.html' title='O Consumo como “arma” para enfrentar o Capitalismo - Eixo: Hábitos de Consumo como fator de Soberania Alimentar'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/ScVdJ5HXkYI/AAAAAAAABPI/ClbZI3RdmIM/s72-c/DSCF0859.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-7029089000349942660</id><published>2009-03-10T09:16:00.007-02:00</published><updated>2009-03-12T14:11:25.385-02:00</updated><title type='text'>8 de Março -  Um Novo Mercosul é Possível</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/SbZSTvYAYSI/AAAAAAAABDY/xvAaKesXDQs/s1600-h/DSCF0875.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/SbZSTvYAYSI/AAAAAAAABDY/xvAaKesXDQs/s320/DSCF0875.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311523309618225442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro das atividades do Dia Internacional da Mulher – 8 de Março – realizadas em Santana do Livramento – Um Novo Mercosul é Possível – O SEMAPI Sindicato realizou um conjunto de ações. Dentre elas, a oficina &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Hábito de Consumo como fator de Soberania Alimentar&lt;/span&gt;, coordenada pelo Coletivo Desenvolvimento Sustentável, em uma ação articulada com a Marcha Mundial de Mulheres do RS. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriu a Oficina, Joana Stédile, representante da Marcha. Esta destacou a importância desse debate e lembrou o papel que as mulheres, em particular as mulheres do campo, têm cumprido para a biodiversidade, preservando sementes e praticando uma agricultura limpa. Referiu-se a falácia da revolução verde que veio para resolver o problema da fome e ainda hoje milhões de pessoas vivem em extrema pobreza, sem acesso a uma alimentação saudável. Destacou que a revolução verde fortaleceu a monocultura, a expulsão de homens e mulheres do campo e desenvolveu-se à custa da degradação ambiental pelo uso intensivo e indiscriminado de agrotóxicos. Falou também do status de mercadoria assumido pelos alimentos no modelo de desenvolvimento atual, quando, em verdade, deveriam ser tratados como um direito da população. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na seqüência, a Oficina, a partir da explanação da coordenadora do Coletivo Desenvolvimento Sustentável do SEMAPI, Iara Aragonez, foi destinada à compreensão do conceito de Soberania Alimentar no contraponto com o conceito de Segurança Alimentar. Logo após, foram trazidos elementos que evidenciaram o quanto hábitos alimentares e práticas cotidianas de consumo podem influenciar para a soberania alimentar de um povo. A partir dessa abordagem foi destacado que há uma possibilidade enorme de ações que contribuam para a construção de uma sociedade mais justa, as quais independem da macro-política e da macro-economia, pois são possíveis de serem implementadas a partir das relações estabelecidas diariamente para a reprodução da nossa existência. Ficou destacado que criar outro modelo de consumo é possível quando temos a consciência da perversidade do modelo hegemônico e nos mobilizamos coletivamente para essa transformação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo momento propiciou a contribuição direta dos participantes da Oficina, os quais, apoiados em textos de autores, como Frei Beto, Iara Aragonez, João Pedro Stédile e Leonardo Boff, posicionaram-se sobre o tema. Do conjunto das reflexões apresentadas na plenária que encerrou a Oficina destaca-se que foram apontadas ações e estratégias necessárias e possíveis de serem implementadas pela militância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capilarizar esse debate, envolvendo escolas, associações, sindicatos e outras  instituições formadoras de opinião, criando grupos locais de discussão na perspectiva da ampliação de consciências sobre o significado do consumo e sobre hábitos alimentares e provocar a organização de redes de consumo consciente, foram algumas das ações consideradas importantes para aqueles que lutam por uma sociedade mais justa e por uma nação livre e soberana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disto, foi destacado como fundamental não perder de vista a luta pela  ampliação da Política de Reforma Agrária, pelo fomento da Agricultura Familiar, do  Cooperativismo/Economia Solidária e pela ampliação da renda da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acordo final da Oficina foi de que a mesma deveria ser entendida como o início de um longo processo. A Marcha Mundial das Mulheres e o Sindicato SEMAPI, dando continuidade a parceria inaugurada no “Encontro Nacional Mulheres em Luta por Soberania Alimentar e Energética”, realizado em Belo Horizonte, em agosto de 2008,  cumprirão o papel de acolher demandas e também de serem propositivos em relação a oficinas descentralizadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O propósito é continuar contribuindo na provocação do debate e mobilizando para ações transformadoras capazes de impulsionar o consumo consciente, contribuindo assim para o fortalecimento de uma produção sustentável, levada a termo pela agricultura familiar de base ecológica e pela economia solidária de nosso Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Oficina em Santana do Livramento contou com aproximadamente 60 pessoas e foi exitosa do ponto de vista dos objetivos a que se propôs. Assim que a sistematização dos trabalhos em grupo estiver concluída a estaremos publicando nesse blog, juntamente com as imagens produzidas durante as atividades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;span style="font-style:italic;"&gt;..o conteúdo do conversar numa comunidade não é inócuo para essa comunidade, porque arrasta consigo seus afazeres... &lt;/span&gt;(Humberto Maturana)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-7029089000349942660?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/7029089000349942660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=7029089000349942660&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/7029089000349942660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/7029089000349942660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/03/8-de-marco-um-novo-mercosul-e-possivel.html' title='8 de Março -  Um Novo Mercosul é Possível'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_QJfH_zmUpVw/SbZSTvYAYSI/AAAAAAAABDY/xvAaKesXDQs/s72-c/DSCF0875.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-3571388184900291873</id><published>2009-02-27T14:31:00.003-02:00</published><updated>2009-02-27T14:36:09.968-02:00</updated><title type='text'>QUESTIONAMENTOS SOBRE PROJETO DE IRRIGAÇÃO DA COSTA DOCE.</title><content type='html'>Audiência Pública em Arambaré,18 de fevereiro de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em acordo com a portaria n°078/2007 vimos por meio desse questionar a FEPAM, aspectos que julgamos fundamentais para a preservação do ambiente e que nos preocupam em relação ao projeto apresentado em audiência pública no dia 18 de fevereiro na cidade de Arambaré. Este projeto pretende ampliar a captação de água doce da Laguna dos Patos para irrigação de algumas propriedades rurais que desejam aumentar suas áreas de plantio de arroz irrigado, com fortes mudanças ambientais no sistema lagunar e sem as evidências que assegurem o desenvolvimento sustentável da comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro aspecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranhamos a ausência de publicidade ao projeto e a falta de interesse por parte do gestor municipal em promover o debate. Em nenhum momento foram realizadas reuniões sobre o objetivo do projeto, o que em se tratando de uma comunidade pequena é bastante razoável de ser viabilizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também nos surpreendemos com a data escolhida para a realização da audiência pública, pois sendo às vésperas do feriado de carnaval, fez com que exatamente o prazo de sete dias para manifestação por escrito a respeito do projeto apresentado e detalhado em audiência pública compreendesse exatamente tal período de feriados, dificultando os questionamentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim entendemos que pela importância do tema e a relevância de sua influência junto ao futuro da comunidade, deveriam os proponentes do projeto, estimular a discussão. Todas as ações anteriormente mencionadas demonstram um interesse urgente em aprovar o projeto a qualquer custo, sem permitir o envolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma estamos solicitando que a Fepam considere a influência prejudicial ao debate imposta pelos interessados do projeto permitindo que haja uma nova audiência pública para certificar-se da eficiência e eficácia do projeto a partir da ampliação do debate junto à comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo aspecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ficou claro na apresentação do projeto qual a abrangência da análise do EIA/RIMA, pois no município de Arambaré existem atualmente três pontos de captação de água da Laguna localizados no distrito de Santa Rita, ao sul do centro do município: Canal do Jacaré, da Agropecuária Búfalo e da Agropecuária Santa Rita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto apresentado em audiência pública, resumiu-se em apenas analisar um novo ponto de capitação de água junto ao Arroio Velhaco. Foi desconsiderada na audiência a análise do impacto ambiental da drenagem dos outros pontos de capacitação que esta previsto no Estudo Básico de Concepção, Estudos de Viabilidades Técnica, Econômica e Ambiental do Projeto de Irrigação da Costa Doce nos municípios de Arambaré e Tapes - RS, que foi o projeto original adquirido pela Prefeitura de Arambaré junto ao consórcio ACL e Engeplus em 2006 e que originou o atual projeto em análise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, se no estudo for considerado apenas um ponto de capacitação de água (Arroio Velhaco) corremos um risco de erro na análise, pois o efeito da drenagem dos outros pontos de capacitação de água é fundamental para a compreensão do impacto ambiental na integralidade do projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Último aspecto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade da salinização da Laguna dos Patos. Há evidências e os estudos demonstram que existe o aumento da salinização da Laguna. Em observações de agricultores já foi constatado que em determinadas regiões, a Laguna já vem recuando nos últimos 10 anos. Os estudos de cientistas mundiais indicam o aumento do nível do mar. O afundamento do canal portuário de Rio Grande indica a possibilidade do aumento de salinização da Laguna. Na região leste da Laguna a salinização é permanente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria justificativa do Projeto de Irrigação da Costa Doce, que é o de solucionar o problema da estiagem e transferir o bombeamento do distrito de Santa Rita, mais ao sul, deslocando-o mais ao norte, junto ao Arroio Velhaco, pressupõem ali, naquele local, as melhores condições de capitação de água com menor risco de salinização já constatado nos canais existentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E exatamente estas premissas de possibilidades de soluções dos problemas de estiagem que apontam as ameaças reais de inviabilidade do projeto por conta exatamente dos riscos de salinização da Laguna. Ora pela estiagem, ora pelo aumento do nível do mar, ora pelo aumento do canal portuário, ora pelas constatações já evidenciadas em outros pontos de capitação ou ainda em obserções de agricultores, é uma questão de tempo, a salinização já é uma realidade. Assim corremos o risco de construirmos, com custos e impactos ambientais, um grande “cavalo de Tróia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sentindo torna-se arriscável e desnecessário prosseguir em um projeto de alto custo que poderá induzir a um repaisagismo regional e posicionamento econômico de novos arrozeiros sem antes encontrar uma alternativa viável, se é que existe, para a possibilidade de salinização da Laguna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerações finais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verificamos com indignação de que na cidade de Arambaré não existe saneamento básico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O distrito de Santa Rita, a maior área de arroz do município, o esgoto é a céu aberto e o índice de pobreza é absoluto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na zona rural não há água potável e o lixo sequer é recolhido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lagoa do Graxaim foi assoreada pelo barro, produto da má sistematização do solo da lavoura de arroz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A barra da Laguna junto ao Arroio Velhaco, uma antiga briga entre os pescadores e a Fepam para que seja aberta no momento de estiagem a fim de permitir a saída dos barcos do Arroio Velhaco, com o bombeamento tende ficar sempre aberta.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A utilização de venenos agrícolas já são ameaças à fauna e à flora consequência da atual área plantada, aumentando a área plantada, aumentará o problema e com isso a possibilidade de terminar com o fluxo de turismo da região. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estimulo à monocultura  do arroz,  indicado pelo projeto, é contraditório ao desenvolvimento sustentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Investir mais de 60 milhões e beneficiar menos de 50 produtores em detrimento a uma grande maioria miserável é contestável sobre o ponto de vista humanitário e ético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, é fundamental que qualquer estudo de análise de impacto ambiental se faça por conta de aprofundar e identificar estas inúmeras variáveis que serão afetadas por conta do modelo de desenvolvimento que se pretende implantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na certeza da responsabilidade ambiental, imparcialidade e alto nível técnico da FEPAM apresentamos nossas contribuições para reflexão, aprofundamento e investigação a fim de garantir para o presente e futuro a preservação da maior Laguna do Brasil, o maior patrimônio ambiental do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Associação Ambientalista Biguá &lt;br /&gt;Arambaré, 25 de fevereiro de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-3571388184900291873?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/3571388184900291873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=3571388184900291873&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/3571388184900291873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/3571388184900291873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/02/questionamentos-sobre-projeto-de.html' title='QUESTIONAMENTOS SOBRE PROJETO DE IRRIGAÇÃO DA COSTA DOCE.'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-316641170891643948</id><published>2009-02-26T10:47:00.001-02:00</published><updated>2009-02-26T10:55:07.881-02:00</updated><title type='text'>VAMOS SALVAR O PLANETA - tudo começa com sua ação</title><content type='html'>53 DICAS PRA VC ECONOMIZAR ENERGIA E SALVAR O PLANETA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.  Tampe suas panelas enquanto cozinha &lt;br /&gt;Parece obvio, não é? E é mesmo! Ao tampar as panelas enquanto cozinha você aproveita o calor que simplesmente se perderia no ar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Use uma garrafa térmica com água gelada &lt;br /&gt;Compre daquelas garrafas térmicas de acampamento, de 2 ou 5 litros. Abasteça-a de água bem gelada com uma bandeja de cubos de gelo pela manhã. Você terá água gelada até a noite e evitará o abre-fecha da geladeira toda vez que alguém quiser beber um copo dágua &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Aprenda a cozinhar em panela de pressão &lt;br /&gt;Acredite... dá pra cozinhar tudo em panela de pressão: Feijão, arroz, macarrão, carne, peixe etc... Muito mais rápido e economizando 70% de gás. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Cozinhe com fogo mínimo &lt;br /&gt;Se você não faltou às aulas de física no 2º grau você sabe: Não adianta, por mais que você aumente o fogo, sua comida não vai cozinhar mais depressa, pois a água não ultrapassa 100ºC em uma panela comum. Com o fogo alto, você vai é queimar sua comida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Antes de cozinhar, retire da geladeira todos os ingredientes de uma só vez &lt;br /&gt;Evite o o abre-fecha da geladeira toda vez que seu cozido precisar de uma cebola, uma cenoura, etc... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Coma menos carne vermelha &lt;br /&gt;A criação de bovinos é um dos maiores responsáveis pelo efeito estufa. Não é piada. Você já sentiu aquele cheiro pavoroso quando você se aproximou de alguma fazenda/criação de gado? Pois é: É metano, um gás inflamável, poluente, e megafedorento. Além disso, a produção de carne vermelha demanda uma quantidade enorme de água. Para você ter uma idéia: Para produzir 1kg de carne vermelha é necessário 200 litros de água potável. O mesmo quilo de frango só consome 10 litros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Não troque o seu celular &lt;br /&gt;Já foi tempo que celular era sinal de status. Hoje em dia qualquer zé mané tem. Trocar por um mais moderno para tirar onda? Ninguém se importa. Fique com o antigo pelo menos enquanto estiver funcionando perfeitamente ou em bom estado. Se o problema é a bateria, considere o custo/benefício trocá-la e descartá-la adequadamente, encaminhando-a a postos de coleta. Celulares trouxeram muita comodidade à nossa vida, mas utilizam de derivados de petróleo em suas peças e metais pesados em suas baterias. Além disso, na maioria das vezes sua produção é feita utilizando mão de obra barata em países em desenvolvimento. Utilize seus gadgets até o final da vida útil deles, lembre-se de que eles certamente não foram nada baratos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Compre um ventilador de teto &lt;br /&gt;Nem sempre faz calor suficiente pra ser preciso ligar o ar condicionado. Na maioria das vezes um ventilador de teto é o ideal para refrescar o ambiente gastando 90% menos energia. Combinar o uso dos dois também é uma boa idéia. Regule seu ar condicionado para o mínimo e ligue o ventilador de teto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Use somente pilhas e baterias recarregáveis &lt;br /&gt;É certo que são caras, mas ao uso em médio e longo prazo elas se pagam com muito lucro. Duram anos e podem ser recarregadas em média 1000 vezes. &lt;br /&gt;11. Troque suas lâmpadas incandescentes por fluorescentes &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lâmpadas fluorescentes gastam 60% menos energia que uma incandescente. Assim, você economizará 136 quilos de gás carbônico anualmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Limpe ou troque os filtros o seu ar condicionado &lt;br /&gt;Um ar condicionado sujo representa 158 quilos de gás carbônico a mais na atmosfera por ano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Escolha eletrodomésticos de baixo consumo energético &lt;br /&gt;Procure por aparelhos com o selo do Procel (no caso de nacionais) ou Energy Star (no caso de importados). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. Não deixe seus aparelhos em standby &lt;br /&gt;Simplesmente desligue ou tire da tomada quando não estiver usando um eletrodoméstico. A função de standby de um aparelho usa cerca de 15% a 40% da energia consumida quando ele está em uso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. Mude sua geladeira ou freezer de lugar &lt;br /&gt;Ao colocá-los próximos ao fogão, eles utilizam muito mais energia para compensar o ganho de temperatura. Mantenha-os afastados pelos menos 15cm das paredes para evitar o superaquecimento. Colocar roupas e tênis para secar atrás deles então, nem pensar! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15. Descongele geladeiras e freezers antigos a cada 15 ou 20 dias &lt;br /&gt;O excesso de gelo reduz a circulação de ar frio no aparelho, fazendo que gaste mais energia para compensar. Se for o caso, considere trocar de aparelho. Os novos modelos consomem até metade da energia dos modelos mais antigos, o que subsidia o valor do eletrodoméstico a médio/longo prazo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. Use a máquina de lavar roupas/louça só quando estiverem cheias &lt;br /&gt;Caso você realmente precise usá-las com metade da capacidade, selecione os modos de menor consumo de água. Se você usa lava-louças, não é necessário usar água quente para pratos e talheres pouco sujos. Só o detergente já resolve. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17. Retire imediatamente as roupas da máquina de lavar quando estiverem limpas &lt;br /&gt;As roupas esquecidas na máquina de lavar ficam muito amassadas, exigindo muito mais trabalho e tempo para passar e consumindo assim muito mais energia elétrica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18. Tome banho de chuveiro &lt;br /&gt;E de preferência, rápido. Um banho de banheira consome até quatro vezes mais energia e água que um chuveiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19. Use menos água quente &lt;br /&gt;Aquecer água consome muita energia. Para lavar a louça ou as roupas, prefira usar água morna ou fria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20. Pendure ao invés de usar a secadora &lt;br /&gt;Você pode economizar mais de 317 quilos de gás carbônico se pendurar as roupas durante metade do ano ao invés de usar a secadora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21. Nunca é demais lembrar: recicle &lt;br /&gt;Recicle no trabalho e em casa. Se a sua cidade ou bairro não tem coleta seletiva, leve o lixo até um posto de coleta. Existem vários na rede Pão de Açúcar. Lembre-se de que o material reciclável deve ser lavado (no caso de plásticos, vidros e metais) e dobrado (papel). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22. Faça compostagem &lt;br /&gt;Cerca de 3% do metano que ajuda a causar o efeito estufa é gerado pelo lixo orgânico doméstico. Aprenda a fazer compostagem: além de reduzir o problema, você terá um jardim saudável e bonito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23. Reduza o uso de embalagens &lt;br /&gt;Embalagem menor é sinônimo de desperdício de água, combustível e recursos naturais. Prefira embalagens maiores, de preferência com refil. Evite ao máximo comprar água em garrafinhas, leve sempre com você a sua própria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24. Compre papel reciclado &lt;br /&gt;Produzir papel reciclado consome de 70 a 90% menos energia do que o papel comum, e poupa nossas florestas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25. Utilize uma sacola para as compras &lt;br /&gt;Sacolinhas plásticas descartáveis são um dos grandes inimigos do meio-ambiente. Elas não apenas liberam gás carbônico e metano na atmosfera, como também poluem o solo e o mar. Quando for ao supermercado, leve uma sacola de feira ou suas próprias sacolinhas plásticas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26. Plante uma árvore &lt;br /&gt;Uma árvore absorve uma tonelada de gás carbônico durante sua vida. Plante árvores no seu jardim ou inscreva-se em programas como o SOS Mata Atlântica ou Iniciativa Verde. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27. Compre alimentos produzidos na sua região &lt;br /&gt;Fazendo isso, além de economizar combustível, você incentiva o crescimento da sua comunidade, bairro ou cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28. Compre alimentos frescos ao invés de congelados &lt;br /&gt;Comida congelada além de mais cara, consome até 10 vezes mais energia para ser produzida. É uma praticidade que nem sempre vale a pena. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29. Compre orgânicos &lt;br /&gt;Por enquanto, alimentos orgânicos são um pouco mais caros pois a demanda ainda é pequena no Brasil. Mas você sabia que, além de não usar agrotóxicos, os orgânicos respeitam os ciclos de vida de animais, insetos e ainda por cima absorvem mais gás carbônico da atmosfera que a agricultura "tradicional"? Se toda a produção de soja e milho dos EUA fosse orgânica, cerca de 240 bilhões de quilos de gás carbônico seriam removidos da atmosfera. Portanto, incentive o comércio de orgânicos para que os preços possam cair com o tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30. Ande menos de carro &lt;br /&gt;Use menos o carro e mais o transporte coletivo (ônibus, metrô) ou o limpo (bicicleta ou a pé). Se você deixar o carro em casa 2 vezes por semana, deixará de emitir 700 quilos de poluentes por ano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;31. Não deixe o bagageiro vazio em cima do carro &lt;br /&gt;Qualquer peso extra no carro causa aumento no consumo de combustível. Um bagageiro vazio gasta 10% a mais de combustível, devido ao seu peso e aumento da resistência do ar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;32.Mantenha seu carro regulado &lt;br /&gt;Calibre os pneus a cada 15 dias e faça uma revisão completa a cada seis meses, ou de acordo com a recomendação do fabricante. Carros regulados poluem menos. A manutenção correta de apenas 1% da frota de veículos mundial representa meia tonelada de gás carbônico a menos na atmosfera. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;33. Lave o carro a seco &lt;br /&gt;Existem diversas opções de lavagem sem água, algumas até mais baratas do que a lavagem tradicional, que desperdiça centenas de litros a cada lavagem. Procure no seu posto de gasolina ou no estacionamento do shopping. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;34. Quando for trocar de carro, escolha um modelo menos poluente &lt;br /&gt;Apesar da dúvida sobre o álcool ser menos poluente que a gasolina ou não, existem indícios de que parte do gás carbônico emitido pela sua queima é reabsorvida pela própria cana de açúcar plantada. Carros menores e de motor 1.0 poluem menos. Em cidades como São Paulo, onde no horário de pico anda-se a 10km/h, não faz muito sentido ter carros grandes e potentes para ficar parados nos congestionamentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;35. Use o telefone ou a Internet &lt;br /&gt;A quantas reuniões de 15 minutos você já compareceu esse ano, para as quais teve que dirigir por quase uma hora para ir e outra para voltar? Usar o telefone ou skype pode poupar você de stress, além de economizar um bom dinheiro e poupar a atmosfera. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;36. Voe menos, reúna-se por videoconferência &lt;br /&gt;Reuniões por videoconferência são tão efetivas quanto as presenciais. E deixar de pegar um avião faz uma diferença significativa para a atmosfera. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;37. Economize CDs e DVDs &lt;br /&gt;CDs e DVDs sem dúvida são mídias eficientes e baratas, mas você sabia que um CD leva cerca de 450 anos para se decompor e que, ao ser incinerado, ele volta como chuva ácida (como a maioria dos plásticos)? Utilize mídias regraváveis, como CD-RWs, drives USB ou mesmo e-mail ou FTP para carregar ou partilhar seus arquivos. Hoje em dia, são poucos arquivos que não podem ser disponibilizados virtualmente ao invés de em mídias físicas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;38. Proteja as florestas &lt;br /&gt;Por anos os ambientalistas foram vistos como "eco-chatos". Mas em tempos de aquecimento global, as árvores precisam de mais defensores do que nunca. O papel delas no aquecimento global é crítico, pois mantém a quantidade de gás carbônico controlada na atmosfera. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;39. Considere o impacto de seus investimentos &lt;br /&gt;O dinheiro que você investe não rende juros sozinho. Isso só acontece quando ele é investido em empresas ou países que dão lucro. Na onda da sustentabilidade, vários bancos estão considerando o impacto ambiental das empresas em que investem o dinheiro dos seus clientes. Informe-se com o seu gerente antes de escolher o melhor investimento para você e o meio ambiente.. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;40. Informe-se sobre a política ambiental das empresas que você contrata &lt;br /&gt;Seja o banco onde você investe ou o fabricante do shampoo que utiliza, todas as empresas deveriam ter políticas ambientais claras para seus consumidores. Ainda que a prática esteja se popularizando, muitas empresas ainda pensam mais nos lucros e na imagem institucional do que em ações concretas. Por isso, não olhe apenas para as ações que a empresa promove, mas também a sua margem de lucro alardeada todos os anos. Será mesmo que eles estão colaborando tanto assim? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;41. Desligue o computador &lt;br /&gt;Muita gente tem o péssimo hábito de deixar o computador de casa ou da empresa ligado ininterruptamente, às vezes fazendo downloads, às vezes simplesmente por comodidade. Desligue o computador sempre que for ficar mais de 2 horas sem utilizá-lo e o monitor por até quinze minutos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;42. Considere trocar seu monitor &lt;br /&gt;O maior responsável pelo consumo de energia de um computador é o monitor. Monitores de LCD são mais econômicos, ocupam menos espaço na mesa e estão ficando cada vez mais baratos. O que fazer com o antigo? Doe a instituições como o Comitê para a Democratização da Informática. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;43. No escritório, desligue o ar condicionado uma hora antes do final do expediente &lt;br /&gt;Num período de 8 horas, isso equivale a 12,5% de economia diária, o que equivale a quase um mês de economia no final do ano. Além disso, no final do expediente a temperatura começa a ser mais amena. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;44. Não permita que as crianças brinquem com água &lt;br /&gt;Banho de mangueira, guerrinha de balões de água e toda sorte de brincadeiras com água são sem dúvida divertidas, mas passam a equivocada idéia de que a água é um recurso infinito, justamente para aqueles que mais precisam de orientação, as crianças. Não deixe que seus filhos brinquem com água, ensine a eles o valor desse bem tão precioso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;45. No hotel, economize toalhas e lençois &lt;br /&gt;Use o bom senso... Você realmente precisa de uma toalha nova todo dia? Você é tão imundo assim? Em hotéis, o hóspede tem a opção de não ter as toalhas trocadas diariamente, para economizar água e energia. Trocar uma vez a cada 3 dias já está de bom tamanho. O mesmo vale para os lençois, a não ser que você mije na cama... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;46. Participe de ações virtuais &lt;br /&gt;A Internet é uma arma poderosa na conscientização e mobilização das pessoas. Um exemplo é o site ClickÁrvore, que planta árvores com a ajuda dos internautas. Informe-se e aja! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;47. Instale uma válvula na sua descarga &lt;br /&gt;Instale uma válvula para regular a quantidade de água liberada no seu vaso sanitário: mais quantidade para o número 2, menos para o número 1! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;48. Não peça comida para viagem &lt;br /&gt;Se você já foi até o restaurante ou à lanchonete, que tal sentar um pouco e curtir sua comida ao invés de pedir para viagem? Assim você economiza as embalagens de plástico e isopor utilizadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;49. Regue as plantas à noite &lt;br /&gt;Ao regar as plantas à noite ou de manhãzinha, você impede que a água se perca na evaporação, e também evita choques térmicos que podem agredir suas plantas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;50. Frequente restaurantes naturais/orgânicos &lt;br /&gt;Com o aumento da consciência para a preservação ambiental, uma gama enorme de restaurantes naturais, orgânicos e vegetarianos está se espalhando pelas cidades. Ainda que você não seja vegetariano, experimente os novos sabores que essa onda verde está trazendo e assim estará incentivando o mercado de produtos orgânicos, livres de agrotóxicos e menos agressivos ao meio-ambiente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;51. Vá de escada &lt;br /&gt;Para subir até dois andares ou descer três, que tal ir de escada? Além de fazer exercício, você economiza energia elétrica dos elevadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;52. Faça sua voz ser ouvida pelos seus representantes &lt;br /&gt;Use a Internet, cartas ou telefone para falar com os seus representantes em sua cidade, estado e país. Mobilize-se e certifique-se de que os seus interesses - e de todo o planeta - sejam atendidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;53. Divulgue essa lista! &lt;br /&gt;Envie essa lista por e-mail para seus amigos, divulgue o link do post no seu blog ou orkut, reproduza-a livremente, e, quando possível, cite a fonte. O Mude o Mundo agradece, e o planeta também!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-316641170891643948?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/316641170891643948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=316641170891643948&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/316641170891643948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/316641170891643948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/02/vamos-salvar-o-planeta-tudo-comeca-com.html' title='VAMOS SALVAR O PLANETA - tudo começa com sua ação'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-7074546142697399676</id><published>2009-02-20T16:21:00.000-02:00</published><updated>2009-02-20T16:22:01.965-02:00</updated><title type='text'>É urgente rever os fundamentos</title><content type='html'>Por Leonardo Boff [Sexta-Feira, 20 de Fevereiro de 2009]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conjugação das várias crises, algumas conjunturais e outras sistêmicas, obriga a todos a trabalhar em duas frentes: uma intrasistêmica buscando soluções imediatas dos problemas para salvar vidas, garantir o trabalho e a produção e evitar o colapso. Outra transsistêmica, fazendo uma crítica rigorosa aos fundamentos teóricos que nos levaram ao atual caos e trabalhar sobre outros fundamentos que propiciem uma alternativa que permita, num outro nivel, a continuidade do projeto planetário humano. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Cada época histórica precisa de um mito que congregue pessoas, galvanize forças e confira novo rumo à história. O mito fundador da modernidade reside na razão, desde os gregos, o eixo estruturador da sociedade. Ela cria a ciência, transforma-a em técnica de intervenção na natureza e se propõe dominar todas as suas forças. Para isso, segundo Francis Bacon, o fundador de método científico, deve-se torturar a natureza até que entregue todos os seus segredos. Essa razão crê num progresso ilimitado e cria uma sociedade que se quer autônoma, de ordem e progresso. A razão suscitava a pretensão de tudo prever, tudo gerir, tudo controlar, tudo organizar e tudo criar. Ela ocupou todos os espaços. Enviou ao limbo outras formas de conhecimento. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Eis que, depois de mais de trezentos anos de exaltação da razão, assistimos a loucura da razão. Pois só uma razão enlouquecida organiza a sociedade na qual 20% da população mundial detém 80% de toda riqueza da Terra; as três pessoas mais ricas do mundo possuem ativos superiores à toda riqueza de 48 paises mais pobres onde vivem 600 milhões de pessoas; 257 indivíduos sozinhos acumulam mais riqueza do que 2,8 bilhões de pessoas, o equivalente a 45% da humanidade; no Brasil 5 mil famílias detém 46% da riqueza nacional. A insanidade da razão produtivista e consumista gerou o aquecimento global que trará desiquilíbrios já visíveis e a dizimação de milhares de espécies, inclusive a humana. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A ditadura da razão criou a sociedade da mercadoria com sua cultura típica, um certo modo de viver, de produzir, de consumir, de fazer ciência, de educar, de ensinar e de moldar as subjetividades coletivas. Estas devem se afinar à sua dinâmica e valores, procurando sempre maximalizar os ganhos, mediante a mercantilização de tudo. Ora, essa cultura, dita moderna, capitalista, burguesa, ocidental e hoje globalizada entrou em crise. Ela se expressa nas várias crises atuais que são todas expressão de uma única crise, a dos fundamentos. Não se trata de abdicar da razão, mas de combater sua arrogância (hybris) e de criticar seu estreitamento na capacidade de comprender. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que a razão mais precisa neste momento é de ser urgentemente completada pela razão sensível (M.Maffesoli), pela inteligência emocional (D.Goleman), pela razão cordial (A. Cortina), pela educação dos sentidos (J.F.Duarte Jr), pela ciência com consciência (E. Morin), pela inteligência espiritual (D. Zohar), pelo concern (R.Winnicott) e pelo cuidado como eu mesmo venho propondo há tempos. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; É o sentir profundo (pathos) que nos faz escutar o grito da Terra e o clamor canino de milhões de famélicos. Não é a razão fria mas a razão sensível que move as pessoas para tira-las da cruz e faze-las viver. Por isso, é urgente submeter à crítica o modelo de ciência dominante, impugnar radicalmente as aplicações que se fazem dela mais em função do lucro do que da vida, desmascarar o modelo de desenvolvimento atual que é insustentável por ser altamente depredador e injusto. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A sensibilidade, a cordialidade, o cuidado levados a todo os níveis, para com a natureza, nas relações sociais e na vida cotidiana, podem fundar, junto com a razão, uma utopia que podemos tocar com as mãos porque imediatamente praticável. Estes são os fundamentos do nascente paradigma civilizatório que nos dá vida e esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/NoticiasIntegra.asp?id_artigo=6373&lt;br /&gt;Leonardo Boff&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-7074546142697399676?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/7074546142697399676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=7074546142697399676&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/7074546142697399676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/7074546142697399676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/02/e-urgente-rever-os-fundamentos.html' title='É urgente rever os fundamentos'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-1523844584991229443</id><published>2009-02-20T11:44:00.002-02:00</published><updated>2009-02-20T11:53:16.995-02:00</updated><title type='text'>Natura é acusada de Biopirataria</title><content type='html'>Enviado em Notícias, Tradição Virtual, Biopirataria de Anderson Porto | 18 de Fevereiro de 2009 @ 11:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acusada de cometer biopirataria ao usar o ativo de murmuru (Astrocaryum ulei Burret), a indústria de cosméticos Natura enfrenta hoje uma audiência de conciliação na Justiça Federal, em Rio Branco (AC), decorrente de ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF) em defesa dos índios ashaninka da aldeia Apiwtxa do Rio Amônea, na fronteira Brasil-Peru.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ação do MPF, contra a exploração indevida de conhecimento tradicional ashaninka, começou em agosto de 2007. Ela também envolve o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), a Chemyunion Química LTDA, e o empresário Fábio Dias Fernandes, proprietário da empresa Tawaya, de Cruzeiro do Sul (AC), fabricante de sabonete de murmuru.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MPF no Acre chegou a recomendar ao Inpi a suspensão do pedido de patente relativo à formulação do sabonete de murmuru, obtido a partir do conhecimento tradicional dos ashaninka. A patente de nº PI0301420-7 foi homologada pelo proprietário da empresa Tawaya.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o MPF, a elaboração da manteiga de murmuru se deu mediante o acesso a conhecimentos tradicionais da comunidade, quando o empresário realizava projeto de pesquisa e levantamento de produtos florestais em parceria com a organização não-governamental Núcleo Cultura Indígena, sediada em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final da pesquisa, Dias decidiu implantar a empresa de beneficiamento para produzir a manteiga de murmuru em escala industrial. Os índios forneceriam as sementes e teriam direito a 25% dos rendimentos obtidos pela empresa. Com isso, os ashaninka preocuparam-se em formar e capacitar a comunidade para exploração da semente de murmuru de forma sustentável, sem que o conhecimento da fabricação do produto fosse externalizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Murmuru: antepassado transformado em árvore&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, a empresa Tawaya funcionava no Vale do Juruá, mas logo foi transferida para Cruzeiro do Sul, distante da área indígena, impedindo a comunidade de participar da fabricação. Tawaya é o nome que os ashaninka atribuem para o Rio Amôena, que foi percorrido durante as pesquisas feitas por Fábio Dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez iniciados os preparativos para a produção, o empresário passou a tratar os ashaninka como meros fornecedores de matéria-prima, deixando de cumprir com tudo que prometera durante os anos de convívio e de utilização do conhecimento tradicional da comunidade indígena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MPF sustenta que o empresário não tinha a necessária autorização para patentear o produto. A Medida Provisória nº 2.186/2001, que diz respeito à proteção ao conhecimento tradicional das comunidades indígenas e locais, associado ao patrimônio genético, anota o reconhecimento pelo estado do direito dessas comunidades para decidir sobre o uso de seus conhecimentos tradicionais, reconhecidos como patrimônio cultural brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ação civil pública, o procurador da República Lucas Perroni Kalil assinala que o conhecimento tradicional refere-se a todo conhecimento, inovações e prática das comunidades indígenas e locais, concebidas a partir da experiência empírica adquirida através dos séculos, e adaptado à cultura e aos entornos locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O conhecimento tradicional se transmite por via oral, de geração em geração e tende a ser de propriedade coletiva. Adquire a forma de histórias, canções, folclore, refrões, valores culturais, rituais, leis comunitárias, idioma local e práticas agrícolas, inclusive de espécies vegetais e raças animais. O murmuru tem origem lendária para os ashaninka. Não se trata de uma simples árvore, mas sim de um antepassado que foi transformado em árvore - acrescenta Kalil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cacho de murmuru (Astrocaryum ulei Burret) separado entre frutos e raque (A); semente ou “caroço”(B); endosperma inteiro (C); endodosperma cortado, mostrando a parte interna (D) e endocarpo quebrado para se retirar o endosperma (E) - imagem cedida pelo botânico Evandro Ferreira, especialista em palmeiras, do blog Ambiente Acreano&lt;br /&gt;Ligações perigosas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ashaninka fazem diversos usos da palmeira de murmuru. O caule da palmeira serve para a construção de casas. A árvore produz palmito usado como alimento. Dos lugares em que são extraídos os palmitos, surge uma seiva, que é usada como alimento e também, misturada com urucum, como pintura facial. As folhas e as cascas da palmeira são utilizadas no artesanato. O óleo da castanha, extraído por meio do uso de um pilão, misturado com água, serve de medicamento para feridas e coceiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O empresário é acusado de ter realizado bioprospecção utilizando o conhecimento tradicional como guia, valendo-se de séculos de experiências com o murmuru para obter um produto com finalidade comercial. De 120 componentes à base de plantas usados na produção farmacêutica mundial, 75%, em média, têm o seu derivado ou associado a plantas medicinais que sempre foram utilizadas por comunidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na pior das hipóteses, ainda que se admita, a título de argumentação, que os ashaninka nada sabiam sobre o uso emoliente do murmuru, ainda assim foi usado conhecimento tradicional sobre o manejo sustentável do murmuru, fato que Fábio Dias tanto se gaba na publicidade de seu sabonete - argumentar o procurador da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora negue, o MPF sustenta que a empresa Chemyunion passou também a explorar produtos fabricados a partir do murmuru, após tomar conhecimento das atividades de Fábio Dias, que confirmou em laboratório as características emolientes do murmuru em meados de 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como empresas voltadas a esse ramo específico de atuação, sempre atentas a “novidades” deste naipe, as demais demandadas privadas (Chemyunion e Natura) certamente passaram a estudar o uso de murmuru em seus produtos após a confirmação do demandado Fábio - afirma Kalil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Reparação equânime de benefícios e de dano moral coletiv&lt;/span&gt;o&lt;br /&gt;Segundo o MPF, embora negue, a Natura Cosméticos S.A. acessou conhecimento tradicional sobre o murmuru. Em correspondência à Procuradoria da República, a empresa disse que utilizou “como fonte de informação de aplicação do ativo murmuru” obra de Barrera-Arellano. Segundo a Natura, ele seria o químico “inventor” da utilização de óleo e gordura de murmuru em pedido de patente formulado pela Chemyunion Química.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ademais, não é digno de crença que, como gigante do ramo, a Natura não tivesse obtido dados a partir dos resultados das pesquisas junto aos ashaninka - afirma o procurador da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MPF pleiteia a reparação equânime dos benefícios e reparação de dano moral coletivo, sendo que o valor de indenização que venha a ser definido pela Justiça Federal seja destinado metade ao Fundo Federal de Direitos Difusos e metade à Apiwtxa, associação que representa o povo ashaninka do Rio Amônea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Inpi foi envolvido pelo MPF na ação civil pública porque não acatou recomendação para suspender o pedido de patente relativo a formulação do sabonete de murmuru. O MPF tenta convencer o Inpi a conferir patente ou registro aos seus pleiteantes daquilo que tiver sido originado a partir de acesso ao conhecimento tradicional somente após informada a origem do conhecimento tradicional e realizada a repartição equânime dos benefícios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5039151160940419615-1523844584991229443?l=sustentabilidadesemapi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/feeds/1523844584991229443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5039151160940419615&amp;postID=1523844584991229443&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/1523844584991229443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5039151160940419615/posts/default/1523844584991229443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sustentabilidadesemapi.blogspot.com/2009/02/natura-e-acusada-de-biopirataria.html' title='Natura é acusada de Biopirataria'/><author><name>Viva a Vida Sustentável</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771907451906439686</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-DPxe1OgX7XQ/TVNMu8JFWeI/AAAAAAAACzA/GUOwdcY1Ql8/s220/1%25C2%25AA%2BConfer%25C3%25AAncia%2BEstadual%2Be%2BNacional%2Bde%2BEPS%2B104.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5039151160940419615.post-6459133722770720293</id><published>2009-02-19T16:38:00.001-02:00</published><updated>2009-02-19T16:41:42.101-02:00</updated><title type='text'>Romaria da Terra relembra desastre ambiental no Rio do Sinos</title><content type='html'>Chasque Agência de Notícias&lt;br /&gt;Reportagem: Raquel Casiraghi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tema "Água, Sangue da Terra", a 32ª Romaria da Terra relembra a impunidade que marcou as investigações sobre a poluição do rio do Sinos. Mais de 100 toneladas de peixe foram encontrados mortos há dois anos atrás. Expectativa é de que 20 mil romeiros e romeiras participem da atividade no próximo dia 24, em Sapucaia do Sul (RS)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porto Alegre (RS) - A impunidade que marcou o desastre ambiental cometido no Rio do Sinos motivou a 32ª Romaria da Terra. Com o tema "Água, Sangue da 
